Texto 2
ENTREVISTA - NICHOLAS CARR
"ESTAMOS MAIS RÁPIDOS E SUPERFICIAIS"
"ESTAMOS MAIS RÁPIDOS E SUPERFICIAIS"
Um dos mais polêmicos pensadores da era digital, o americano Nicholas Carr acaba de lançar o livro The Shallows: What Internet is Doing to Our Brains, em que questiona os danos que a internet está causando em nossos cérebros. Na entrevista abaixo, conta que dá até para ler online de maneira aprofundada, mas que isso não é a regra.
* Que mudanças a internet está causando em nossa mente?
* Que mudanças a internet está causando em nossa mente?
Carr: Ela nos encoraja a avaliar vários pequenos pedaços de informação de uma maneira muito rápida, enquanto tentamos driblar uma série de interrupções e distrações. Esse modo de pensamento é importante e valioso. Mas, quando usamos a internet de maneira mais intensiva, começamos a sacrificar outros modos de pensamento, particularmente aqueles que requerem contemplação, reflexão e introspecção. E isso tem consequências. Os modos contemplativos sustentam a criatividade, empatia, profundidade emocional, e o desenvolvimento de uma personalidade única. Nós podemos ser bem eficientes e bem produtivos sem esses modos de pensamento, mas como seres humanos nos tornamos mais rasos e menos interessantes e distintos intelectualmente.
* As evidências são preocupantes?
* As evidências são preocupantes?
Carr: Mais do que eu esperava. Nossos cérebros são altamente maleáveis. Isso permite que nos adaptemos a novas circunstâncias e experiências, mas isso também pode ser algo ruim. Podemos treinar nosso cérebro para pensar de maneira rasa ou profundamente com a mesma facilidade. Estudos mostram que, quando ficamos online, entramos em um ambiente que promove a leitura apressada, pensamento distraído e aprendizado superficial. É possível pensar profundamente enquanto surfamos na web, mas não é o que a tecnologia encoraja e premia.
* Quais são as diferenças em relação à leitura de um livro tradicional, feito com papel e tinta?
Carr: O livro impresso e a internet são o que chamo de “ferramentas da mente”, mas seria difícil de imaginar duas ferramentas mais diferentes. Como tecnologia, um livro foca nossa atenção, nos isola das várias distrações que enchem nossas vidas diárias. Um computador conectado faz o oposto. É desenhado para dispersar nossa atenção. Ele não protege a gente das distrações do ambiente; se une a elas. Ao passo em que nos movemos do mundo da página para o mundo da tela, nós estamos treinando nosso cérebro para ser rápido, mas superficial.
* Você diz que a internet é melhor compreendida como parte de uma tendência...
Carr: As tecnologias que usamos para reunir, armazenar e dividir informação mudaram nossa formação intelectual. Mapas, relógios, livros e TV nos mudaram. E agora a internet está nos mudando. Ela abriu um novo capítulo em nossa história intelectual, mas a história está acontecendo há muito tempo.
Disponível em http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,ERT156864-17773,00.html
A internet tornou-se principal canal de informação para muitas pessoas, que dedicam cada vez mais tempo à navegação para ver notícias, correio eletrônico, consultar enciclopédias, mapas, conversar por chats etc. Para Carr, a informação de forma rápida e fracionada é “ameaça potencial à redução da capacidade de concentração, reflexão e contemplação”.
Porém, o próprio Nicholas Carr afirma que não quer ser “ranzinza” em relação às novas tecnologias de informação. Inclusive cita a passagem do livro Platos Phaedrus, em que o filósofo Sócrates lamenta o desenvolvimento da escrita. Ele temia que pessoas, que passassem a confiar na palavra escrita como substituta do conhecimento que tinham na mente, deixariam de exercitar a memória. “Sócrates acertou em parte, mas teve visão curta ao não perceber que a escrita e a leitura levariam à expansão do conhecimento e ao desenvolvimento de novas ideias”, afirma Car.
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Bom dia! Este segundo texto vai de encontro ao que percebo de forma muito clara na relação que muitas pessoas, jovens ou não, têm com a Internet versus livro, uma preferência desmedida, em que afirmam enfaticamente a preferência pela leitura on line contra a leitura tradicional. Por um lado, a atração que o mundo digital exerce é muito intensa, a possibilidade de clicar numa palavra e abrir, por exemplo, uma imagem é fascinante. Mas por outro lado, vejo nisso uma restrição à imaginação, relacionar uma palavra à apenas aquela imagem escolhida contra uma infinidade de outras que podem existir. Algo semelhante acontece com os filmes baseados em livros, quando assisto um filme de um livro que já li, regra geral, me decepciono, acho sempre que "estragaram" a história... quando a situação é inversa,ou seja, leio um livro depois de ter visto o filme, não consigo "criar" imagens para a história, fico apenas com aquelas que me foram dadas pelo filme e que nem sempre são suficientes para tudo o livro oferece, tendo em conta, os cortes necessário realizados para a adaptação do livro ao filme.
ResponderExcluirConcordo com você, Lucimara.O fascínio que a internet exerce principalmente nos mais jovens é enorme.A riqueza de informações e a facilidade de acesso ajuda nessa preferência.Mas novamente entramos na questão da superficialidade,do não esforço,do não pensar, e é isso que nos preocupa.
ExcluirAcredito que a tecnologia foi uma conquista da humanidade, fato concebido e usado contra o tempo que nos consome e a distância que nos separa, porém o hábito de ler nos toma um tempo que nos imprime uma forma de ver o mundo e a vida unicamente ímpar e inesquecível para nossa memória! O livro Sete Saberes Necessário para a Educação do Futuro de Edgar Morin abordava em seu contexto essas preocupações com os problemas do seculo XXI e a importância da educação para os desafios e incertezas dos tempos atuais! E nos alerta que a responsabilidade da educação deve servir para identificar os erros, ilusões e cegueiras do mundo moderno! Estamos vivendo numa cegueira de valores éticos, talvez deturpados pelo usuários da tecnologia que nos faz menos humanos, mais preguiçosos e mais práticos! Concordo com vocês Lucimara e Carmen! Ver um filme, não substitui a criação e a inspiração ao ler uma história, apesar de eu adorar ver filmes. E acredito que nos pode tornar mais artificiais, quando pouco preparados, como nas gerações atuais!
ExcluirConcordo em partes com o texto. Concordo que a internet muitas vezes (mas não todas) propicia informações muito fragmentadas, cuja avaliação torna-se rápida e superficial. Mas essa avaliação rápida e superficial não ocorre necessariamente só com informações fragmentadas. Explico: Um mesmíssimo texto presente em um livro pode estar também na internet, o que muda é o veículo. E mesmo um texto que não esteja fragmentado pode ser lido de maneira superficial (com muita velocidade, pulando parágrafos, quem nunca fez isso? Eu mesma já fiz e faço, principalmente quando tenho muitas informações para absorver em pouco tempo). Independente do veículo (livro ou internet), somente a leitura atenta e tranquila (ou seja, feita com tempo suficiente para compreender, assimilar e relacionar as informações novas com antigas) propicia pensamentos profundos. E já que a tecnologia existe, ela deve ser aproveitada. Minha disciplina depende muito de imagens para ser compreendida, e dependendo do assunto, é fundamental o DVD ou datashow.
ExcluirOlá Carmen, parabéns você encontrou a palavra ideal para descrever a relação dos jovens com a INTERNET “fascínio”, seguindo um dicionário, significa: deslumbramento, enncantamento, enlevo, arrebatamento, devaneio, feitiço, magnetismo, sedução, arroubamento, atração mágica, prostração... ou seja, o aluno fica de tal maneira fascinado pelas facilidades do mundo virtual que cria uma ilusão que este mundo é perfeito, assim, tudo que ele encontra na INTERNET passa a ser visto como correto, como se todas as fontes on line fossem confiáveis.
ExcluirOlá Melissa, queria comentar a tua última frase “E acredito que nos pode tornar mais artificiais, quando pouco preparados, como nas gerações atuais!” , a chamada de atenção que usou, “quando pouco preparados” faz toda a diferença, é mesmo nisso que acredito, não é o uso das novas tecnologias, não é a preferência por assistir filmes que vai tornar uma pessoa “artificial” mas sim a atitude mental das pessoas. Posso, por exemplo, usar um filme para refletir e esta atitude vai fazer toda diferença quando comparado à uma outra pessoa que assiste ao mesmo filme de forma superficial.
ExcluirBoa noite pessoal. Hoje mesmo estava escrevendo um texto importante para enviar e me deparei com o desespero em parar o que fazia para retornar a uma ligação e checar um possível e mail que teria que receber. Vai daí que, como já comentado anteriormente, se nós, adultos nos deparamos desfocados por necessidade tecnológica, imaginem nossos alunos, que, como dito em outro comentário, tem acesso a tudo de lindo e moderno que a tecnologia nos oferece e os deixa realmente fascinados. Acredito, também, como citam Lucimara e Melissa, que há um despreparo em manter a atenção, devido a necessidade extrema e imediata de utilizar tudo o de novo que surge. E pior ainda, utilizar tudo de uma vez só.
ExcluirBom dia Colegas!!! Melhor, Boa Sexta Feira!!! Kkk
ResponderExcluirCompreendo o argumento que o autor defende sobre a velocidade do processo de informação e suas consequências, afirmando “Ela (a internet) nos encoraja a avaliar vários pequenos pedaços de informação de uma maneira muito rápida ... Os modos contemplativos sustentam a criatividade, empatia, profundidade emocional, e o desenvolvimento de uma personalidade única ... mas como seres humanos nos tornamos mais rasos e menos interessantes e distintos intelectualmente...’’
E a Lucimara confirma o argumento citando uma experiência pessoal “... quando assisto um filme de um livro que já li, regra geral, me decepciono, acho sempre que "estragaram" a história... quando a situação é inversa,ou seja, leio um livro depois de ter visto o filme, não consigo "criar" imagens para a história, fico apenas com aquelas que me foram dadas pelo filme...’’
Não sou especialista em neurociência, mas sou tentado a desconfiar de tais afirmações, porque sou levado a crer que a raiz do problema é outro, que tentarei explanar de forma mais breve, tento em vista a complexidade do tema.
Primeiro quero lembrar, que em 2007 a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios sobre acesso a Internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal, realizada pelo IBGE, mostrou que 79% da população nunca acessou a Internet. Apenas 21% entrou pelo menos uma vez na Internet em algum local. Usando apenas o cenário nacional, embora isso se repita mundialmente, percebemos que a Internet ainda não pode ser culpada por identidade ou estereótipos dessa geração, mesmo reconhecendo que o percentual de brasileiros conectados à internet aumentou de 27% para 48%, entre 2007 e 2011. Ainda sim, continua muito baixo.
Mas então porque estamos “mais rasos e menos interessantes e distintos intelectualmente”, como afirmam o autor e a Lucimara¿
Creio que é fruto de uma má formação estética desde a primeira infância, e talvez essa poderia ser a marca dessa geração. Tenho filhos pequenos, e percebo que para eles é difícil compreender o certo ou errado por valores éticos, morais ou até valores religiosos. Então, o que faço para torna-los mais profundos e mais interessantes¿ Uso a estética, dizendo a eles, olha filho não faca isso porque é feio, ou, nossa filha, muito bonito oque você fez. E vejo que a compreensão é imediata!
