Textos 3



Texto 3
Postado pelo coordenador do curso: Alberto Alves Maia


Baixe o seguinte arquivo e leia a entrevista com Elvira Souza Lima.
Após a leitura, comente sobre a importância de se manter um diálogo colaborativo entre Neurocência e Educação e também sobre a necessidade de acrescentar ao currículo dos diversos cursos de licenciatura, pedagogia e magistério, disciplinas que priorizem estudos relacionados ao cérebro e aprendizagem . Em outros momentos, comente quatro considerações de seus colegas.

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82 comentários:

  1. Bom tarde! Alberto, parabéns, mais um texto muito bem selecionado, que toca em várias questões muito pertinentes, desde a plasticidade do cérebro do adulto à importância da imaginação, passando por aquela que mais me interessou, a existência de duas dimensões no processo de aprendizagem.
    Como professora sempre vi como necessário criar um ambiente em sala de aula que possibilitasse criar uma certa empatia com os alunos, as minhas próprias experiências enquanto discente mostraram me que é mais fácil aprender determinado conteúdo quando sinto empatia pelo professor.
    Por outro lado, essas mesmas experiências também serviram para desmonstrar me que por mais "simpático" que tenha sido determinado professor, por mais interativa e estimulante que tenha sido a aula, por mais "interessante" que seja determinado conteúdo, se eu não tiver empenho em revisar os conhecimentos passados em sala de aula, eles não se tornam conceitos e muito menos memórias de longa duração.
    O texto clarifica muito bem esta necessidade de revisar o que foi estudado para fortalecer as neuronais da memória e o conhecimento ser mais facilmente evocado.
    Com base no texto e pensando na minha prática, pretendo aumentar o número de vezes que peço tarefas para casa, como forma de incentivar este hábito tão benéfico de revisar os conteúdos.

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    1. Oi, Luciamara! Acho que a empatia é o motor para que o aluno retome os conteúdos trabalhados nas aulas quando estiver em casa. Se a escola, de modo geral, se tornar mais atraente ao aluno, este, consequentemente, sentirá vontade de repetir as experiências que lhe forem proporcionadas no ambiente escolar. Seria algo como "hoje fiz um negócio legal lá na escola, vou fazer em casa de novo" ou "vou mostrar para alguém aquele lance que aprendi na escola hoje".

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    2. Orientador: Alberto A. Maia28 de agosto de 2012 às 21:15

      Olá Lucimara, Patrícia e a todos!
      A neurocência enfatiza muito a associação entre as redes neuronais de memória com as redes neuronais do sistema límbico emocional; por isso, cuidado e acolhimento são ingredientes necessários para o direcionamento da atenção e seleção daquilo que deve ser guardado na memória.
      É mediante interações sociais, em um determinado momento histórico, tendo a linguagem como instrumento privilegiado na formação da mente, que comportamentos, pensamentos e desejos são gerados. "Nascemos imersos em um campo de linguagem, em um universo de símbolos que grudam em cada poro do nosso organismo e o arrancam do domínio biológico. O que seria natural, instintivo, previsível é moldado e modificado por aqueles que cuidam de nós" (Paulo Schiller)

      Os professores devem estar conscientes de que as suas expectativas em relação às suas turmas e aos seus alunos afetarão a maneira como conduzirão o processo pedagógico.Professores que alimentam altas expectativas em relação ao seu trabalho,conseguem realizá-lo com mais eficácia e resultados positivos. A expectativa se traduz pelo desejo e esperança de que é possível fazer algo proveitoso em favor de alguém, por mais difícil que seja a situação. Se um professor não alimenta expectativas em relação aos seus alunos, certamente não fará a sua parte como devia, nem lutará para que haja mudanças.

      “Um grande estímulo na vida é saber que alguém confia em nós e de nós espera grandes coisas.”

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    3. Olá Lucimara! Concordo com você, que texto maravilhoso, bem completo e diversificado. Sempre tive esta impressão referente à empatia. Acho que vou até rever meus conceito , atitudes e cativar um pouquinho mais meus alunos.

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    4. Muito bem, Lu!Você tocou em todos os pontos de relevância do texto, e compartilho da mesma opinião.A importância da empatia, esforço, prática na aprendizagem é fato.Na minha experiência como aluna,era difícil assistir uma aula de um professor que não transmitisse aquela empolgação pelo conteúdo e não tinha carisma para com os alunos.A consequência era desinteresse pela disciplina.Por outro lado, os alunos eram mais carinhosos com os professores.Você se lembra das festinhas surpresa que preparávamos no dia dos professores e em outras ocasiões?Que saudade! Beijos!

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    5. Oi Lucimara! Concordo com você! Eu também passei pelas mesmas experiências, tanto boas, como ruins! Tive professores que me cativaram desde o primeiro momento e também como me dedicava nas suas aulas também sentia essa reciprocidade afetiva! Um reforçamento positivo! Assim como tive professoras boas que tentavam me cativar mas eu sentia repugnação pela forma como ela se pintava e se vestia, quando estava no início da minha escolarização e isto consigo me recordar até hoje! Me recordo do primeiro dia em que fiquei de castigo por conversar em sala de aula!..rs...mas hoje considero engraçado! Porque ainda encontro minha primeira professora hoje e depois de mais de 20 anos ainda me recordo dos momentos que passei com ela!...rs...que velha! Tudo isso é memória afetiva! Assim como me recordo com grande carinho da professora de faculdade que era exigente, brava, nem tão simpática, mas demostrava paixão nas aulas que preparava e que pude aprender realmente a história da educação no meu primeiro ano de faculdade! Gostava da sua metodologia de ensino e da sua exigência! Pois ela corrigia as provas com êxito, explicava cada erro e conversava com a gente e com isso ela cativou os alunos!

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    6. Não foi muito diferente comigo Melissa. Tambem recordo do meu 1º ano do fundamental 1. Saudades da dona Beli. Como ela me nos valorizava. Premiava os primeiros colocados com cartinhas de santinhos e para os que não alcançavam notas, ela dava aula de reforço. Conseguimos levá-la para o 2º ano, que não foi diferente. Lembro-me no entanto, do professor de matemática do 7º ano. Foi um horror. Tive que transferir de escola porque eu não concordava com a maneira dele ensinar e de como ele tratava todos os alunos, simplesmente humilhante. Reprovei neste ano, pois não me adaptei a nova escola. Nunca mais reprovei. Aprendi com a boa professora a valorizar o mínimo em um aluno e o professor carrasco? Aprendi a respeitar as pessoas e meus alunos, pois nunca quis passar aos meus alunos o que eu aprendi com ele (nada). Vejo que um reforço positivo pode nos elevar, porem um reforço negativo nos deixa sem estímulo algum. Como disse o prof.Alberto, o cuidado e o acolhimento são extremamente importantes, pois as impressões boas ou ruins que ficam, podem construir ou destruir sentimentos.

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    7. Bom dia Lucimara. Gostei muito do seu texto. Os alunos, como já dissemos antes, precisam de estímulos e como não pensar, então, em tarefas de casa. Todas as aulas passo tarefas para os alunos, e cobro, faço correções em sala de aula enfatizo que essas tarefas tem grande e fundamental papel no aprendizado. O aluno que faz tarefa tem a chance de participar em sala de aula, pois é importante que algumas correções sejam feitas oralmente, logo esse aluno que participa mais em sala de aula tem uma chance muito maior de ter empatia pela matéria e pelo professor.

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    8. Após a leitura deste texto e de comentários de colegas, cheguei à conclusão de que a estrutura cerebral não muda de uma de uma geração para outra; são os estímulos recebidos pelo cérebro que definem a aprendizagem. O que acontece é que as gerações antigas, que não dispunham de muitos dos recursos tecnológicos atuais, eram mais solicitadas a imaginar, ou seja, criar suas próprias imagens. E isso tem consequências diretas na construção de um novo conhecimento, já que em muitas áreas a capacidade de abstração é fundamental. Eu acredito que nas novas gerações, por receber imagens e estímulos já prontos, a capacidade de abstração fique comprometida, o que torna essas gerações mais dependentes de recursos didáticos carregados de tecnologia (já bem conhecida delas), como imagens projetadas no datashow, vídeos, esquemas, etc. Só que esses recursos devem ter, logicamente, um objetivo definido, pois o excesso de estímulos desvia o foco de atenção, superficializando o conhecimento.
      Outro ponto interessante foi a menção das cinco atividades fundamentais para o aprendizado (observação, organização, registro, relato e comunicação). Toda a prática pedagógica deve ser voltada a fim de resgatar essas cinco atividades. Hoje vemos alunos que não fazem anotações durante a aula (muitos mal copiam o que está na lousa) e com cadernos desorganizados. Ora, se os alunos orientam seus estudos por seus cadernos, como um aluno pode recordar do que aprendeu com um caderno desorganizado?

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    9. Olá a todos, concordo com o que foi dito a respeito da necessidade de criar uma relação de empatia com os alunos para possibilitar o aprendizado. O Alberto apresentou muito bem essa questão em termos de acionamento do sistema límbico do cérebro (tema que eu não domino), mas é evidente que a identificação do aluno com o professor auxilia muito, também, na identificação do aprendiz com o objeto de ensino. Alguns colegas aqui citaram experiências pessoais com seus professores, o que é muito interessante, pois mostra na prática o que o Alberto colocou em termos mais técnicos.

      Abraços

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    10. "Assim como me recordo com grande carinho da professora de faculdade que era exigente, brava, nem tão simpática, mas demostrava paixão nas aulas que preparava e que pude aprender realmente a história da educação no meu primeiro ano de faculdade! Gostava da sua metodologia de ensino e da sua exigência! Pois ela corrigia as provas com êxito, explicava cada erro e conversava com a gente e com isso ela cativou os alunos"
      Olá Melissa, mais uma vez concordo com a tua posição, para se cativar o aluno, antes de tudo é preciso que o professor tenha paixão pelas aulas que ministra, que tenha competência profissional, que demonstre ao aluno onde e porque ele errou, tudo isso aliada a uma postura que seja amigável sem ser de amiguinha dos alunos.

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    11. Olá Bruna, muito bem observado, temos que estar sempre atentos para resgatar estas atividades em nossos alunos, possibilitando assim um aprendizado mais eficiente. Muitos dos nossos alunos apresentam dificuldades mesmo em conversar, em relatar algo extra classe, por exemplo um fato do cotidiano deles, para não comentar da dificuldade em manter os cadernos organizados, assim o que seria o mínimo passa ser parte do que nós, professores, temos que exigir.

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    12. É verdade Melissa. Eu gosto ainda de História do Brasil por causa de uma linda professora que deixava "os 99" para explicar os conteúdos somente para mim. Isso me estimulou muito e comecei a ler sobre os assuntos. Desses para outros e outros... Hoje pergunto, será que nós estamos tendo dificuldades para estimular nossos alunos? Esse dinamismo todo interfere na aprendizagem? O conhecimento superficial é o que realmente está acontecendo? Os "cérebros" estão se condicionando a nova era do visual e pouco "pensar"? O que está acontecendo realmente? O que podemos fazer?

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    13. rs...Essa foi boa e prova do que digo que é verdadeiro, ela te cativou e essa relação "afetiva" e platônica, fez com que você encontrasse estímulo para gostar e aprender mais sobre história! Existem vários fatores que cativam nossos alunos, vejo pelos cometários que os alunos fazem para mim, no momento que entrevisto a maioria, o fato de cativarem e serem cativados. Creio que atrair a atenção deles é nossa grande dificuldade! Não se dizer se é esse conhecimento superficial que faz isso, não só ele, mas vários fatores! Existem alunos que possuem algo biológico que os dificultam na sua capacidade de aprender, que os tornam mais lendos e demandam mais tempo para aprender, alguns que este tempo pode demorar alguns anos e outros que, não se incluem no mesmo grupo que acabo de citar, que não aprendem por falta de vontade, hábito, estímulo e interesse, nossa maior preocupação! Vejo na maioria, a falta de hábito de estudar, se fizermos uma pesquisa em sala de aula, a cada 10 alunos, apenas 2 estudam, ou até menos. Não sei se é utópico, mas acredito que temos que lutar por uma forma de ensino diferenciada, com menos alunos em sala de aula, pois a disciplina dos nossos alunos, em sua educação informal, atrapalha e muito no processo de ensino-aprendizagem! Acredito em projetos que possam resgatar os poucos alunos que ainda acreditam e querem aprender! Podemos pedir ajuda para as psicólogas da escola, em desenvolver projetos que possam discutir a identidade desses alunos, sexualidade e comportamento!

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  2. Orientador: Alberto A. Maia25 de agosto de 2012 às 10:42

    Olá Lucimara! Olá a todos! Nesse fórum vamos trocar ideias sobre a importância de se manter um diálogo colaborativo entre Neurocência e Educação.
    Uma das implicações do estudo da neurociência e o aprendizado é que esta ciência evidencia a necessidade de treino e prática para o reforço das sinapses (espaço de troca de informações entre neurônios) e consequente consolidação de redes de memória.
    Como o aluno pode reter em sua memória um aprendizado (mesmo que tenha entendido) se não exercitar o que foi aprendido em sala de aula?
    Na lição, o aluno terá como refletir sobre o conteúdo da sala de aula, associar o que aprendeu com conteúdos já internalizados, consolidar e criar novas vias em seus circuitos de memória. Dessa maneira, as sinapses serão reforçadas e a memória será mais duradoura para que possa ser evocada na construção de novos conhecimentos. É o que a Lucimara bem expressou sobre a necessidade de revisar o que foi estudado para fortalecer as redes neuronais da memória e o conhecimento ser mais facilmente evocado.
    Além de tudo, as lições de casa contribuem para a formação de uma postura para a aprendizagem e para a vida. A própria rotina de estudar assumirá uma configuração nos circuitos neuronais e à medida que estes sejam reforçados, proporcionará uma maior facilidade e prazer para com os estudos.
    Resumindo: “Sem dor, sem ganho.” , ou “rapadura é doce, mas não é mole, não!”

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    1. Elaine Ferraz
      “Pesquisas recentes apontam para a possível alternância entre objetos de atenção diferentes: assim, não prestaríamos atenção simultânea em duas coisas, e sim alternaríamos muito rapidamente entre uma e outra.”