(continua na próxima postagem)
(cont. da postagem anterior)
ResponderExcluirE ainda, se conseguir fazer com que eles tenham acesso ao Chico Buarque, Cartola, Mozart, ao invés de apenas “ai delicia”. Ou, vejam bons filmes ao invés de só novela, e leiam bons livros ao invés de apenas contos de vampiros. Eles não seguirão os trilhos dessa geração. Não serão como essa geração, pelo acesso à internet, ao contrario, porque, formados dessa maneira, utilizaram a mesma para fugir dessa indústria cultural, tão perniciosa, sustentada com muita competência pela rede Globo, só para citar nosso caso nacional, mas isso se repete mundialmente.
Assim, o que torna essa geração mais rasa e menos interessante, não é a falta de livro impresso pelo acesso a internet, que o autor chamou de “ferramentas da mente”. É um problema de ordem estética! O IBGE não o inclui em seus cálculos e o Ministério da Educação o ignora por completo. No entanto ele existe, tem nome e já era conhecido pelos gregos. A mente treinada torna-se profunda e nos faz mais distintos de imediato, numa percepção intuitiva tão simples quanto a da diferença entre o dia e a noite.
Os gregos chamavam-no apeirokalia. Quer dizer simplesmente "falta de experiência das coisas mais belas". Sob esse termo, entendia-se que o indivíduo que fosse privado, durante as etapas decisivas de sua formação, de certas experiências interiores que despertassem nele a ânsia do belo, do bem e do verdadeiro, jamais poderia compreender as conversações dos sábios, por mais que se adestrasse nas ciências, nas letras e na retórica. Platão diria que esse homem é o prisioneiro da caverna. Aristóteles, em linguagem mais técnica, dizia que os ritos não têm por finalidade transmitir aos homens um ensinamento definido, mas deixar em suas almas uma profunda impressão. Quem conhece a importância decisiva que Aristóteles atribui às impressões imaginativas, entende a gravidade extrema do que ele quer dizer: essas impressões profundas exercem na alma um impacto iluminante e estruturador. Na ausência delas, a inteligência fica patinando em falso sobre a multidão dos dados sensíveis, sem captar neles o nexo simbólico que, fazendo a ponte entre as abstrações e a realidade, não deixa que nossos raciocínios se dispersem numa combinatória alucinante de silogismos vazios, expressões pedantes da impotência de conhecer.
Paro por aqui, senão o Alberto proibirá minha participação. O fundamento de minha posição esta na filosofia de dois pensadores brasileiros contemporâneos: Orlando Fedeli e Olavo de Carvalho.
Bjs, perdão, mas apesar de internauta online 24 horas, não consigo ser rápido nem muito raso. kkkkk
Oi, Lanzoni! Pense o seguinte: o melhor método para educar seus filhos é o exemplo. Acho que se você não ouvir "ai, delícia" na sua casa já despertará nos seus filhos interesse por um gênero musical mais palatável (se é que essas músicas tipo "lê, lê, lê", "tchu, tcha" podem ser consideradas um gênero musical...Música tem que ter poesia e melodia!!!). Apresente o "belo" aos seus filhos e eles certamente levarão isso consigo na vida adulta (mesmo que hoje ouçam em profusão os "tchu, tcha" da vida nos celulares dos amigos). Não adianta só falar "é feio" e não reforçar mostrando a eles que você também não faz tais coisas. Conforme o que disse Aristóteles, deixe impresso em seus filhos os seus valores e, no futuro, você os ouvirá dizendo "não faço isso, porque meu pai nunca fez isso, porque isso é errado". Beijão!
ExcluirMuito boa colocação Lanzoni.Apesar de concordar com o texto, o exemplo e a educação familiar, faz com que nossos filhos tenham valores sólidos e saibam selecionar o que é bom e ruim.
ExcluirConcordo Patrícia! O exemplo é forma mais eficaz. Mas queria reforçar a possibilidade de um jovem não ser raso pela educação. A questão é educar! E assim, venceríamos a superficialidade das leituras, sugeridas no texto como marca dessa geração. Creio que mesmo para uma pessoa nascida e criada totalmente num ambiente “Internáutico”, é possível não ser raso. Pois, se somos rasos, não é culpa da internet. É um problema de formação e educação.
ExcluirElaine Ferraz
ExcluirOi pessoal, sabe às vezes acredito que não foi o acesso à tecnologia com uma proposta superficial e veloz que tem mudado os nossos jovens, mas uma tendência latente e vigente das novas gerações que criou uma proposta superficial e veloz com a tecnologia expressa na internet. Se a nova proposta não viesse de encontro a uma proposição latente não entraria no gosto popular.
Na minha época nem todos tinham acesso a livros, que eram caros e em pequena quantidade ou de difícil acesso nas bibliotecas, é uma proposta sócio-política-pedagógica de governar massas não pensantes, rasas em valores, veja a manifestação efêmera dos nossos jovens hoje se comparada a manifestações dos jovens há 30 anos.Jovens que tem pressa para ficar mais tempo sem pensar, criticar, analisar, apenas com o encantamento por ferramentas tecnológicas que trazem informações sem análise.
Muito Bem Lanza!!!! adorei o que escreveu... concordo contigo e não consigo escrever nem metade, um dia estudarei Filosofia aí poderemos conversar bastante sobre isso... acho que tudo o que é novidade gera polêmica, a internet é muito recente, mas é possível sim, não ser raso e ser um internauta...
ExcluirConcordo Lanzoni. Se alguém dissesse antes de lançar a internet... "seres humanos, a internet será lançada e não quero ninguém raso heim? Porque senão vai levar ocorrência" kkkkk acho que todos repensariam sua forma de usar internet. Ser raso talvez é uma escolha de cada ser humano (pela liberdade de escolha) e/ou talvez por falta de conhecimento. Tem sim como não ser "raso" e usar internet.
ExcluirOlá,Edmarcos!Obrigada por suas colocações sobre minhas postagens.Essa questão da internet e outros avanços é polêmica, existem prós e contras, mas a base familiar e educacional para ter esse discernimento é essencial.
ExcluirBoas colocações! Também não acredito que é o uso da internet e da tecnologia possa nos tornar mais rasos, e nem que o fato de ler um livro nos torna menos rasos, visto que para se ler um livro e poder interpretá-lo é necessário "certa bagagem escolar", falando em livros filosóficos, científicos e até mesmo os didáticos! Ser raso e ser menos raso, vem de uma outra parte da educação que hoje é falha! A base educacional é fundamental e está na “família” ou nos relacionamentos afetivos estabelecidos pelas pessoas ao longo do desenvolvimento, dos valores construídos, que hoje se encontra também rasa e desestruturada, sem bons exemplos! Também temos livros didáticos utilizados no ensino fundamental I, rasos, repletos de conteúdos, porém fracos e falhos para a aprendizagem! Agora, retomando ao tema proposto na discussão, acredito sim, que a tecnologia e o uso da internet e os meios de comunicação, tem trazido prejuízos cada dia mais evidentes na dedicação ao tempo para os estudos e construção do conhecimento, pois pode fazer com que seja reduzida nossa forma e tempo para pensar e conhecer! Os alunos se acomodam e não querem passar tempo copiando, escrevendo, lendo e se esforçando para aprender. Conseguem encontrar respostas prontas para as atividades propostas pelos professores que não os obriga reler o conteúdo trabalhado em sala de aula ou pensar num problema matemático por exemplo, multiplicar pode ser respondido pela calculadora do celular, que pode ser mal utilizada e ai decepar o raciocínio. Adquirimos aí a superficialidade do nosso olhar e um funcionamento de nossa memória falho para a aprendizagem, visto que nossos alunos "rasos" não possuem uma bagagem que talvez nós hoje possuímos, para filtrar o que a realidade tecnológica possa nos trazer de ruim, deturpando e corrompendo os valores humanos que possuímos e os mecanismos cerebrais utilizados na forma como costumávamos nos dedicar para aprender!
Excluir“acredito sim, que a tecnologia e o uso da internet e os meios de comunicação, tem trazido prejuízos cada dia mais evidentes na dedicação ao tempo para os estudos e construção do conhecimento, pois pode fazer com que seja reduzida nossa forma e tempo para pensar e conhecer! Os alunos se acomodam e não querem passar tempo copiando, escrevendo, lendo e se esforçando para aprender.”
ExcluirMelissa, muito válido a tua colocação, a Internet não é responsável pelo fato do aluno estar mais ou menos raso. Mas com certeza faz parte de todo um contexto que leva os alunos a ver a dedicação aos estudos como algo ultrapassado, para muitos agora o conhecimento está disponível na rede, onde não é preciso nenhum esforço para obter, basta um click e já está, assim, temos alunos acomodados que confundem conhecimento com informação.
Creio que todos concordamos que a internet é uma mera ferramenta de transmissão de informações, e que o bom ou mau uso dela é feito de acordo com a educação que cada pessoa tem dos pais. Minha mãe sempre me incentivou a estudar e ler, e pretendo fazer isso com meus filhos, explicando a eles como selecionar as informações, lendo-as com calma e fazendo bom uso delas. Mesmo sem internet tem pais que não fazem isso, que fazem trabalhos e lição de casa por seus filhos e muitas vezes os incentivam até a colar em provas!
ExcluirÉ verdade que temos pais que incentivam seus filhos a colarem para atingirem uma nota sem pensar no conteúdo, sem nem se preocuparem com o "APRENDER". Mas Bruna, vou um pouco mais além. Ouço professores dizendo o famoso bordão que diz "QUEM NÃO COLA NÃO SAI DA ESCOLA". Acho isso feio, nunca acreditei que copiar algo, pegar o trabalho e a ideia de outra pessoa e torná lo seu e depois ter boas notas por isso é digno e, ouvir isso de professores, me deixa decepcionado. Nossos alunos aprendem algumas coisas conosco, e não com a internet. Concordemos com a situação de que a internet auxilia mas, pais, amigos e professores, com uma consciência não tão rígida, dão uma grande contribuição tal fato para. Ou não?
ExcluirEstou bem atrasada para postar aqui algum comentário, mas como só agora tive um TEMPO para me dedicar e concentrar nas postagem e finalização deste curso, pela opotunidade que o Alberto nos deu, o que você falou, Eduardo é chocante, vindo das palavras de um professor, visto que nós como educadores, temos total responsabilidade naquilo que colocamos para nossos alunos, que os leva a ser bons ou maus caráter! Isso eu chamaria de ROUBO, a cola nada mais é que roubo! É você colocar conscientemente aqui que não foi autoria sua, como sendo sua! A total pirataria de idéia, e um professor incentivar a isso, diria que é um crime, por mais BRICANDEIRA DE MAU GOSTO isso possa ter surgido!
ExcluirEm minha opinião, o texto é muito pertinente. Não sei se, como diz o texto, estamos “mais rasos e menos interessantes e distintos intelectualmente”(essa visão talvez bote fé demais no passado da humanidade). No entanto, vivemos com certeza um espírito de época intimamente associado à velocidade, à instantaneidade, à moda passageira e ao simultâneo que em nada colabora para que sejamos mais profundos. A internet se associou de maneira tão perfeita a esse espírito de época que não acredito ser necessário o acesso à web em domicílio para que sua influência, somada ao resto, se faça sentir, de modo que os números do IBGE que o Lanzoni citou talvez não sejam suficientes para desmerecer o texto.