      Boa noite, Alberto.
      Eu sempre escutei que o cérebro do homem é diferente do cérebro da mulher com relação a própria fisiologia, por isso o homem pensa e realiza uma ação de cada vez, enquanto a mulher pensa e realiza mais de uma ação de cada vez. Seria essa a idéia, ou a mulher alterna com mais rapidez que o homem a atenção em mais de um pensamento/ação?

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    2. Elaine Ferraz



      “Os alunos de hoje desenvolvem padrão de atenção para mover-se rapidamente de uma coisa a outra. Porém,não desenvolvem padrões para prestar atenção em uma única coisa com permanência. Prestar atenção é a porta de entrada para que informações sejam levadas ao cérebro por intermédio dos órgãos dos sentidos. Se não houver atenção continuada, nada chega ao cérebro para ser processado quando se trata de conhecimentos formais.”

      Alberto, e aquela informação que as crianças têm hoje em dia por volta de 07 minutos de poder de concentração ininterrupta, muito menos que as crianças de gerações anteriores, procede? Se procede, como então conseguir o tempo suficiente de concentração das novas gerações para que se processe os conhecimentos formais em seus cérebros?

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    3. Elaine Ferraz



      “A resposta provisória a essa questão é: os alunos de hoje desenvolvem uma forma diferente de prestar atenção e, muito provavelmente, ela não é a forma necessária ou suficiente para o desenvolvimento do pensamento formal, apropriação de metodologias e o trabalho com as informações que são características inerentes à aprendizagem dos conhecimentos escolares.”

      Alberto, será que não remamos contra a maré, já que as crianças de hoje tem um poder de concentração diferente, lotamos salas com quase 40 alunos ao invés de turmas menores com ritmo de aprendizagem individualizado, usamos lousa/giz que são estáticos, enquanto o foco de interesse está no movimento, usamos a tecnologia para facilitar o processo, quando poderíamos utilizar estratégias com a mesma tecnologia para dificultar e levar o aluno a procurar alternativas na busca por soluções, colocamos alunos em filas e sentados, quando os espaços poderiam ser mais motivadores em salas ambiente, com a movimentação física do aluno, que talvez o ajudasse a redirecionar sua atenção e sua motivação. Nos preocupamos em dar conteúdo, sem a prática que o levaria a construir o conhecimento...Nossa Alberto, será que estou hermenêutica demais da conta...Acredito que estamos num processo de transição, há tempo demais....mas em transição....

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    4. Concordo com você, Elaine. Acho que estamos em transição, sim, há muito tempo mesmo (desde a década de 90, pelo menos). Aluno gosta de experimentar, tanto que as aulas de educação física ou de laboratório (ciências) são preferência da maioria. Isso está na cara, a gente vê na escola dia a dia, mas insistimos em querer fazer o aluno grudar os olhos nos livros, na lousa, copiando páginas e páginas (sem olhar pro lado, sem abrir a boca...) sem atribuir sentido algum a essa atividade. Acho que a menor quantidade de alunos em sala é fundamental para esse tipo de proposta pedagógica, mas não basta só isso, é preciso infraestrutura da escola e capacitação de professores. A escola tem que se modernizar.

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    5. Orientador: Alberto A. Maia28 de agosto de 2012 às 22:35

      Olá Elaine, Vamos por partes às suas perguntas
      Não prestamos atenção simultânea em duas coisas, e sim alternamos muito a atenção entre uma e outra coisa.Isso vale tanto para homens e mulheres; por exemplo, podemos falar ao celular e dirigir ao mesmo tempo, porém, a nossa atenção será alternada a todo o momento entre essas duas atividades.
      Na Educação, vale o mesmo; ou o aluno foca a atenção no objeto em estudo e aprende, ou dispersa a atenção e não internaliza o que está sendo apresentado a ele.
      "Quando o assunto é comparar a capacidade multitarefa de homens e mulheres, até o momento não há um consenso entre o meio científico sobre qual dos lados é mais eficiente. As pesquisas realizadas até o momento mostraram resultados conflitantes: enquanto algumas afirmam que o sexo feminino realmente é melhor nesse sentido, outras mostram que não há diferenças significativas que provem essa tese."(Felipe Gugelmin)

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    6. Orientador: Alberto A. Maia28 de agosto de 2012 às 23:31

      Quanto atribuir sete minutos de concentração ininterrupta às crianças nos dias de hoje, acredito que isso só pode ser considerado diante da configuração nefasta da Educação no Brasil. Indisciplina, distrações e falta de compromisso nos estudos são agentes responsáveis pelo desvio de atenção.
      Não dá para imaginar, como regra, apenas sete minutos de atenção ininterrupta para crianças no Japão, China, Coréia do Sul e países nos quais a educação é tratada de maneira séria. Nesses países, o bom comportamento que leva à atenção é exigido, e pronto!
      As crianças brasileiras, há alguns anos, eram mais concentradas durante a aprendizagem, pois isso era exigido e apoiado não só pelos educadores, mas também pela família e pela sociedade.
      Gostaria de completar esse comentário com um pequeno texto da neurocientista Suzana Herculano:
      "Na prática, nosso comportamento é guiado a cada instante por uma coisa só: um alvo só, sobre o qual os esforços de processamento cognitivo se concentram. Esse alvo da vez é o foco da atenção, e a atenção é o processo que permite que tudo o que diz respeito a esse alvo seja detectado e processado mais rapidamente e com mais fidelidade, às custas do processamento de tudo o que está ao redor. Como resultado, a atenção facilita o processamento do que está em seu foco, enquanto reduz o processamento dos distratores (ou seja, de tudo o que não está no foco da atenção)."

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    7. A educação estará sempre em transição, mas não acho esse o problema, o problema que acho é que estamos mmmmmuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiitttttttttttttoooooooooooooooo atrasados, e para tirar essa diferença é que é o problema, a transiçao é muito lenta, deveria ocorrer com mais rapidez. porque transformar, sempre terá de, caso contrário pode fechar. Li esses dias, algo muito interessante, passível de alguns minutos de reflexão (acho que não será necessário 7..rsrsrsrsrs): a escola é algo muito novo para o ser Humano, cerca de 200 anos, contra, nem sei quantos de Humanidade... aí eu completo: de democratização da escola então... 20 aninhos minha gente!!!! ou seja: não sabemos quase nada sobre Escola!!!!Como exigir tantas coisas de um professor ao mesmo tempo?? Teremos que ter dentro de cada escola um profissional para nos orientar a esses respeitos, por exemplo: como fazer com esses alunos se concentrem.

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    8. Olá a todos! Concordo com você, Mirian, estamos e estaremos em constante transição, mas nosso país é muito atrasado e falta iniciativa para uma mudança e transformação tanto por parte da população, o que chega a ser uma questão cultural, assim como e principalmente pelos órgãos responsáveis.

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    9. A Miriam disse tudo, o mundo está em constante transformação, a escola é uma relativa novidade e nós, professores, estamos no meio desse turbilhão, muitas vezes lutando contra forças que mal entendemos. Vou terminar repetindo sua pergunta, Miriam, como fazemos para que os alunos se concentrem?

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    10. Concordo, Miriam.O mundo em que vivemos está em constante transição, e com a educação não é diferente.Também acho que deveríamos ter orientação de um profissional.Acontece que ainda estamos engatinhando porque os órgãos competentes não atuam de maneira eficaz para que esse processo seja acelerado.