ResponderExcluirQuanto à clássica associação entre belo, bom e verdadeiro, sem querer fugir muito do assunto, gostaria de comentar que o filósofo Tomás de Aquino dizia que “o belo é aquilo que agrada e deleita, sendo no que o apetite vem a repousar”, daí o belo é posto, por ele, em estreita conexão com o bom.
No entanto, penso que tal conexão é forçada, afinal, podemos repousar nosso apetite numa novela pastelão mexicana, e daí pensarmos que ela é bela, boa e verdadeira. Embora essa associação clássico-medieval seja ainda muito forte na modernidade e contemporaneidade, tal correlação já foi questionada, por exemplo, por Nietszche, cujas palavras a respeito chegam a ser grossas: “é uma futilidade para o filósofo dizer 'o bom e o belo são um'; se acrescenta 'o verdadeiro também', ele deveria ser espancado”.
Nietszche pensa que esses conceitos devem ser postos em seu caráter individual, no que concordo, já que a associação entre eles é puramente subjetiva e convencionada. Basta ver que, se Beatles pode ser visto hoje como rock clássico, associado sem medo ao belo e ao bom, quando a banda surgiu foi vista com desconfiança e entendida por muitos como música superficial, ruim e degenerada. Eu odeio funk, mas é impossível não pensar que, para quem gosta, esse tipo de música é bela.
Voltando à relação livro X internet, concordo, como já disse, que a internet favorece, em geral, uma leitura mais rápida e superficial, mas também concordo que a educação e o preparo de cada um são fatores fundamentais para a profundidade de leitura que se vai fazer, de modo que o que disse a Lucimara e o que disse o Lanzoni a esse respeito são, na minha visão, opiniões complementares, e não excludentes.
Boa noite e bom final de semana a todos
Olá Paulo! Ao ler seu texto, “via” você falando ... como nos agradáveis intervalos lá de baixo ... com toda propriedade e ponderação. Parabéns pelo texto! Mesmo assim, permita-me discordar. O que vou dizer agora, nem são minhas palavras, e para ser sincero, não entendo muito do tema. Como pianista, certamente sabe muito mais.
ExcluirAlguns anos, fiz um curso de historia da arte, com um defensor da estética Católica, que dizia o oposto que defendeu. Ao dizer que “podemos repousar nosso apetite numa novela pastelão mexicana, e daí pensarmos que ela é bela, boa e verdadeira” não faz dela bela nem verdadeira. Posso pensar que uma parede verde é azul. Isso não muda a realidade verde. O fato de achar que é azul, que prefiro o azul, ou até mesmo achando e mantendo minha opinião sobre a parede. Ela continua verde. E todos poderão confirmar sua cor. Minha opinião não altera a realidade objetiva. Posso, aqui e agora, discordar da gravidade. Digo: “para mim, a gravidade não existe, o funk é um grande estilo musical e o Canadá é mais quente que o Brasil”. Posso afirmar e sinceramente pensar assim. Mas a gravidade continua existindo, o funk não é um grande estilo musical e o no Canadá continua um frio insuportável! Mesmo com minha percepção dizendo o contrário.
O subjetivismo da idade contemporânea leva à negação da existência da beleza objetiva. Tal como a verdade e o bem, a beleza também seria subjetiva. Belo seria o que cada um considera como tal. Conseqüentemente, não haveria critérios objetivos de beleza nem leis estéticas. Foi esse modo de pensar subjetivista e relativista que preparou a livre manifestação da Arte Moderna, em nossos dias.
Podemos citar o drama vivido no filme Roxanne, onde Steve Martin interpreta um simpático chefe dos bombeiros de uma pequena cidade, apenas com um pequeno grande defeito: um nariz espetacularmente comprido. Seu nariz era demasiado grande para seu rosto, isto é, era desproporcionado. Em qualquer época, em qualquer lugar que tivesse vivido, seria conhecido por seu nariz. Pelo nariz, ele seria materialmente feio. Era a desproporção do nariz que o tornava feio. Logo, feio é o que é desproporcionado. Belo é o que tem proporção.
Ora, a proporção é uma igualdade de duas razões:
a / b = c / d ou 1 / 2 = 3 / 6
A proporção é um valor matemático, objetivo e universal. Ela não depende nem de nós, nem do tempo, nem do lugar. A relação 1/2 = 3/6 é verdadeira não porque alguém ache, mas porque ambas as divisões, 1/2 e 3/6, são iguais a 0,5.
Mas, se a beleza depende da proporção e esta é objetiva, então a beleza também o é. Algo é belo porque tem proporções e não porque alguém o considere como tal.
Portanto, a beleza material é objetiva porque depende das proporções e das medidas, isto é, dos números.
Há uma antiga lenda sobre como Pitágoras teria descoberto a relação entre os números, a beleza e a música.
Diz que Pitágoras, passando um dia perto de uma forja, percebeu que os martelos, golpeando a bigorna, produziam sons harmoniosos. A princípio, julgou que a causa estava na força com que os ferreiros batiam os martelos. Para verificar se isto era certo, fez com que eles trocassem os martelos entre si. Percebeu, então, que os sons continuavam sendo harmoniosos. Portanto, a causa da beleza não estava na força dos ferreiros. Pesou, então, os vários martelos e verificou que eles tinham pesos tais, que era possível formar entre eles uma proporção. Os pesos dos martelos eram 12, 9, 8 e 6, e assim era possível montar a seguinte proporção:
6 / 8 = 9 / 12
Como o funk não tem essas proporções, posso concluir que não é um grande musical. Mas devo reconhecer que, como antes observou, fugi do tema. Melhor parar por aqui, e continuar nossa conversa, nos intervalos lá de baixo. Peço perdão a todos, por sair muuuuuuuuuuuuuito do assunto. Um abração, até!
Elaine Ferraz
ExcluirDear Lanzoni, será que o raso,vazio e superficial não se instalou porque não colocamos mais em prática a sábia teoria do fantástico pensador “Garfield”: VIVA O ÓCIO...?Na época dos grandes pensadores se defendia o ócio para que um filósofo pudesse pensar sobre a sociedade, orientar com perguntas as respostas de seus discípulos, sempre num ambiente tranqüilo, sem pressa de encerrar o raciocínio em 45`, sem pressa do correr da aula de ginástica, para a aula de inglês,para fazer o almoço e colocar na máquina aquela roupa que há uma semana está de molho...é o cabelereiro, o podólogo, a yoga, são os filhos na escola, o jantar do marido, o revisão do carro...o raio que o parta...sempre com muita pressa, para sobrar tempo para quando não mais tivermos tempo, tentarmos gastá-lo. Não se vê os filhos, não se sabe da vida deles, as gentilezas acabaram, as responsabilidades acabaram. Tempo...o único tempo que percebemos é aquele que faltou para realizar mais uma atividade que será que é tão importante assim? Ganhar tempo vivendo o amor com a família sem a sensação de estar perdendo tempo não seria fantástico, tempo para praticar os valores fundamentais, dando tempo para nossos filhos assimilarem pelo exemplo...????? Nossa, estou ficando deprê, foi dar um tempinho....kkkkkkk
Oi Lanzoni, de fato do ponto de vista católico as coisas adquirem valores absolutos, porque estão determinados num outro lugar que não nossa subjetividade (pode-se dizer que em Deus). Enfim, é um ponto de vista válido e ainda atual, pois tem grande aceitação. Eu não compartilho dessa crença em absolutos (talvez eu seja fruto demais de minha época e lugar), penso que nosso conhecimento se dá unicamente pelo discurso, pois somos seres discursivos, que literalmente fazem a realidade pelo discurso.
ExcluirNesse sentido, o “já dito” é o lugar de onde viemos, determinando nosso “dizer agora” (que consiste, na imensa maior parte do tempo,em reproduzir o já dito). Em minha opinião, nossa individualidade é quase uma ilusão, pois somos uma multidão de discursos, muitas vezes contraditórios, vivendo sob o mesmo guarda-chuva de nossos “eu”.
Sob esse ponto de vista, a estética não pode ser associada ao bem e à verdade de maneira definitiva, e a própria moral e ética não são mais absolutas, são discursos histórica e culturalmente estabelecidos, sujeitos, portanto, às inflexões da história. Concordo que não é uma visão de mundo muito confortadora, pois não nos fornece as balizas do absoluto, mas lendo “O Existencialismo é um Humanismo”,por exemplo, de Sartre, podemos colocar a ética em bases quases cristãs (do tipo não faça ao próximo o que não deseja a si), sem ter que lançar mão de absolutos pra isso.
Enfim... essa discussão não tem fim, mas fugimos completamente do tema do curso... rsrsrsrs
Muito bem colocado, Paulo, Elaine e Edmarcos!!! Valeu Mirian pelas palavras!!!
ExcluirOlá a todos! Concordo com o texto à respeito da superficialidade, acredito sim que a internet pode favorecer de modo crucial a uma leitura mais rápida e superficial. Mas não devemos ser radicais a ponto de afirmar que por conta da internet esta geração está rasa. Acredito que realmente este seja um dos fatores, mas não é o único e o principal deles. Esta geração, como já mencionamos, carece de valores e família.
ExcluirOlá Elaine,
ExcluirMuito bem lembrado a questão do ÓCIO necessário para filosofar, fica fácil lembrar que na Grécia o trabalho era reservado aos escravos e estes eram considerados apenas “animais que falam”, logo, não tinham direito de filosofar. Enquanto os cidadãos que não o fizessem eram considerados “inúteis”. No caso do texto penso que a relação entre o ócio e a filosofia ou, neste caso, a aprendizagem, passa-se um pouco ao contrário, o individuo usa o tempo de ÓCIO na Internet inutilmente e não para filosofar.
Concordo com a Lucimara, a palavra “ócio” pode ter significados distintos. O bom seria que nossos alunos aproveitassem o tempo ocioso em casa para fazer as lições de casa, trabalhos, etc, para consolidar o que foi transmitido a eles em sala de aula, já que 45 minutos não são suficientes para isso.
ExcluirLucimara, Odair e Paulo! Vocês iniciaram essa discussão com toda a corda. Muito bom mesmo!
ResponderExcluirParte desse meu comentário foi inserido na discussão sobre o bullying; porém, achei pertinente usá-lo aqui, já que o que estamos discutindo abrange reflexões sobre o nosso mundo ocidental pós-moderno.
"Não há consenso sobre o que venha a ser a pós-modernidade. Porém, a maioria dos pensadores enxerga nesse movimento intelectual uma rebelião contra a racionalidade, a lógica formal, a pretensão de verdade e objetividade, a metafísica e as chamadas metanarrativas como as grandes ideologias que dirigiram o mundo na modernidade."