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    11. Concordo com a Mirian e Elaine, estamos em transição e a escola realmente precisa mudar para garantir o aprendizado de nossos alunos, e nisso o poder público tem papel decisivo. Não é da noite para o dia que se formam mais professores e se constroem mais escolas para atender classes de período integral com turmas pequenas. Imaginem o investimento colossal que será necessário! Ao mesmo tempo os cursos de licenciatura devem ser reformulados para formar professores com as competências exigidas para essa mudança na escola. E como a Viviane falou, tem uma questão cultural nisso tudo, nossa profissão é pouco valorizada e, cada vez mais, os jovens não querem seguir carreira docente. Se isso continuar a acontecer, o sistema entrará em colapso, pois a demanda por professores tende a aumentar exponencialmente!

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    12. Olá Alberto, você e a Lucimara tocaram num ponto muito importante, que é a necessidade de exercitar para aprender. De fato - apesar de ser algo muito difícil - é essencial criar uma cultura de estudo em nossos alunos (coisa que, infelizmente, anda muito distante da realidade deles). Nesse aspecto, além das atividades de revisão, as lições de casa são fundamentais, como bem disse a Lucimara, pois exigem do aluno que ele se sente e abra o livro e o caderno fora do ambiente escolar. Você resumiu muito bem a questão no ditado “rapadura é doce, mas não é mole não”, nossos alunos parecem crer que o conhecimento vem do além, que cabe exclusivamente ao professor fazer a mágica que os tornarão conhecedores do assunto estudado. Mas a realidade é bem outra: sem esforço, sem aprendizado.

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    13. Olá colegas que comentaram sobre as dificuldades da escola se adaptar as condições necessárias para oferecer educação de qualidade, concordo com os comentários e destaco os da Bruna de como a desvalorização da nossa classe profissional tende a levar os jovens a “fugir” da carreira docente ou como já está acontecendo de alguns verem a educação como a última opção. Este fato deixa a mim e a todos que fizeram da carreira docente sua primeira opção profissional muito preocupados com o futuro.

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    14. A neurociência e educação tem muito a contribuir para efetivos avanços e mudanças de estratégias de ensino que são fundamentais para a aprendizagem! Defendo a inclusão de uma disciplina de neurociências como base a grade curricular dos cursos de licenciatura! É fundamental professores entenderem como o nosso cérebro funciona! A empatia é algo fundamental para o aprendizado, pois somo feitos de emoções, sentimentos e relações afetivas! A afetividade é a motivação para o aprendizado do querer aprender! Hoje temos enquanto professores que nos preocupar não mais prioritariamente com O QUE ensinamos mas com o COMO nós ensinamos, COMO dialogamos com nossos alunos e os ouvimos! É uma realidade difícil e batalhadora. A cultura do ensinar a aprender a aprender! Temos que resgatar esse querer aprender, o que torna nossa batalha ainda mais difícil! Já quanto a questão da memória e do exercício e treinamento cerebral, fica evidente que é extremamente necessário nossa preocupação com a revisão de conteúdos, já que nossos alunos não os retém, mudar estratégias de ensino, que possam cativar os alunos e o treino do que foi ensinado é fundamental para a memória. Pela plasticidade, vemos que nosso cérebro, como bem ressaltou o texto, deve ser treinado constantemente, aprender nunca acaba e desenvolvimento cerebral também! Nesse sentido a qualidade é importante, e não quantidade de conteúdos a ser transmitido, como nosso PPP (Projeto Político Pedagógico) exige!

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  3. Acho que a interface neurociência e educação é muito produtiva, pois só através da compreensão do modo como funciona o cérebro é que poderemos proporcionar mudanças significativas nas escolas a fim de promover novas metodologias que comtemplem as expectativas dos alunos do século XXI que estão lotando nossas salas de aula, em vez de comtemplarem as nossas expectativas de educadores que sonham fazer com que seus alunos aprendam da mesma forma que eles aprenderam há 20, 30, 40 anos atrás.
    Através do conhecimento aprofundado em neurociência é que poderemos entender como os nossos jovens pensam, como armazenam conhecimentos, como produzem, que ambiente deve ser oferecido para que haja um aprendizado efetivo, que se dê através do prazer de aprender. Temos que reformular a estrutura escolar para que o aluno "cibernético" que temos hoje sinta prazer de ir para escola e resgate assim o seu prazer de aprender.

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  4. Com a minha experiência atual na Educação Infantil tenho refletido muito sobre as práticas pedagógicas no Fundamental, principalmente no FUND.II. Vejo as professoras estimulando as crianças, as crianças esboçando suas primeiras noções de responsabilidade, ao mesmo tempo em que demonstram total disposição e prazer em estra na escola e em dividir o espaço escolar com os amiguinhos a "pro"...
    O que será que acontece com esses alunos no percurso entre os 5 anos e os 11, 12, 14 anos de idade?
    É fato que todas as mudanças hormonais acontecem e interferem no comportamento do nosso aluno, mas só isso não justifica o fato de termos a maioria desinteressada em sala de aula. Eles ainda se interessam por aquilo que está além dos muros da escola (assim como os pequenos), por que será então que perdem o interesse, quase que unanimamente, pela escola? Será que o problema está em "todos" os alunos ou será que estamos desviando o foco do que realmente adoeceu no processo educacional?

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    1. Boa noite, pessoal. Acredito que muita coisa mudou por vários motivos:
      1. Conversando com o Alberto, li numa reportagem que o carinho de mãe interfere diretamente no processo de sinapses, de buscas pensantes para trilhar opções para vencer dificuldades. Que carinho se as mães saem antes dos filhos acordarem e muitas chegam já com os filhos acordando? Ou super atarefadas sem tempo de olhar onde o filho está ou o que está fazendo?
      2. A mídia, com programas que banalizam a escola, tira dela o crédito de um futuro bem sucedido.
      3. Um período de transição com o encantamento pela tecnologia, sem seu uso ético e criterioso
      4. Mudanças no hábitos de alimentação, descanso ( li que o nosso cérebro precisa de dois momentos de sono divididos em 04 horas e 04 horas, com uma pausa acordada entre estes dois momento e não de 08 horas ininterruptas de sono), o hábito de exercitar o físico(problemas com a obesidade já na infância, o que revela que até mesmo as brincadeiras pueris mudaram, as crianças chegam com sérios problemas de falta de noção de lateralidade porque não mais exploram seu corpo com as brincadeiras de roda, de amarelinha, de empinar pipa, de pique esconde....

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    2. Olá Patricia! Não sei responder suas questões, mas se o problema for de ordem cultural ou social, estará em "todos" os alunos. Mas claro, que há mais setores da vida humana envolvidos, que conferem um caráter mais especifico a cada comunidade escolar e a cada aluno. E assim, realmente o problema não está em "todos"!