Se a modernidade lutou para construir normas, regras e limites que eram mantidos por instituições fortes e reguladoras (família, escola, igreja, estado), na pós-modernidade a tônica é a desregulamentação. Se a modernidade procurava projeto e sentido para a vida e para o futuro, a pós-modernidade se entrega ao acaso e ao presente. Esse espírito impera, hoje, em quase todo o mundo ocidental causando grande impacto na cultura, na educação, como também no âmbito das relações humanas, tornando-as cada vez mais frágeis e descompromissadas. É como se o que era sólido, afetado pelo calor das rápidas transformações, se tornasse líquido, fluído e informe. A vida em comunidade, caracterizada por vínculos fortes e duradouros, foi substituída por uma sociedade de indivíduos que mal se conhecem e se respeitam.
Aquele que não suporta a leveza desse tipo de existência, este tem que nadar contra a correnteza questionando os desvalores de nosso tempo como os difundidos pela mídia televisiva, uma das principais responsáveis por essa desconstrução, ao direcionar tudo o que é bom ou ruim para o espetáculo e entretenimento. "Tudo o que era diretamente vivido se esvai na fumaça da representação." A vida, a morte, a alegria, a tristeza, tudo se transforma em um interminável espetáculo. A qualidade e as consequencias disso, nada importa.
Tudo isso contribui, como disse o Lanzoni, para uma má formação estética. A contemplação da beleza e da virtude é substituída por um amontoado de inúmeras sensações que dirigem nossa atenção e a faz multidirecionada.
Está Lindo!!! Parabéns a Todos pela riqueza do debate!! Por essa, o Alberto não esperava. Não podia imaginar o nível das discussões e até onde chegamos, antes de completar a primeira semana. Parabéns Profs do Franco, Nóis é D+!!!
ExcluirTambém, parte desse comentário, escrevi no curso sobre o bullying. Acho que vale a pena refletir, mais uma vez, sobre ele para complementar o que foi dito sobre a má formação estética de nossa sociedade e associá-la com o uso dos meios de comunicação, em nosso caso, a Internet.
ResponderExcluirVivemos em uma sociedade à deriva, sem farol, nem porto, possuidora de uma aminésia histórica, com uma enorme crise ética presente no dia a dia. O indivíduo se move ao sabor das circunstâncias, como uma folha impelida e agitada pelo vento, guiado por estilos e modismos. Isso se dá num ritmo frenético, jogando o indivíduo ao sabor de novas e rápidas transformações.
O indivíduo sofre pressões de todos os lados para abandonar seu "velho estilo" e assumir o papel de um viajante, cujo destino é chegar a lugar nenhum em uma sociedade hedonista, amante dos prazeres, avessa às virtudes, que se prostitui por um bocado de pão e circo.
Diante desse contexto, concordo plenamente com o Lanzoni que a presente geração é fruto de uma má formação estética que afeta mentes e corações.
Porém, a Internet é um reflexo, uma parte integrante dessa sociedade, que por sua vez está povoada por imensas contradições e desafios.
Assim,concordo com Carr, com a Lucimara e Paulo: "A net é, pelo seu design, um sistema de interrupção, uma máquina calibrada para dividir a atenção"; favorece e estimula a multi-atenção para a maioria dos que dela se utilizam, principalmente a crianças e adolescentes que nasceram nesse mundo plenamente conectado e que privilegia mais as sensações e entretenimentos.
Parabéns por essas reflexões que se complementam e se harmonizam plenamente.
O alcance da internet, com a devida inclusão digital, proporciona aos "cibernautas" uma leitura superficial e de pouca credibilidade. Qualquer um escreve e publica, ou seja, a internet democratizou a forma de escrever e de ler, porém banalizou, de certa forma, o conhecimento. A chamada "geração Y", termo empregado pela sociologia para designar pessoas nascidas na era digital, possui muita informação e pouco tempo para as absorver, logo, o processo de aprendizagem é lesado.
ResponderExcluirO conhecimento é como um fluido que se adapta ao recipiente que o contém e, portanto, não deve ser banalizado. A forma como a internet fez isso deve ser combatida de tal forma que a leitura seja aproveitada e não superficializada.
Porém, não podemos culpar apenas o acesso a internet, mas uma realidade econômica e social que prioriza o superficial, basta atentarmos aos comentários vazios e superficiais que escutamos diariamente no ambiente escolar (palavrões, insultos uns com os outros, descaso e brincadeiras) em um local que ao meu ver deveria ser repleto de VONTADE, vontade de aprender, de agregar conhecimentos, vontade de fazer amigos e construir vínculos sociais. A falta de ética e estética caracterizam o mundo atual.
Concordo com você, Myrtes. Usar, sim. Banalizar, não. Tudo que é banalizado é ruim, até mesmo o acesso a meios de comunicação considerados mais intelectuais, como os livros. É importante averiguar a qualidade das informações acessadas, seja através de que meio for.
ExcluirMyrtes, faço minhas as suas palavras!Há o lado positivo da democratização, mas a superficialidade da mídia,internet, é que nos preocupa.A banalização, o desinteresse, o descaso com a educação nos tempos atuais é alarmante.O que podemos esperar do futuro?É contra isso que devemos lutar desde já.
ExcluirMyrtes, como professora de Língua Portuguesa, fico estarrecida com determinadas produções de meus alunos exatamente por tais fatores que levantou. Há tanta coisa boa na internet! É isso que me deixa intrigada, uma vez que a cultura da superficialidade acaba preterindo o engajamento em atividades que agregam conhecimento, que induzem à reflexão, entre outros.
ExcluirElaine Ferraz
ExcluirOutro dia escutei uma frase que me fez pensar : Temos que ver que os bons ainda são maioria. E é verdade, um grande grupo dos nossos jovens são impelidos por boas intenções e seus pais têm zelado por bons exemplos na família. O problema é que a minoria que destoa por descumprir as regras do bom convívio, do viver em sociedade, o fazem com tal maestria, que ocupam muito do nosso tempo, não nos permitindo vislumbrar as conquistas de uma maioria. Sou professora há mais de vinte anos e tenho visto nesse tempo todo muitos alunos meus que se encantaram pela leitura, que estudaram e entraram num colégio técnico, fizeram uma faculdade, constituíram família. Acredito que precisamos colocar tais casos nos faces, em blogs (como da nossa escola), nos e-mails...usar da tecnologia, já que ela é inevitável, para conseguir nossos ideais, na busca de uma sociedade melhor, mesmo porque meus filhos, seus filhos são bons jovens, que dentro destas ofertas rasas, fúteis, conseguem ser ecléticos, descobrir outras alternativas e com discernimento , fazer escolhas acertadas. E quero acreditar, que como nossos filhos, há um grande grupo trilhando o mesmo caminho e isso tem que ser divulgado, afinal, a propaganda é a arma do convencimento
Oi Myrtes, de fato, não podemos culpar a internet pela superficialidade, mas todo o conjunto social de que a internet é apenas parte. Afinal, numa sociedade de filósofos, com certeza a internet seria um lugar para profunda reflexão.
ExcluirExatamente Myrtes, a mídia está por aí a muito mais tempo que a internet, as pessoas parecem que gostam ser superficiais. Quantas caras feias já viu quando disse que é professora? que no pensamento da pessoa está mais ou menos assim: deve ser muito inteligente... Quando diz que gosta de ler? já respondem: só pode ser professora mesmo.... ou quando quer falar de um filme não americano, responde assim: nossa!! esses são muitos difíceis, nem vejo... não servem para mim...
ExcluirConcordo com você Myrtes, há muita coisa útil na internet. Por outro lado há informações nada acuradas uma vez que qualquer um escreve e publica o que quer e como quer. E este tipo de pensamento rápido e raso requer uma ferramenta (língua) rápida também, ou seja, a nossa língua entra em processo de abreviação para estes jovens. Quando você já tem conhecimento da língua e faz uso de abreviações dela, é plausível. Entretanto, se você ainda não aprendeu corretamente esta língua e faz uso de abreviações o que vai acontecer? Sempre fui muito a favor da leitura, por conta de uma boa escrita. Quem lê, escreve bem. O que será desta geração que não pega em um livro?
ExcluirConcordo com a Elaine, que nossos filhos e muitos alunos (que vi em 17 anos de sala de aula) seguem e seguiram um caminho diferente e que devemos valorizar e divulgar estes exemplos.
Concordo com vocês! Tudo tem seus dois lados se pararmos para refletir e tudo, dependendo do olhar do usuário para o aproveito do espaço de comunicação global que a internet nos proporciona, tambpem é usado de forma inadequada! A internet é uma conquista excelente que nos tem permitido explorar vários mundos e menos tempo, como o Paulo mesmo citou, poderia ser utilizado como um ambiente de profundo reflexão e o é, encontramos site excelentes de artigos e de pesquisa científica, que pouco teríamos acesso! Esta é uma ferramenta democrática que precisa ser bem aproveita e bem assistida! Para divulgarmos coisas boas e boas conquistas! E não banalizada, como o é, porque infelizmente existem consumistas de mau gosto!
ExcluirOlá Miriam e Myrtes, concordo com vocês a INTERNET é apenas parte do contexto social que permite viver de forma tão superficial que qualquer ato mais “profundo” é taxado de “coisa de professor” como se fossemos anormais por usar o cérebro. É decepcionante quando encontramos situações simples em que nossos alunos teriam plenas condições de executarem de forma muito satisfatória se estivessem dispostos a pensar.
ExcluirBom dia. Esse texto é bastante interessante por tratar de algo tão presente na realidade em que vivemos. Haja vista o grande incentivo do governo e das políticas educacionais ao uso de computadores concomitantemente ao da internet em sala de aula. Devemos afirmar que estamos ficando intelectualmente mais rasos, ou dizemos estarmos ficando mais práticos? Faço um plagio ao dizer não entender muito de neurociência (Lanzoni), no entanto, preciso dizer que em dias atuais, e relacionando tudo isso a educação; “Filho bom, é filho que não dá trabalho”, ou seja, se meu filho está ocupado fazendo qualquer coisa que não o machuque e que não o traga até mim com reclamações e problemas, este é o melhor filho. Vai da í essa gama maçante de pais que concedem os mais sofisticados aparelhos eletrônicos e internet das mais avançadas a seus filhos. Para que esses não incomodem em seus momentos de trabalho e lazer. Em dias atuais é raro encontrar pais, e precisamos disso, que digam a seus filhos que é feio e que está feio e errado, quando estiver errado, e pais que elogiem, quando estiver certo (como Lanzoni diz fazer com seus filhos). No resumo da entrevista com Nicholas Carr, há uma citação a Sócrates e a relação entre o desenvolvimento da escrita e desinteresse pelos conhecimentos da mente. Observo com olhos similares sua entrevista. Concordo que os livros são e sempre serão a melhor forma de pesquisa e aquisição de conhecimento mas, por outro lado, não desmereço o auxilio que a internet nos da.
ResponderExcluirIsso mesmo, Eduardo! Educar dói e muitos educadores (tanto na família como na escola) não querem sentir essa dor. Antigamente as crianças brincavam na rua e, ao que me parece, eram mais felizes e saudáveis que as crianças hoje, que vivem na frente de video-games, computadores, celulares. Antigamente, criança colocava o pé na terra, corria, pulava, subia em árvore... Hoje, o que acontece? Crianças ficam trancadas em apartamentos cada vez menores, não brincam como antes, ficam mais doentes e, muitas, engordam. Tanto isso é verdade que as escolas estão resgatando a importância das brincadeiras populares - desde o faz-de-conta, até brincadeiras de rua, como pular corda, rodar pião, bambolê, cinco marias etc. Ainda é papel da família orientar e dar exemplos a suas crianças: um pai que fica na frente do computador o dia inteiro vai despertar este mesmo interesse em seu filho, um pai que lê vai despertar o interesse pela leitura. Sabe aquela história do limite - a minha liberdade termina onde começa a do outro - pois é, com as responsabilidades é a mesma coisa: a responsabilidade da escola é uma, a da família é outra. Isso se confundiu nos dias de hoje por causa de governos paternalistas que "adotam" os alunos, daí a família acha que não precisa mais educar e que isso é função da escola. Em contrapartida, a escola proíbe o uso de celulares, por exemplo, mas os pais compram o modelo mais moderno do momento para os filhos. E aí? Quem vai ser a autoridade afinal?
ExcluirOi Patricia. Gostei do que disse, e começarei pelos celulares. Os pais não apenas compram os celulares para os filhos, eles ligam para os filhos enquanto eles estão em sala de aula para verificar se eles estão realmente estudando. O que coloca esses pais ainda mais distante de ter seus filhos falando a verdade. A pergunta é simples; não seria melhor ligar na própria escola? estamos vivendo situações não apenas de avanço tecnológico mas também da era do "PRESENTISMO" onde tudo é lindo, tudo o que é novo e muito diferente e bom, é para ser aproveitado, utilizado, ouvido como essas músicas moderna sem letras, apenas relacionadas à jogadores de futebol famosos ou mesmo o funk que os pais gostam e permitem aos filhos ouvirem e dançarem, sem se preocuparem com a letra, com o que ensinam... Falta educação mesmo! E falta a pais e filhos. Quanto ao limite. Não será imposto pelos pais. Eles não querem esse limite. A filosofia dos pais modernos é: Sua liberdade começa onde começa a minha necessidade de ficar longe de você.
ExcluirElaine Ferraz
ExcluirDesculpem-me, mas há alguns anos, pouquíssimos aliás, quando eu dizia para minha mãe que ia à escola, eu simplesmente ia à escola, e imagino, que se houvesse celular nesses anos pouco passados...kkkk,minha mãe não ligaria para ter alguma confirmação.Algumas famílias perderam sua autoridade e seus filhos para o mundo de mentiras e dissimulações e por quê? Por quê? Por quê? Porque para ser pai e mãe eu não preciso de tecnologia, eu preciso de amor e tempo. O amor traz regras e responsabilidades, o que dá trabalho...e se é possível empurrá-lo para alguém que faça isso e “ganhando pelo trabalho”...por que não?
Podemos inserir os celulares, aipodes, aipedes, nadapeds, comepedes... no processo de ensino e aprendizagem? É claro, assim como a calculadora, os cadernos de caligrafia, as cartilhas, os livros didáticos, os livros paradidáticos, ou qualquer outro material pedagógico, com orientação e no momento apropriado. Durante o processo de aprendizagem das tabuadas, utilizar a calculadora não se faz pertinente, contrário, por exemplo, de uma aula de juros compostos.
Oi Eduardo, é como você disse, a internet pode ser um grande auxílio para o aprendizado, de modo que o problema não está na ferramenta em si, mas no modo como a usamos. Um livro ruim não é útil só por ser livro, não é mesmo?
ExcluirTrazendo o que disse a Myrtes, a questão é maior do que a internet, abrangendo nosso contexto social. Nosso mundo convida à superficialidade, à leitura rápida,e não à reflexão.
Até onde vai essa coisa dos pais pensarem que dar aos filhos o que pedem substitue outras ações que deveriam ter e não tem? Sem orientação ou conscientização? Pois é assim que muitos dos nossos alunos vão se formando num ambiente de "posso tudo" "tenho tudo". Mais pra frente, nas suas vidas, o "ter" será muito mais valioso que o "sou" (o que já está acontecendo). A praticidade está ficando tão avançada que a paciência para educar está acabando. Como o Eduardo citou, "filho bom é o que não da trabalho". Amarrando com o que os colegas disseram, é mais fácil dar de tudo, deixando de ensinar e orientar. Antes por falta de conhecimento, hoje por falta de tempo e claro... muito desgastante. Salvo os pais que tomam esse cuidado de primeiro "ser" depois "ter". E Elaine, estou ensinando matemática financeira sem calculadora (kkkkkk). Brincadeirinha. Somente 75% das aulas são sem calculadora rsrsrs. Mas é verdade mesmo... tecnologias bem utilizadas, "podem nos auxiliar e não nos dominar"
ExcluirComo os colegas disseram, existem diversas ferramentas pedagógicas que devem ser utilizadas apenas no momento apropriado, e a internet e o livro são APENAS duas delas. O livro serve para um primeiro contato, para construir um conhecimento novo, já que possui informações sempre confiáveis. Já a internet pode ser usada para pesquisar um assunto mais profundamente, ou então alguma aplicação prática da teoria escrita nos livros. Cabe ao professor orientar os alunos a usar adequadamente cada ferramenta e a distinguir os sites mais confiáveis dos menos confiáveis. E não adianta tentar banir a internet se não há bibliotecas completas nas escolas.
ExcluirOlá. Exatamente Elaine. Parece que ficou muito mais fácil para os pais, aceitar as mentiras de seus filhos, ao invés de verificar a veracidade do que eles estão passando. Não é "legal" perguntar. Melhor deixar ele no mundo dele e, se necessário, perguntamos. E aí o filho continua mentindo. Entre 4 e cinco anos, desvio de Conduta. Na adolescência, delinquência. Como você disse em seu comentário: "O amor traz regras e responsabilidades, o que dá trabalho...e se é possível empurrá-lo para alguém que faça isso e “ganhando pelo trabalho”...por que não?" O que vale é reclamar depois na escola, do professor, do grupo de funcionários, da educação de todos... porque "MEU FILHO"???!! Ele é um anjo em casa, e não mente de jeito nenhum... Que perseguição...
ExcluirConcordo plenamente com vocês, a INTERNET é apenas uma ferramenta, o uso que fazemos é que faz toda a diferença, assim como o Paulo tão bem ressaltou “um livro ruim não é útil apenas por ser um livro” o mesmo vale para qualquer outro material pedagógico, tudo depende da forma como é utilizado.
ExcluirBom dia! Acho que as discussões sobre a internet e o processo de "emburrecimento" são, de certo modo, preconceituosas. Tudo que é novo, que pressupõe mudança, gera desconforto, acredito que é desse mal que sofre a internet hoje. Sou uma pessoa que está conectada 24 horas por dia (se não no computador, estou no celular)e nem por isso deixei de lado a minha criticidade e minha capacidade intelectual não diminuiu também. O problema é banalizar o uso da internet. É fato que há pessoas que entram na internet somente por entretenimento, mas generalizar é um problema. Afirmar que a internet é culpada pela superficialidade do pensamento moderno é um exagero. Hoje, temos muitos livros disponíveis on line, documentos, serviços, o que, para mim, facilita (e muito!) a vida da gente. O que precisa é educação, policiamento para usar qualquer meio de comunicação e não só a internet com prudência, pois até os livros, se usados indiscriminadamente, podem ser prejudiciais ao pensamento (pense em alguém que devora 3 livros por mês, mas só lê auto-ajuda e livros de romance de banca de jornal, será que ela tem maior capacidade de memória porque lê livros e não usa internet?). Uma coisa é certa: tudo que é demais é prejudicial, até quando estamos falando de livros, revistas, jornais, rádio, TV ou internet. É necessário orientar nossas crianças sobre a qualidade da informação que estão acessando (e aqui entra a parte do professor), podemos até usar a informação medíocre em nossas aulas, mas temos que fazer com que o aluno se posicione criticamente face a toda informação que ele acessa.
ResponderExcluirOlá Patricia!!! Concordo plenamente! E também estou online o dia todo. Acho que a internet é esse poderoso instrumento de leitura como bem explicou.
ExcluirElaine Ferraz
ExcluirNão se esqueçam que vocês ficaram conectados de um tempo para cá, depois que o raciocínio lógico, a interação com semelhantes, a socialização, a criatividade já haviam sido desenvolvidas em vocês de outras maneiras. Acredito que o questionamento é como desenvolver todos estes aspectos em crianças ou atuais adolescentes que só têm acesso à tecnologia para desenvolver tais habilidades/competências?????Onde o convívio é trocado pelo virtual, o vencer os medos e inseguranças são trocados por falsos nomes em redes sociais, onde não há discussão e análise de informações bombardeadas todo o tempo de maneira superficial e efêmera, que trocam o convívio familiar até nas refeições para ficar trocando mensagens com colega, onde não se conversa mais....
Boa tarde a todos. Essa observação que a Elaine faz em relação a época quando passamos a frequentar o espaço virtual, é bem relevante.
ExcluirAcho que vale repetir a afirmação do neurocientista Gary Small: "De um lado, estão os nativos da era digital. Eles nasceram depois dos anos 80 no mundo dos computadores e nele mergulham 24 horas por dia, sete dias por semana. No outro segmento, estão os imigrantes digitais - aqueles que conheceram os computadores e outras tecnologias da era digital quando já eram adultos ... Pessoas com mais de 30 anos aprendem metodicamente e executam os trabalhos de forma mais precisa. Com habilidades mais acuradas para o contato social, são mais vagarosos na adaptação e no uso das novas tecnologias. Os nativos digitais (crianças, adolescentes e jovens) são melhores ao tomar decisões rápidas e ao agrupar o grande volume de estímulos sensoriais do ambiente ... porém prestam atenção parcial e fragmentada. Ficam sem tempo para refletir, contemplar ou tomar decisões ponderadas."
Nesse aspecto, a Elaine concorda com Vygotsky, quando este afirma que a mente humana é o resultado de uma construção social em um determinado momento histórico. Por isso, a percepção do mundo, pensamentos, sentimentos e a maneira como os relacionamentos vão ser elaborados, dependem das nossas vivências em determinados contextos.
Quem nasceu há 30 anos ou mais já carrega consigo os valores de uma época que privilegiava a interação duradoura com pessoas e coisas. Este, assim como o nativo digital, também terá o seu sistema de atenção impactado pelas novas tecnologias, porém conseguirá manter-se sobre um conteúdo por mais tempo, tanto na leitura, como na reflexão.
Elaine e Alberto, muito bem observado!!! Deve haver alguma diferença entre os nascidos no meio digital e os "imigrantes".
ExcluirAcredito que aí pode está o x da questão, os tais imigrantes digitais com certeza diferem e muito dos nascidos no meio digital. O problema é que ainda não temos parâmetros e pesquisas aprofundadas e suficientes para saber dos danos e/ou benefícios de se estar conectado 24 horas.
ExcluirAcho muito válido um provérbio chinês que diz "O que eu ouço, eu esqueço, o que eu vejo, eu entendo, o que eu faço, eu aprendo"
ExcluirQuando se pede ao aluno que faça uma lição o objetivo passa sempre por ele conseguir aprender, praticando.
A grande dificuldade que sinto vem do fato de os alunos não realizarem esta prática.
O que não significam que não façam tudo que é pedido, mas o fazem de modo superficial, desatento, querem apenas cumprir o mínimo, quantas vezes não ouço a pergunta: "em que página está a resposta?", minha resposta é sempre a mesma, em todas as páginas, leia primeiro o texto integralmente e depois elabore a resposta pessoal.