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    3. Olá Patricia. Acredito que a influência externa à sala de aula é muito ampla, rasa e sem conteúdo, porém, mais, muito mais interessante para esses alunos. Veja a quantidade arrasadora de programas sem função educativa que passam nos canais de televisão, observe o tipo de música que os nossos alunos estão ouvindo, note a influência das novelas no que diz respeito a fazer certo ou o errado (o cara que é safado se da bem o tempo todo). E tudo isso de forma colorida, com ritmos cativantes. Acredito estar muito difícil, sim, para o professor competir com tudo isso de "belo" que esses alunos estão vendo la fora. E ainda ha a situação da ausência dos pais. Estes pais que não tem tempo para educar os filhos porque precisam trabalhar, e os pais que não educam porque não tem preparo, ou simplesmente não querem educar e deixam por conta do professor, que como a Elaine comentou, não pode fazer muito, já que o aluno tem consciência que não será reprovado mesmo e que o professor não tem poder sobre sua educação.

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    4. Elaine, onde você viu essa informação de que precisamos de dois períodos de quatro horas para descanso? A reportagem diz de quanto tempo deve ser o intervalo de vigília?

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    5. Tiro meu chapéu para o Eduardo! Estava justamente pensando sobre isso! Nossos alunos têm acesso à internet (que usam basicamente por diversão), TV, videogame e outras coisas que consideram mais interessantes que os estudos. E isso reforça o papel dos pais de que estamos falando. Os pais precisam orientar as escolhas dos filhos quando estes estão em casa, senão, entre fazer a lição e casa e qualquer outra coisa que o aluno considere mais divertida, a segunda opção será escolhida.

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    6. Concordo com os cometários, mas acredito que a principal causa de todo esse desinteresse na educação e na escola, tem grande influência na família, que hoje é desestruturada. Não sei se ser presente hoje é o suficiente, porque os valores que a família dá para a educação está corrompida e deturpada, não adianta a mãe ou pai estarem presentes em casa, controlando o que o filho assiste ou não, se hoje não se tem o principal cuidado com o educar!!! O que os pais entendem por educação hoje, vejo que muitos pais substituem uma palavra, um olhar, um abraço, por um brinquedo da moda que o filho pede, sempre colocando " eu não tive e meu filho irá ter", assim como a escola, eu vou ensinar o construtivismo, porque está na moda, mas não sabem o que é! Realmente, vivemos numa cultura da informação e da precariedade do conhecimento!

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  5. Como conseguir a atenção dos alunos? No decorrer de uma aula temos a atenção de todos os alunos? Na era da informação, o desafio mesmo é ter atenção. Como fazer isso com os estudantes? Acredito que aquelas metodologias, que sejam inesperadas, inovadoras e embasadas em um objetivo claro despertem atenção. Contundo, a solução vai além. É primordial que a escola e a família construam em conjunto técnicas e procedimentos que facilitem o desenvolvimento da atenção. Atividades corriqueiras no ambiente familiar podem contribuir nesse sentido e completar o trabalho escolar.

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    1. Concordo, José Rubens.Despertar a atenção dos alunos e estimulá-los é o nosso grande desafio, visto que nossas turmas são numerosas,dificultando o vínculo emocional necessário para entender e tentar ajudar nossos alunos.De acordo com a autora do texto, a criança tem que ser estimulada desde cedo a se concentrar,através de brincadeiras infantis,a desenvolver a imaginação, pois sem isso a aprendizagem fica comprometida.

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    2. Pois é, precisamos de metodologias inesperadas e inovadoras, mas haja capacidade inventiva do professor, pois estamos no meio de um turbilhão, muitas vezes lutando contra forças que mal entendemos. Vou repetir aqui a colocação da Miriam, dizendo que precisaríamos de muita orientação para sabermos como captar a atenção de nossos alunos. Mas de onde viria tal orientação, se a Universidade mal enxerga a realidade escolar e os especialistas pouco têm a nos dizer de concreto sobre o “como fazer”?

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    3. Acredito que uma das primeiras medidas cabíveis para melhorar a qualidade do ensino e a qualidade da atenção dos nossos alunos em sala de aula é a redução da quantidade de alunos por sala. Acho que com 10, 15 alunos em sala seria muito mais possível dar uma atenção individualizada a cada um, estimulando o aprendizado; com menos alunos em sala podemos realmente criar um vínculo afetivo com cada aluno e poderemos conhecer melhor as habilidades e dificuldades de cada um, pois com 30, 40 alunos em sala, muitas vezes, chegamos ao fim do ano e sequer lembramos o nome de todos os alunos. Com uma quantidade menor de alunos todo o processo educacional melhora: a relação interpessoal aluno-professor melhora, a relação entre os próprios alunos melhora, os problemas de indisciplina tendem a ser menores, a educação inclusiva se efetiva. Tudo porque o trabalho do professor é facilitado e valorizado quando há menor quantidade de alunos em sala de aula.

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    4. Concordo com a autora do texto e com a Carmem, os educandos devem ser treinados desde bem cedo. Não se pode menosprezar a importância da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I na construção de suas redes neuronais. Como diz o velho ditado: “É de pequenino que se torce o pepino”!

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    5. Foi o que eu coloquei no post ali em baixo.Desde pequenino que tem que ser incentivado... As (o) professoras (es) da educação infantil, fund I, são de extremíssima importância!!!! E sem dúvida nenhuma com a ajuda da família. O que me entristece, em minha área (Matemática), é que muitos profºs da Ed Infantil e Fund I, não gostam, não sabem e abandonam a Matemática, e os alunos chegam analfabetos matemáticos nos 6ºs anos, e nós, PEBII, não temos competência para tal.... Enfim, é uma bola de neve, rolando, aumentando de tamanho, do cume ao pé da montanha, e a hora que chega no final, a única coisa que resta é destruição....

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    6. Paulo, concordo com você, muitas universidades estão fora da realidade, mas existem alguns pesquisadores que tentam se aproximar da escola, as vezes as escolas se recusam também, já vi isso. Farei uma pergunta, não para você, mas no geral, até para mim mesma: quando estamos na graduação, quem e quantos de nós gostávamos de aula de Psicologia? Pedagogia? Prática de Ensino???? Estágio???

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    7. Olá, José Rubens! Esse questionamento de como fazer, como atingir nossos alunos, como fixar conteúdos, é o que nos aflige.Concordo que a troca de experiências, orientações são muito importantes.Mas a tarefa de casa, regras para hora de estudo em casa, faz toda a diferença para a fixação da aprendizagem. Mas para isso, temos que contar com a colaboração dos pais para orientar nessa prática, porque é claro que se deixarmos por conta deles,o video-game,a internet, são opções mais atraentes.E então vem outro desafio: a família em geral, está distante, ou por falta de tempo, ou por falta de preparo, como diz o Eduardo.Mas não podemos nos desmotivas por isso e seguir em frente.Esse curso está colaborando muito para isso.

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    8. Olá Paulo, realmente como prender a atenção do aluno, como ser criativo, inovador, inesperado, mantendo o conteúdo em dia, os diários em ordem... de onde viria as orientações para ter sucesso nesta tarefa? A universidade quando se trata de orientações concretas é decepcionante, a sociedade empurrou este problema para nós, o Estado só quer apenas apresentar números...