Penso que em grande parte desta dificuldade em "praticar" vem do fato de atualmente termos muita facilidade em encontrar tudo pronto, do fast food ao click do mouse na internet, tudo é muito acessível, mas tirou nos parte da necessidade de criar respostas pessoais.
Muito legal, Patrícia, quando escreve sobre a necessidade de criticidade em nossos alunos. Estes são apenas receptivos (quando são...). Pensam que apenas escutando o professor(a)em uma aula, sem anotações, questionamentos pertinentes, comprometimento, já estarão aprendendo...mera ilusão, pois, penso que nesse mundo onde somos bombardeados por informações, de qualidade ou não, se não utilizarmos efetivamente a percepção de todos os sentidos, a concentração e a memória perderemos muitas chances de nos desenvolvermos no intelectual, no mental, físico e espiritual.
ResponderExcluirValeu, Myrtes!
ExcluirVerdade Myrtes! Verdade! Esse equilíbrio é necessário...
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirObviamente não podemos ignorar os avanços tecnológicos,os quais são de grande valia.O problema está na superficialidade e rapidez dessas informações,e por isso não se solidificam.Estamos vivendo a cultura do descartável e não do duradouro, comprometendo, assim, a eprendizagem e a memorização.
ResponderExcluirPor isso precisamos usar a tecnologia, mas sempre despertando o senso crítico de nossos alunos. Não é deixar com que usem os celulares em sala, mas mostrar que o celular pode ser usado para outra coisa além de jogar, enviar arquivos por bluetooth ou ficar mandando SMS indiscriminadamente para os colegas.
ExcluirOla. Carmem. È isso mesmo. Estamos vivendo, como comentei em outra ocasião, o "presentismo", a criação estapafúrdia de novos objetos, novas tecnologias, novas músicas. Tudo novo. Fútil, e que essa nova geração acha lindo, não querem adquirir senso crítico, não gostam de política, questões sociais, nem podem gostar, não conseguem mesmo refletir sobre o que seria consciência social. Não ha desenvolvido neles qualquer senso de opiniões sociais. Não precisam disso.
ExcluirElaine Ferraz
ExcluirEduardo, será que tal geração de jovens calada, sem ideais, fúteis não é fruto de uma política socio-econômica premeditada com uma desestruturação do ambiente de reflexão que é a escola. Tal desestruturação se fez com o passar de algumas gerações com o achatamento do salário do professor que passou a trabalhar em até 03 períodos, sem tempo de estudar e atualizar-se para preparar ótimas e interessantes aulas, democratizando o ensino, colocando todos num ensino nivelado e igualitário, sem respeitar a fase intelectual de cada aluno, com salas lotadas, material pedagógico sucateado,desmoralizando o sindicato do professor, facilitando a abertura dos cursos superiores na área da educação, o que também nivelou de maneira inferior a formação do professor.De certa forma algumas políticas públicas atrelaram o ensino a estatísticas de produção intelectual direcionada, onde não há espaço nem incentivo à criticidade e nem à criatividade. Os analfabetos funcionais são massa de manipulação para interesses pessoais na política partidária e não tumultuam como pessoas intelectualizadas e críticas. Nossa, será que a análise foi unilateral sem avaliar os pontos positivos dos últimos 50/60 de educação??????Então vamos lá, há a outra ponta que acredito que venha a ser o estopim para mudanças, esses alunos quando chegam no ambiente de trabalho estão despreparados, o que poderá gerar prejuízo...e quando se mexe com “glana”-filósofo Cebolinha – as coisas devem mudar.
Penso que nossos políticos esquecem que essa mão de obra despreparada que lançamos no mercado de trabalho anualmente, será o maior problema a ser enfrentado daqui para frente. Se somos uma das maiores economias do mundo, como poderemos sustentar esses dados com tamanha falta de qualificação e conhecimento? País para ser realmente desenvolvido, proporcionando qualidade de vida à todos, tem como base uma educação de excelência...
ExcluirElaine Ferraz
ExcluirE sabe o que é mais complicado, é que o que foi perdido na alfabetização e culturização desta mão de obra desqualificada, tal geração jamais recuperará.
Acredito que este seja o objetivo de muitos, para não dizer todos, governantes, infelizmente, é mais fácil dominar uma massa sem senso crítico, sem a tal consciência social. Isto gera um círculo vicioso, eles não investem em educação e consequentemente o povo não se desenvolve o suficiente para votar em governantes diferentes que invistam e por aí vai...
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ExcluirCarmem, concordo com você, hoje em dia quantos de nós nos damos ao trabalho de memorizar um número de telefone, se na agenda do celular está tudo a um toque? Quem aqui deixou de usar a velha agenda telefônica de papel e quando o celular "deu pau" ou o celular é roubado ficamos sem todos os nossos contatos.
ExcluirViviane, é por isso que entra e sai eleições e a maioria dos candidatos se reelegem, temos verdadeiros senadores vitalícios, e quantos outros que já foram até casados e foram eleitos novamente depois dos míseros 8 anos de suspensão. A população não têm memória política e é isso que os governos querem, pois assim eles conseguem se perpetuar no poder.
ExcluirEsse "presentismo" característico das novas gerações está estampado na política há décadas! Os governantes só se preocupam em se reeleger e aumentar seus próprios salários, e ao invés de atacar a raiz do problema e reformular este sistema educacional em crise, inventam políticas para maquiar o problema, jogando a responsabilidade toda na escola (como os bônus oferecidos para quem alcancar certa nota no SARESP, por exemplo). Essas bolsa-família e CIA são fruto disso, o governo gasta milhões de reais para dar uns trocados às famílias para manter o filho na escola, mas esse filho realmente está aprendendo?
ExcluirAgora me ocorreu uma coisa: se achamos que o uso da tecnologia não privilegia o exercício de memorização e não gera conhecimento/aprendizado -porque o que nos chega pelos meio tecnológicos é superficial e nos faz superficiais também - o que estamos fazendo neste curso então?
ResponderExcluirEste curso e os comentários postados são uma prova de que nem toda informação transmitida por meios tecnológicos é superficial. Além disso, há a comprovação de que o importante é manter-se crítico diante das informções a que temos acesso, seja por que meio de comunicação for.
Olá Patrícia! Você tem razão quando defende o uso da tecnologia nas mais diversas atividades, principalmente na educação.
ExcluirA presente discussão sobre o impacto da internet no cérebro e no comportamento, não tem por objetivo o posicionamento a favor ou contra a utilização desse meio, mesmo porque a internet se tornará onipresente. É impossível retroceder aos avanços que já adquirimos.
A discussão faz-se necessária para pensarmos a relação entre o indivíduo e a rede mundial de computadores da mesma maneira como tem sido feito quando se considera o impacto da televisão no comportamento individual e social. A televisão é sem dúvida um marco que acelerou, como nunca, mudanças de comportamento além de difundir cultura. Mas que cultura a televisão tem difundido?
Devemos notar que a televisão é um meio tecnológico de grande potencial para auxiliar na educação e é detentora de incontestável poder na formação de opiniões. Porém, a televisão tem sido usada para relativizar e desconstruir valores fundamentais da família e da vida em sociedade. Nossas crianças estão absorvendo uma programação de baixo nível que apela para o consumo, o erotismo precoce e a violência. A televisão comercial não educa, é entretenimento, mas poderia ser direcionada para educação e construção de uma sociedade sadia.
Assim é com a Internet. "A net é, pelo seu design, um sistema de interrupção, uma máquina calibrada para dividir a atenção"; favorece e estimula a atenção fragmentada para a maioria dos que dela se utilizam, principalmente a crianças e adolescentes que nasceram nesse mundo plenamente conectado e que privilegia mais as sensações e entretenimentos.
Segundo o neurocientista Gary Small “a internet não mudou somente a forma como as pessoas produzem, criam, se comunicam e se divertem. Ela altera o funcionamento do cérebro. ... pessoas com mais de 30 anos, foram treinados de maneira muito diferente no que se refere à socialização e à aprendizagem. Fazem as tarefas passo a passo - e sempre uma por vez. Eles aprendem metodicamente e executam os trabalhos de forma mais precisa. Com habilidades mais acuradas para o contato social, são mais vagarosos na adaptação e no uso das novas tecnologias. Os nativos digitais (crianças, adolescentes e jovens) são melhores ao tomar decisões rápidas e ao agrupar o grande volume de estímulos sensoriais do ambiente ... porém prestam atenção parcial e fragmentada. Ficam sem tempo para refletir, contemplar ou tomar decisões ponderadas. As pessoas passam a existir num ritmo de crise constante, em alerta permanente, sedenta de um novo contato.”
Desse modo, Patrícia, acredito que a Net poderia ser construída de uma maneira mais adequada para que servisse como meio de comunicação, instrução e entretenimento; porém com um design que não provocasse tantos desvios de atenção, principalmente para os mais jovens que, por natureza, são ávidos em focar a atenção em qualquer coisa que proporcione um prazer imediato.
Como disse o Lanzoni, o problema fundamental é devido a uma má formação estética do indivíduo. O problema, em si, não é a televisão, a música ou a internet, mas é a configuração que assumem estes meios ao serem oferecidos à sociedade.
Pensando em tudo isso, quanto ao sistema educacional brasileiro, os seus meios (escolas, salas de aula, programas, leis, ..) são necessários e úteis como a internet. Porém, a configuração desse sistema, o seu design (suas permissividades, impunidades, negligência...), é simplesmente desestruturador.Não favorece a atenção e o aprendizado.
Por isso que eu digo que é primordial despertar senso crítico em nossas crianças. Isso tem que ser um trabalho tanto da família, quanto da escola. Por isso que eu digo também que deveríamos agregar a tecnologia aos métodos de ensino, pois se não fizermos isso o mais rápido possível, teremos uma geração cada vez mais alienada porque as crianças e jovens vão continuar usando a internet e outros meios rápidos de comunicação de maneira indiscriminada, sem que ninguém os mostre que tudo isso pode ser usado para algo realmente útil, como aprender.
ExcluirElaine Ferraz
ExcluirTudo o que democratiza, de certa maneira nivela pela maioria, atualmente sem vivenciar a democracia, onde todos teriam o direito a fazer valer seu ponto de vista...democratização antagônica, pois não, como concluiria o grande filósofo JOÃO MANOEL PINTO SOLTO MAIOR (figura homenageada com o nome de um grande banco português).Partindo deste ponto, e integrando uma informação complementar, num curso que freqüentei, uma especialista da parte neuroocular, trazia a informação que haviam sido feitos testes, que começaram por acaso, com alunos com dificuldades de leitura e entendimentos de textos e expressões matemáticas. Em um certo dia, faltou folha branca para realização dos exercícios e foram apresentados os exercícios em folhas coloridas. Quando, então, constatou-se que alguns fundos coloridos favoreciam alguns alunos, alguns ainda só eram favorecidos por determinada cor de fundo da escrita em preto. Depois de anos de estudo, concluiu-se que a o reflexo da luz incidente no cérebro era feita de maneiras diferentes, com maior ou menor facilidade de leitura, dependendo da cor de fundo do reflexo da luz, espero que tenha me feito entender. Então, alguns alunos que tinham a leitura embaralhada no fundo branco, quando apresentado o mesmo texto em folha azul, por exemplo, tal embaralhamento sumia.Estes mesmos alunos passaram a usar óculos com a cor da lente que favorecia sua “leitura” e um teste legal que foi feito, um dos alunos que queria ter feito direito e não fez por dificuldade da leitura intensa, e que sempre era multado por estacionar o carro longe da guia, quando de uso do óculos colorido, passou a estacionar o carro corretamente e se dizia feliz por conseguir ler sem ter a sensação que as letras lhe eram tiradas durante a leitura.