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  6. Gostei muito do texto, aliás a entrevistada Elvira SOuza Lima, tem um currículo e tanto, acadêmico, mas de prática escolar não sabemos não é?? Só acho que algumas coisas não dá para generalizar... quando eu era criança/adolescente eu fazia tarefa escolar com rádio e tv ligada e não me afetava em nada, duas coisas aí: não é de hoje que as crianças fazem duas, três coisas juntas e outra: tem gente que consegue... se eu preciso me concentrar para fazer uma leitura, uma prova, sei lá o que, eu faço e muito bem, a ponto de não ouvir as coisas ao meu redor. Nós professores temos que fazer milhares de coisas ao mesmo tempo: dar atenção à pergunta de um aluno e ao mesmo tempo não tirar o olho da classe, para não aprontarem nada, quem tem 6º anos sabe do que estou falando..., tem que lembrar dos recados que tem que dar aos alunos, é interrompido no mínimo duas vezes por aula... se está explicando conteúdo, tem que retomar, ficar marcando o tempo da aula para que dê tempo sua atividade planejada não seja excessiva e nem que sobre tempo... e por aí vai...Uma das minhas preocupações como mãe sempre foi a de concentração de minha filha, é sempre a primeira pergunta que faço nas reuniões de escola, pois sempre percebi que os alunos que não conseguem boas notas são exatamente esses, não se concentram no momento da explicação do professor, no momento de fazer uma atividade, no momento de avaliação. Mas José Rubens tem razão: como conseguir a atenção de todos????? Se formos esperar a atenção de todos nunca daremos aula. Mesmo porque a gente presta atençao em conteúdos que mais nos interessa, o que é interessante para mim, pode não ser para o outro.... Achei ótimo o momento em que a entrevistada disse a respeito dos livros muito ilustrados: "Pesquisas recentes têm sugerido que a criança de hoje, em muitos contextos,tem tido pouca possibilidade de desenvolver a imaginação, uma vez que a imagemestá sempre presente na televisão, na internet, nos livros e na propaganda. Dessa forma, ela tem menos chance de formar imagens próprias, isto é, de imaginar. Li um artigo, simples por sinal, na graduação, que inclusive era de uma revista comercializada em banca, nada de específica em educação ou qualquer coisa parecida, o autor era um professor universitário de um curso de publicidade e no 1º ano e um dos primeiros trabalho que pede a seus alunos é uma história em quadrinhos, dá alguns temas para escolherem, e é sempre a mesma coisa, os alunos apresentam trabalhos muito parecidos... até que um dia aparece uma trabalho bom, e ele vai conversar com esse aluno, e pergunta como tinha sido sua infância, o que o aluno respode?? Eu morava num sítio com meu avô e toda noite ele me levava para fora, deitávamos, olhando para o céu e ele me contava histórias... o autor do artigo terminava pedindo para os professores e pais, estimularem a tal imaginação!!! Outro ponto que quero destacar do texto é quando ela ressalta a importância da observação, peço muito isso a meus alunos, muito... observem... levantem hipóteses, perguntas e não certezas diretamente sobre suas observações. Registro acho fantástico também, mas sempre esbarramos num problema muito sério: Tempo... aí nós de matemática acabamos fugindo um pouco disso.. Eu deixo mesmo de lado, por conta do conteúdo que tenho de cumprir, pois sei o quanto é importante o registro, minha Iniciação científica falou muito sobre a importância do registro na aula de matemática, mas.....só ocorre de vez enquando.

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    1. Boa noite, pessoal.
      Refletindo sobre tantas hipóteses, acredito que, indiferente à metodologia aplicada, lousa e giz, discussões, internet ou tipo internet, um ponto crucial que seria a motivação se esvaiu com o passar do tempo. Era motivador ser o aluno nota dez, mesmo que isso rendesse somente o titulo, era motivador vivenciar coisas novas, aprender coisas novas, vencer a letras na maquina de escrever, competir de maneira saudável por receber o elogio da professora pelo cartaz mais caprichado, e hoje...qual a motivação de nossos alunos, ganhar notas e, nem isso...afinal eles sabem que passarão de ano mesmo..., para um grupo com pais ricos o emprego esta garantido, para os pobres o emprego de mão de obra barata, para os remediados o dinheiro fácil do ilícito...o desafio do estudar para vencer sobre para parte do grupo. Agora, como conviver com todos sem deixar de lado uma massa rasa e superficial, um grupo sem qualquer interesse e isso não desmotivar o grupo que quer vencer por próprio mérito??? A tecnologia seria a solução???Aquele aluno desmotivado para os estudos, com o uso da tecnologia passaria a se motivar, ou usaria a internet para acessar as redes sociais, o email, sites pornográficos, jogos??

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    2. Então Elaine, essa questão da motivação é fundamental. Ninguém faz nada se não tiver alguma motivação pra isso. Nossos alunos não veem nenhum motivo para levara escola a sério. Imagino que eles não tem muitas referências de pessoas que venceram pela educação, não tem cobrança em casa, e a política educacional favorece cada vez mais que o aluno não se preocupe com seu rendimento (ele sabe que o sistema não exige muito dele). Enfim, temos uma realidade educacional descolada da realidade do trabalho, o ensino exige cada vez menos, enquanto o mundo se torna cada vez mais complexo e exigente.

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    3. Elaine, não acredito que a tecnologia é o motivador que vai dar outro rumo ao processo ensino aprendizagem na sala de aula, pois na China não é feito uso de grandes aparatos tecnológicos e são os melhores resultados nos exames educacionais internacionais - o que muda é a postura, a seriedade, a importância que a educação têm na sociedade chinesa, diante de nossa sociedade.
      Eu lembro que em 1990 a rede estadual de S. Paulo fez 90 dias de greve, com o apoio da sociedade -até a Petrobrás fez uns adesivos para colar nos carros apoiando os professores, hoje se isso acontecer os pais são os primeiros a reclamar porque não suportam a presença dos filhos em casa.
      Enquanto a educação não for importante para todo a sociedade, pois é o meio
      pelo qual se consegue subir na vida profissional, nós não vamos ter uma clientela de alunos voltado para os estudos.

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  7. Olá a todos! Acredito que a consolidação de redes de memória dos conteúdos trabalhados por meio da tarefa de casa é imprescindível. Trabalhei por 12 anos em uma grande rede de cursinhos e colégios em SP cujo lema era "aula dada, aula estudada", ou seja, os alunos tinham tarefa todos os dias referentes aos conteúdos aprendidos, são turmas lotadas (40-50 alunos por sala) porém a disciplina é super rígida, com o apoio total da família (acredito que aí que está toda a diferença da nossa clientela). Mas o que quero colocar aqui é que este método é super eficientepor conta da tarefa, mesmo com salas lotadas, de todas as idades, eles são tratados como crianças sim, mas no momento de estudar e prestar atenção eles ficam quietos, pois assim que tem que ser senão podem sair pois há muitos querendo estas vagas.

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    1. Viviane, acredito que o segredo do sucesso é o que você mencionou; "porém a disciplina é super rígida, com o apoio total da família (acredito que aí que está toda a diferença da nossa clientela)" - nós não temos a rigidez na disciplina, a escola não é autônoma para tomar as medidas mais severas, a família não dá qualquer apoio aos estudos e não acompanha o desempenho de seu filho e ainda deixa em nossas mãos a obrigação de dar educação, respeito e até noções de higiene.

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    2. Sim, a clientela é importante, e é importante que os professores tenham respaldo da escola, e que esta, quando é pública, tenha respaldo da secretaria para tratar seus alunos como devem ser tratados. Já vi muitos pais de alunos reclamarem na escola que o professor repreendeu seu filho e a escola concordar com o pai ao invés de explicar o porquê da bronca. Em escolas particulares isso acontece muito, pois os alunos são vistos como clientes, e os pais, por pagarem as mensalidades, acham que podem interferir no processo educacional.