Será que não pode estar ocorrendo alguma situação como a citada acima sem nosso conhecimento com o cérebro de nossas crianças,tão cedo passando tantas horas na frente de um quadro branco muito iluminado, com muitos estímulos visuais, com uma leitura com páginas em pé???
Olá, QAlberto!Primeiramente gostaria de agradecer pelo suporte que tem nos dado e pelos comentários sempre pertinentes.Gostaria de dizer que entendo e concordo com o seu ponto de vista. Como já mencionei anteriormente, não vamos 'crucificar' os avanços tecnológicos. Internet, celular, etc, são grandes instrumentos da vida moderna.O que precisamos é saber "filtrar" o que realmente tem significado e portanto nos acrescente algo que nos traga conhecimento.Para isso, volto a enfocar a importância da estrutura familiar, escolar, para que as crianças e adolescentes tenham embasamento para ter esse critério de seleção.
ExcluirConcordo com a Carmen e com o Alberto. Muito boa, os novos elementos colocados pela Elaine. Não fazia ideia de tais questões!
ExcluirÉ Elaine!!! existem tantas coisas que nem imaginamos né?? Eu acho o ser humano incrível e ao mesmo tempo tão atrasado... poderíamos ter muito mais pessoas pesquisando, fazendo perguntas assim, e tentando achar as respostas, que demoram longos períodos para serem respondidas, e as pessoas são imediatistas.... e geralmente, ou melhor, quase sempre, com raríssimas exceções, é exatamente o contrário, as pessoas querem apenas as respostas, esperam que "eles" (que se torna um sujeito indeterminado ou oculto...) deem a resposta. Nesse aspecto, acho ótimo o que o autor do texto, Nicholas Carr, está fazendo: pesquisando!!!!
ExcluirAlberto, já que essas constatações foram feitas, falta de de concentração, prestam atenção parcial e fragmentada ficam sem tempo para refletir, contemplar ou tomar decisões ponderadas, devemos arrumar estratégias para compensar isso... não deixar as crianças ficar o dia todo na internet por exemplo, incentivar as crianças, na verdade ainda bebês na verdade, a lerem livros, terem ambientes mais tranquilos... quem sabe algum pesquisador ajude nós educadores e pais nessa questão também, porque como você mesmo citou, a internet será onipresente.
ExcluirAcho que a atual geração (tanto pais como filhos)percebem o mundo mais democrático e portanto "mais fácil". Os meios de comunicação facilitaram a vida tornando as pessoas mais "preguiçosas'e iludidas. Iludidas que conseguirão tudo com maior facilidade, que não necessitarão do próximo, portanto mais individualistas. Os pais tendo como pensamento (errôneo sob minha ótica): "Não quero que meu filho passe o que eu passei", tornando nossos jovens com ideais distorcidos e superficiais. Sempre fui contrária esse pensamento, pois sempre achei que com a educação que tive (pais, avós, escola), meus filhos deveriam passar o que passsei para serem verdadeiros seres humanos, e hoje posso ter orgulho de pensar e criá-los assim, pois hoje, adultos, sinto muito orgulho. Atualmente a educação vinda de casa e da mídia invoca o ter e não o ser. Penso que por isso tanta superficialidade, falta de compromisso com a educação e consequentemente com a evolução humana.
ResponderExcluirA Internet é uma ferramenta muito nova para termos tantas certezas sobre ela, a primeira vez que ouvi falar em Internet foi em 1995, mas só em 1999/2000 comecei a ter um pequeno acesso, isso porque estou inserida numa região de fácil acesso, pertíssimo dos grandes centros onde tudo acontece primeiro no país, pois como sabemos ainda não são todos os brasileiros que tem acesso à Internet. Tudo o que é novo gera polêmica, gera perguntas, expectativas e muitas dúvidas, logo: pesquisas... que tem que haver mesmo. Eu enxergo a Internet, assim como a todas as novas tecnologias, um canal aberto à coisas boas e à coisas ruins, tudo depende de como as pessoas a utilizarão. Quer coisa mais maravilhosa que poder se comunicar com pessoas de qualquer lugar do planeta instantaneamente? Nós mesmos estamos aqui fazendo um curso pela Internet. Aí entra a educação, Se as crianças forem educadas a usar tais recursos para o acréscimo de seu conhecimento e não apenas como diversão, como um ser extremamente consumista, será um adulto culto, com um bom nível de leitura, etc, etc, etc... minha geração cresceu na popularização da televisão, de programas fúteis, de apelo consumista e imediatista, mas nem todos os adultos de minha geração refletem o que a televisão passava em nossa infância, eu não deixei de ler livros, a minha capacidade de concentração e de reflexão, muito pelo contrário, de tanto ver coisas ruins e refletir sobre elas me tornei crítica. Educação sempre... as pessoas tem que educar seus filhos e se auto educarem.
ResponderExcluirPerfeito Mirian!
ExcluirNossa q elogio!! Obrigada Lanza!!!
Excluirkkkkkkkkkkkkkkk
ExcluirOlá pessoal e parabéns pelo debate. No entanto, acredito que o posicionamento do americano Nicholas Carr é impreciso. Ser superficial é ser menos inteligente, capacitado? Há 30, 40 anos as pessoas eram mais profundas ou mais inteligentes? Conheciam mais? Não acredito. Poucas pessoas conheciam, e poucas pessoas debatiam. Alguns privilegiados podiam disseminar “grandes idéias”, que pouco vigorava na prática, mas mesmo assim conseguiam um grande rebanho. A internet com sua leitura dinâmica e suas inúmeras possibilidades oferece argumentos para muitas pessoas se posicionarem e questionaram os mais variados assuntos. Outras fontes de informação são imprescindíveis e necessárias, mas como um ser social temos que enfatizar que a internet não “é desenhada para dispersar nossa atenção. Ela possibilita uma atuação social menos obscura, menos pragmática e quem sabe com mudanças mais profundas!!!!!!
ResponderExcluirJosé Rubens, na minha opinião ser superficial significa dominar pouco o assunto, ou então não querer demonstrar tudo que se pensa a respeito, talvez para não se expor. Os nossos jovens são superficiais em quase tudo que pensam, falam a ponto de não terem objetivos para médio ou longo prazo, apenas no imediato que eles pensam e esse imediato sem profundidade, pois isso requer leituras aprofundadas e um posicionamento que eles não sabem e não querem ter, pois assim se comprometem com o outrem.
ExcluirOlá pessoal! O debate está cada vez mais rico, e nosso orientador sempre muito esclarecedor e solícito. A internet é realmente uma fonte maravilhosa de armazenamento de conhecimento, entretanto temos que saber distinguir as informações, limitar as crianças quanto ao uso e conteúdo, sempre acompanhar a criança seria o ideal. Mas aí caimos na mesma questão: educar dá trabalho! As famílias não tem tempo e/ou não querem seguir o dever de casa do filho que dirá seguirão seus passos na internet, mesmo porque muitos mal sabem ligar um computador.
ResponderExcluirLi, estes dias na UOL um artigo sobre tecnologia para crianças e adolescentes e a palavra chave dos especialistas era "supervisão", eles podem e devem sim ter acesso por períodos determindos porém sempre supervisionados (não quer dizer junto, mas sempre que possível dar uma olhadinha) e só a partir dos 14 anos que devem ter autonomia para navegar mais livremente. Eles tratavam também da questão do uso dos tablets em sala de aula. Muitas escolas particulares usam com atividades direcionadas e supervisionadas e com toda faixa etária, pois a tecnologia se aplica facilmente a todos. Mas eles tem salas com poucos alunos e contam com um auxiliar em cada sala, ou seja, é outra realidade. Mas é algo que já acontece. E pelo artigo fica claro que são apenas algumas atividades, não utilizam o tablet em tempo integral. Pode ser o início ou pode ser que estão preocupados com a questão da superficialidade...
Viviane, concordo com você, mas essa tecnologia embarcada nas escolas particulares que está se difundindo até para escola públicas - em Hortolândia, todas as escolas estaduais tem lousa digital e netbook que se conecta com a lousa, por exemplo, essas tecnologias vieram, a meu ver, para fixar a atenção dos alunos, prender e assim diminuir a dispersão e indisciplina na sala de aula, pois se não é assim porque na CHINA quase nada de tecnologia é usada nas escolas e as crianças chinesas estão no topo do ranking da educação? O que falta é justamente o tempo da família para acompanha os seus filhos na vida escolar, nos caminhos trilhados na internet e no desabrochar da vida sexual, nada disso acontece hoje - penso que a tecnologia que está sendo tanto badalada está escondendo o verdadeiro problema.
ExcluirNão precisamos de tecnologia para desenvolver mais ou menos a aprendizagem, memorização e ampliar os conhecimentos, precisamos de postura, disciplina, planejamento e valorização do estudo pela sociedade.
Então Viviane, você tocou no ponto certo. As mídias digitais e a internet estão aí, são uma realidade e temos que lidar com elas. A grande questão está em como usar essas tecnologias, como torná-las um instrumento a favor da educação. Afinal, mesmo o lápis e o papel são produtos técnicos. Mas,de fato, educar dá trabalho, especialmente quando a cultura dominante opera contra você.
ExcluirA internet, ninguém nega é uma ferramenta formidável para os dias de hoje onde o tempo é muito restrito e ficamos atrelado ao relógio como um carrasco que nos avisa o quanto estamos sobrecarregados com tantos compromissos que assumimos ao longo do dia, contudo ela acaba gerando algumas preocupações a mim, a saber:
ResponderExcluir=> O indivíduo se isola do contato com outras pessoas e acaba se entregando a um relacionamento virtual onde não há exposição de sua pessoa a outros;
=> A criatividade fica limitada ou acaba, pois tudo é seguido segundo os passos que são exigidos, não há mais a criação e sim a reprodução;
=> O contato é superficial com as pessoas "virtuais", pois é tudo resumido curto e sem profundidade - trata-se apenas de superficialidade;
=> As redes sociais acabam se tornando uma "revista eletrônica" de fofocas, onde são publicadas os últimos "bafão" e são divulgados os últimos acontecimentos( festas, com quem "fiquei", o vexame que fulano passou, entre outros)
=> Muitos de nossos educandos quando usam a internet para pesquisas, simplesmente se pegam ao primeiro resultado da pesquisa e nem se quer lê a página para saber se o assunto é aquilo que se está esperando.
São tantas contra indicações que a meu ver, antes de clicar na rede mundial o internauta precisaria ser preparado e orientado para aproveitar de fato os inúmeros recursos disponíveis e tirar o máximo de proveito dessa ferramenta fenomenal e não ficar o dia todo postando, e lendo "fofocas" nos "faces".