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  8. O texto 3 é muito interessante, assim como os demais.Ele nos ajuda a entender a dinâmica do cérebro relacionada a educação.Nós vivenciamos no nosso cotidiano as problemáticas citadas no texto:a falta de memória, desatenção,falta de estímulo, condições desfavoráveis para o aprendizagem.Tudo isso, como já vimos, compromete a eficácia da aprendizagem.Mas ao termos contato com as explicações da neurociência, nós coletamos elementos para tentar melhorar essa situação.

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    1. Ola Carmem. É isso também que eu entendi. Relacionar a neurociência à pedagogia é uma ferramenta fortíssima para nós professores, fica muito mais fácil entender o aluno e tratar as situações de desmotivação em sala de aula. Percebi também com o texto que devemos fazer com que os alunos achem soluções para determinados problemas em sala de aula. Acho interessante, então que seja criado problematizações em sala de aula para estimular o pensamento do aluno e deixar a aula interessante.

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    2. Edu Silva, eu vou mais longe, porque a essa relação entre a neurociência e a pedagogia não é trabalha nos cursos de graduação e por que não é oferecido cursos para os professores que já saíram da universidade para aprender sobre essa relação, afim de que possamos fazer uma melhor trabalho na escola????????

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    3. Se estamos iniciando um novo olhar para descobrir as causas das nossas dificuldades, temos que ser rápidos, logo estaremos debatendo um novo obstáculo. Por isso concordo com você Carmen. A ligação da Neurociência com a Educação nos faz ao menos refletir sobre uma provável solução!

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    4. Olá, pessoal! Concordo com vocês referente a ligação da Neurociência com a Educação. E acredito que todos os educadores tinham que ter acesso a estas informações, assim eles poderiam desenvolver melhores metodologias e estratégias para suas aulas.

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  9. Um aspecto interessante apontado no texto é a importância da imaginação para a organização, modificação e combinação de memórias no processo de conhecimento. De fato, um dos grandes diferenciais da espécie humana é a capacidade de imaginar, de se projetar para além do aqui e agora. Penso que a capacidade de projetar seria impossível sem nossa imaginação, pois como poderíamos idealizar processos ainda não realizados se não pudéssemos usar a imaginação?

    Nesse sentido, nosso mundo superpovoado de imagens pode ser um lugar que não incentiva a imaginação, conformediz o texto, mas, por que não pode ser também um lugar de incentivo à imaginação, já que há tanto material disponível? Nossos horizontes de imaginação e pensamento podem ser imensamente alargados ao entrarmos em contato com novas idéias, novas imagens, signos os mais variados, enfim, chegamos então na questão sobre como se comportar de maneira autônoma e inteligente nesse mundo novo que assalta nossos sentidos. É uma questão difícil de responder e é uma grande questão que se põe para a educação. O fato é, não é possível combater a realidade, então seremos obrigados a lidar com ela.

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    1. Acho que é muito subjetivo mesmo, essa questão de como se cria a imaginação, alguns irão faze-lo através de um texto, outros de imagens, outros de sons, cores, e o incentivo, no meu ponto de vista, é criado na infância, onde os adultos ao redor dessa criança lança perguntas, para nós as mais tolas e mais simples possíveis, que deixem as crianças refletirem, pensarem, que essas venham depois com outras perguntas, e vamos dando asas a essa imaginação. Pode perceber, quando falamos empolgados com uma criança de 2, 3 anos de idade, sobre qualquer assunto, eles se empolgam também, agora com adolescente isso já não acontece, ainda mais se não tiveram esses hábitos: a curiosidade, o investigar, desde a infância. Combater a realidade por completo com certeza não podemos, mas se gerarmos a curiosidade, o interesse, fazer com que UM aluno imagine o que acontece com determinados fatos dentro de nossos conteúdos, já estaremos fazendo algo. Um aluno por professor ao ano, são milhares no Brasil e milhões no mundo!!! Bjksss

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    2. Olá Miriam, ao ler o teu comentário lembrei de uma pequena história:
      "Um homem chegou a uma grande praia para onde centenas de estrelas-do-mar tinham sido levadas por uma forte tempestade.
      Viu um menino, com as mãos em concha, pegar uma a uma as estrelas e devolvê-las ao mar delicadamente. O homem perguntou ao menino: De que adianta isso? Você nunca vai conseguir salvar todas elas. O menino respondeu: Adianta para aquelas que eu salvar."
      Assim, concordo contigo, a imaginação é essencial ao desenvolvimento do ser humano, se na realidade dos nossos alunos falta quem os instigue a criar "mundos", ao conseguirmos tocar pelo menos UM já fará grande diferença.

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  10. Infelizmente somos limitados na imaginação de tarefas que poderiam despertar a imaginação nos alunos. Precisamos de um apoio considerável para isso. Mas, como o Paulo colocou a Universidade não pensa nisso, poucos especialistas universitários estão preocupados com a educação básica. Precisamos de uma rede de conexão efetiva entre os docentes, para que estes possam trocar experiências que consigam despertar a atenção e a imaginação dos alunos.

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    1. A limitação de que fala José Rubens é uma triste e dura realidade que nós professores vivemos, a falta de preparo e auxilio por parte da Universidade é o que mais pesa. Como ter alunos interessados e aprendendo se não temos a preocupação com a educação básica? Complementando o que disse sobre conexão entre os professores aponto que somos um grande grupo de profissionais preocupados com um mesmo assunto, discutindo pontos sobre esse assunto, porém, solitários nas ações. Não seria o momento de sairmos dessa situação solitária e auxiliarmos uns aos outros, compartilhar soluções positivas para melhorar o que fazemos?

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    2. Eu vou mais longe, José Rubens e Paulo, na universidade fomos formados para dar aula como nos foram ensinado na nossa vida escolar, sem a inclusão, sem a necessidade de despertar interesse dos educandos pelo estudo, até porque nós não tínhamos escolha ou estudávamos com bom resultado nas avaliações ou teríamos um severo castigo diante de nossos pais, pais esses que nos cobravam o estudo diário e ainda faziam a questão de olhar os nossos cadernos. Hoje em dia os profissionais da educação sai das faculdades/universidades com a mesma formação e não temos o mesmo tipo de alunado em sala de aula e realmente a universidade não têm interesse em nos ajudar.

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    3. Um autor consagrado, uma linda teoria, uma bela explicação e uma prática "organizada", assim compõe nossa formação para lecionar. Dai tiramos boas lições, mas realmente... hoje eu acrescentaria neurociência nas grades curriculares para formação de professores. A preocupação parece-me não existir. As vezes (no meu pouco conhecimento) percebo especialistas meio perdidos. Um defende isso outro aquilo. Até parece que o verdadeiro foco (aluno) está fora das questões educacionais. Lemos sobre recursos, falta de vontade governamental, decadência familiar... já estamos cansados disso tudo. Quem sabe agora entendermos como funciona um cérebro humano no pouco de informações que obtemos, poderemos assim, expandir tais conhecimentos para novos profissionais. Quem sabe mudarmos um pouco nosso olhar para tratarmos de assuntos tão delicados, nos conhecermos um pouco a nós mesmo, poderemos entender o próximo.

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    4. Concordo plenamente com você,Edmarcos!O que você disse é muito pertinente.
      Abraços!

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  11. Boa noite a todos. Primeiramente quero dizer que achei este ultimo texto baste pertinente, já que relaciona a neurociência à pedagogia. Leonardo Boff diz que o que se opõe ao descuido e ao descaso é o cuidado. Cuidar é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro.
    É muito importante que nós professores tenhamos consciência do que ensinar, quando ensinar e como fazer com que nossos alunos se interessem e interajam em sala de aula. Ainda que tenhamos o problema de falta de vontade de alguns alunos, devemos ter em mente os outros do mesmo grupo. Vai daí que temos que prestar atenção nestes, e tentar trazer os que estão sem vontade para a aula. Temos que pensar na ética enquanto professores e enquanto pessoas, e entender que nossa obrigação é superar essa dificuldade e encontrar o melhor caminho. ”Para entender como se sente um aluno que não está aprendendo o professor depende de sua capacidade de empatia”. Esta frase de Elvira Lima também explica como devemos pensar ao entrar em sala de aula. Como devemos proceder em relação a gostar ou não do aluno e trabalhar nosso equilíbrio em cada aula, com alunos de comportamentos diversos.

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    1. Olá, Eduardo! Concordo com você. Achei o texto ótimo e a questão da empatia me chamou atenção pois muitas vezes chegamos até a comentar que o aluno não precisa gostar do professor e sim aprender e por meio deste texto podemos ver que se há empatia o aluno aprende mais facilmente. É lógico que não temos que agradar alunos insolentes por conta disso, porém podemos ser mais ponderados em nossos atos e palavras.

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  12. A revisão em casa dos conteúdos trabalhados em sala de aula, na disciplina de matemática, é fundamental mas a maior dificuldade que temos é fazer com que os alunos realizem as tarefas para casa.
    Eu percebo que na 2a. feira, depois de um feriado na 6a. feira, os alunos chegam "cru", como se na semana anterior não teve uma aula de matemática. Também percebo que na 2a. feira, dou aula para todas as minhas turmas, na 3a. feira apenas para o 8o. B, nessa classe o conteúdo flui bem na 3a.,pois na 2a. foi realizado a "revisão" - já na 5a. feira (não tenho aula nas 4a.s feiras) preciso retomar tudo em todas as classes, pois de 2a. para 5a. feira não ocorreu, por parte dos alunos, estudo em casa e não é por falta de tarefa.
    A minha dificuldade é como exigir e cobrar esse estudo em casa, já que os responsáveis, até dos bons alunos, não fazem a sua parte.

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  13. Que momento obscuro da educação democrática. Precisamos estar atentos para as mais variadas experiências, que podem ser decisivas no processo de ensino. Por enquanto, é isso......

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  14. Gostaria de deixar meus agradecimentos ao nosso Professor-orientador Alberto Maia e ao grupo de professores que enriqueceram o curso com um debate de tão alto nível! Um abraço a todos e até o próximo curso!

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  15. Parabêns Professor Alberto, pelo otimo curso que em muito tem contribuido para uma outro visão de educação, mas, velhas estruturas postas, de periodos medievais, tem feito colegas exonerarem da educaçao, depois de anos de contribuição. E eles não eram maus profissionais. Muito pelo contrário, preparavam aulas, eram alegres,dispostos, abraçavam realmente a educação, etc. Precisamos atrelar neurociencia e educação à condiçoes de trabalho dignas dentro do universo escolar, pois caso contrário, mesmo com todo estudo, pesquisa, pão e circo, não haverá aprendizagem.

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  16. Obrigada Alberto, por mais uma oportunidade! Gostaria de continuar! Pois este tema nos é infinito!

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  17. Salve Eduardo Silva. Gostei da tua fala sobre Leonard Boff e Elvira Lima. A estetica e o belo deve estar presente no ato de estudar e aprender, para que a assimilação do diverso e do que não sei possa acrescentar nas minhas memorias, de modo que um dia posssa usá-las, alem de estar pronto para sorrir para a vida.

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  18. Nós educamos para a vida, e infelizmente, em mutos lugares onde vamos, somos atendidos, principalmente em algumas repartições públicas, inclusive escolas, por pessoas que parecem que "tomaram banho dentro de uma piscina de limão". Faz se necessário, sermos o maximo agradável possivel, para que o outro perceba que somos "intelectuais orgânicos" (Gramisc), mas isso não significa necessariamente sermos bobos, como muitos educandos querem que sejamos. "´Ha de endurecer pelo sim,mas perder a ternura jamais" "(Ernesto Theguevara)".

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  19. Outra questão salientada nos vídeos é sobre o TDAH e a dislexia, que leva a pensarmos em alunos desatentos em sala de aula! Alunos com dislexia, vale a pena ressaltar que não é uma doença, pode ser de ordem orgânica, neurológica e pode ser adquirida com um acidente cerebral, por exemplo. Alunos dislexicos apresentam problemas de comportamento e desatenção, porque possuem extrema dificuldade no aprendizado, necessitando realizar provas orais! O diagnóstico e encaminhamento envolve um olhar atento do professor, que lida com o aluno com dificuldades, sendo confundidos como alunos de mal comportamento, sendo confundidos como alunos preguiçosos e vagabundos, o que muitas vezes não é verdade! A didática para a explicação e desenvolvimento de uma aula, exige uma série de adaptações importantes para que a aprendizagem ocorra! Mas em nossa, escola, esta realidade é presente e o aluno dislexico e com diagnóstico de TDAH necessitam de um trabalho diferenciado, e muitas vezes, negligenciado pela responsabilidade dos professores! Mas mais um realidade preocupante para o professor em sala de aula!

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  20. Fica aqui uma proposta a ser pensada para o ano que vem! Que tal um curso que envolva inclusão e educação? Fico aqui a disposição para ajudar! Ressalto que estou aprendendo e necessito aprender muito nessa área, que a cada dia envolve uma surpresa, é desafiadora, motivante e ainda em desenvolvimento! Um abraço Melissa. Pena eu não ter entrado antes para poder abrir espaço de discussão! Não deu!

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  21. Salve José Rubens! Concordo contigo, que devemos estar atentos para as mais variadas experiencias. Contudo acrescento "da minha parte" que muitas delas, impostas aos educadores, são desastrosas, e merece revisão de nossa parte, para que as "dores do parto de amanhã, sejam mais suaves". Gostando ou não,somos parteiros de conhecimento, e os nossos alunos, com toda gama de informação que trazem das mais diversas experiencias cotidianas, necessitam de orientação,de atitude, para que o que ele tem e que temos, não vire monstro. O sentido maximo da vida é que todo o saber sirva como base para o viver, e de prefêrencia o viver em grupo. "O homem é um ser gregário por natureza".

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  22. De alguma forma precisamos trabalhar com os nossos alunos os passos sobre observaçao, organizaçao, registro, relato e comunicação,para que os mesmos possam trazer á memória tudo isso e ser ótimo gestores, professores, pais, mães, profissionais liberais, etc. Sem esse saber, essa etica,essa estetica, esse ato de ver a vida como máxima, nossa tarefa ficará inompleta. Salve o dia 15, Dia do Educador.

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