Olá a todos! Gostaria que lessem o meu comentário postado acima, em 23 de agosto às 00:32h.
ResponderExcluirLeiam agora o texto abaixo escrito pela neurocientista Susan Greenfield:
"Facebook e Orkut podem infantilizar seu cérebro. Funciona assim: o cérebro é altamente "plástico", ou seja, é constantemente influenciado pelo mundo exterior. Se o cérebro é sensível ao ambiente e o ambiente está mudando, isso significa que o cérebro muda também. Cada vez mais, as pessoas passam suas vidas em frente a telas. E, mais importante que discutir se essa mudança é boa ou ruim, é pensar que tipo de cérebro nós queremos.
Um cérebro infantilizado é um cérebro cujo córtex pré-frontal apresenta baixa atividade. Essa é a área do cérebro que é mais desenvolvida em humanos se comparada com o órgão de chimpanzés. O córtex pré-frontal só alcança maturidade após a adolescência. Antes desse período, o cérebro é caracterizado pela "síndrome de hipoatividade frontal", na qual o funcionamento cerebral é mais impulsivo e sensitivo, e não abstrato e cognitivo.
As crianças têm cérebros que são mais maleáveis, já que elas não têm tantas conexões cerebrais pré-existentes. Elas têm uma quantidade excessiva de possíveis conectividades, permitindo-as adaptarem-se a qualquer ambiente no qual elas se encontram. Depois dos 10 anos de idade, essa habilidade de aprendizado generalizada se torna mais especializada. Porém o cérebro humano é constantemente adaptável, até a morte. Portanto, adultos também são afetados por qualquer mudança extrema no tipo de ambiente.
A geração que passa a vida toda através da tela terá um cérebro adaptado a um mundo que passa pela tela. Isto é, um mundo em que empatia, narrativa e significado são menos importantes que os fortes conteúdos sensórios de experiências atuais. ...
A internet está mudando nossa forma de pensar. Temos acesso imediato a fatos, mas sem, necessariamente, ter uma estrutura conceitual que os ligue. Os fatos não se tornam "conhecimento". Vivemos a era da informação, queremos informação em grande quantidade e velocidade, porém ainda precisamos de tempo para ligar os fatos e interpretá-los, pois isso é que gera conhecimento."
Lembremos que a maioria de nós que participamos desse curso somos "imigrantes digitais". Os "nativos digitais", crianças e adolescentes nascidos quando a Internet já estava inserida em todos os segmentos da sociedade, estes sim são os mais impactados com as nova tecnologias de informação e entretenimento, como sugere o texto acima da neurocientista Susan Greenfield.
Nesses últimos anos, tenho observado o comportamento de crianças e adolescentes diante da tela de um computador. Raríssimos foram os momentos que os vi realizando uma pesquisa, um estudo comparativo, uma reflexão, a leitura de uma notícia. Vi muito copy/paste, sem leitura, sem entendimento, Orkut, facebook, ...
A internet, a televisão, as redes sociais, os celulares, os tablets – são inovações fantásticas. Porém, a sua configuração e orientação parece contribuir para uma dramática mudança no comportamento humano .
Vejam os resultados de uma pesquisa, da empresa de tecnologia Cisco, realizada com jovens de até 30 anos em 14 países.( publicada pela Folha de São Paulo em 21/09/2011). Para a maioria, estar conectado é mais importante que as relações pessoais.
“72% dos universitários brasileiros afirmaram que preferem navegar na internet a namorar, ouvir música e sair com os amigos. E essa ênfase na internet se repetiu entre universitários de países como China (59%), Espanha (54%) e Índia (54%).”
"Para essa geração, mais importante que o contato físico é estar conectado o tempo todo nas redes sociais", diz o presidente da Cisco, Rodrigo Abreu.
"Está ocorrendo uma substituição de atividades tradicionais pela maior conectividade."
"A internet virou um elemento essencial da vida."
Estamos vivendo uma sociedade em que os vínculos humanos estão cada vez mais frágeis e descartáveis. Esse mundo digital é extraordinário e desconcertante!
Se não existisse internet. Como seria? As respostas certamente seriam: "Eu não teria tanta informação em imediato". Só que grande percentual que respondem assim não utilizam de fato as informações importantes para o desenvolvimento cultural, físico e mental, se limitando a trocar conversas, muitas vezes fúteis, em sites de relacionamentos e outros. Pelo perfil apresentado na nossa sociedade percebe-se que poucos utilizam a internet como se deveria. Dessa forma nos privamos de utilizar essa ferramenta em sala de aula. Se não usamos, a conscientização acaba ficando em segundo plano. Sem essa preparação, nossas crianças vão em torno desses sites de bate papo e outros. Absurdamente duas pessoas que moram a um muro de distância tendem a se comunicar através de msn, facebook, etc., erradicando o olho no olho, o contato e outros comportamentos humanos de grande valia até para a felicidade. Sem esses caminhos naturais, forma-se então uma sociedade cada vez mais "robótica", mais fria, individualista. Sem as trocas de culturas e costumes na prática e na experiência humana, adquirindo somente através de imagens virtuais, a tendência é que pensemos menos, fiquemos cada vez mais dependentes dessas máquinas. Com isso, existe grande perigo de nos tornarmos superficiais.
ResponderExcluirPois é Edmarcos, se não existisse a internet não teríamos tanta informação à disposição. A grande questão é que informação é diferente de conhecimento, conforme você diz. A informação não organizada e inserida numa rede de sentidos, não significa nem acrescenta nada, não nos torna melhores, nem mais capazes. Penso que o grande desafio da educação é formar um sujeito pensante, coisa que a internet por si só não faz (pelo contrário, ela acaba se associando a outras formas de alienação). Concodo também com o que você disse, no sentido de que excluir as novas tecnoloigas da escola só colabora para afastar mais a realidade escolar do resto do universo social.
ExcluirBoas colocações! Também não acredito que é o uso da internet e da tecnologia possa nos tornar mais rasos, e nem que o fato de ler um livro nos torna menos rasos, visto que para se ler um livro e poder interpretá-lo é necessário "certa bagagem escolar", falando em livros filosóficos, científicos e até mesmo os didáticos! Ser raso e ser menos raso, vem de uma outra parte da educação que hoje é falha! A base educacional é fundamental e está na “família” ou nos relacionamentos afetivos estabelecidos pelas pessoas ao longo do desenvolvimento, dos valores construídos, que hoje se encontra também rasa e desestruturada, sem bons exemplos! Também temos livros didáticos utilizados no ensino fundamental I, rasos, repletos de conteúdos, porém fracos e falhos para a aprendizagem! Agora, retomando ao tema proposto na discussão, acredito sim, que a tecnologia e o uso da internet e os meios de comunicação, tem trazido prejuízos cada dia mais evidentes na dedicação ao tempo para os estudos e construção do conhecimento, pois pode fazer com que seja reduzida nossa forma e tempo para pensar e conhecer! Os alunos se acomodam e não querem passar tempo copiando, escrevendo, lendo e se esforçando para aprender. Conseguem encontrar respostas prontas para as atividades propostas pelos professores que não os obriga reler o conteúdo trabalhado em sala de aula ou pensar num problema matemático, por exemplo, multiplicar é um raciocínio complexo para um aluno aprendiz, e pode ser respondido pela calculadora do celular com 4 toques e em 4 segundos, que pode ser mal utilizada e ai decepar o raciocínio envolvido na multiplicação. Adquirimos aí a superficialidade do nosso olhar e um funcionamento de nossa memória falho para a aprendizagem, visto que nossos alunos "rasos" não possuem uma bagagem que talvez nós hoje possuímos, para filtrar o que a realidade tecnológica possa nos trazer de ruim, deturpando e corrompendo os valores humanos que possuímos e os mecanismos cerebrais utilizados na forma como costumávamos nos dedicar para aprender! Debater informações enriquece o conhecimento e nos faz construir novas idéias e adquirir sabedoria! E isso, só adquirimos, como você Edmarcos bem ressaltou no contato físico, olho no olho! Devemos lutar por uma educação pensante, pela construção de um raciocínio ou uma forma de pensar consciente! Devemos ser menos consumistas! Educar é um processo que leva tempo, paciência, repetição e cuidado! Repetição no sentido de resgatar em nossos alunos o hábito de estudar atrávés da leitura e do debate!
ResponderExcluirMuito bom Melissa, suas colocações são contundentes. Provavelmente essa discussão já ocorreu quando se popularizou os livros ilustrados, o rádio e outros meios de comunicação que poderiam diminuir a capacidade de atenção do ser humano. É isso...........
ResponderExcluir"O novo muitas vezes nos ameaça", mas para quem consegue adentrá-lo e extrair do mesmo o máximo de utilidade, tendo em vista a si e os outros,com certeza estará mais apto para sorrir para a vida. A sociedade, queira eu ou não, está e estará sempre em transformação, com novas tecnologias e novas metodologias de ensino aprendizagem. A questão em foco seria como lidar com isso tudo, sem deixar aquilo que tenho de bom e em muito me acrescenta e aos meus pares.
ResponderExcluirNem sempre tudo que é moderno,significa que seja progresso. O que se faz necessário diante de novas ferramentas é usá-la de forma consciente, responsável e sistematica, pois caso contrario, a mesma se tornará apenas entreterimento, quando não vício, o que pode atrofiar conhecimentos, destruir estruturas sólidas que levaram anos para se firmar, criar mais conflitos do que soluções,etc. Daí, não vejo nada de mais em usar a internet ou outros meios, deste que de forma saudável.
ResponderExcluirAté o momento, confesso que não abro mão de um bom livro, do qual funciona para mim, não só como fonte de informaçao,mas tambem como lazer. Tambem faço uso das novas ferramentas, mas curto o livro impresso. Contudo, tenho colegas que se "socializa" com muita frequencia, informa, faz curso, compra e envia flores, e são pessoas excelentes. Tudo é uma questão de cultura e uso correto.
ResponderExcluirUma das grandes preocupações da minha parte para com a memoria e tecnologias hoje, diz respeito à aprendizagem de conhecimentos e aquisição de novos valores para com meu filho (7 anos). Até onde eu puder, desejo orientar e filtrar o uso do celular, o acesso à internet, os games,etc. Já percebí que se não houver esse acompanhamento, diante da idade dele, com certeza irá durmir tarde e não acordará saudável de manhã; ficará atividades de escola sem fazer; ficará sem alimentar de forma honesta e em hoários apropriados, etc. Então, como responsável por ele e pelo desenvolvimento dele, preciso instruí-lo nisso tudo, e já sabendo que mutas vezes, "tecnicamente", o mesmo sabe muito mais do que eu.
ResponderExcluirTenho percebido que em muitas familias,a tecnologia separa muita gente ao inves de unir. Já fui em residencia, em que quem recebeu a gente foi o cachorro, pois de forma deselegante, a pessoa mesmo tenho me convidado, estava em frente a tv ou na internet, e se quer veio dar um aperto de mão. As ferramentas modernas são de grande valia, mas jamais deve ser usadas para distanciar pessoas, fazer fofocas que denegride a imagem do outro, tornar antigas aprendizagens que dão certo, como um abraço, algo absoleto. Que venha o novo, mas que o belo e a boa educação possa sorri sempre.
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