Texto 1
Postado pelo coordenador do curso: Alberto Alves Maia
Durante séculos, na escola, memorizar foi sinônimo de decorar nomes, datas e fórmulas que seriam exigidos nas provas, nas chamadas e nos testes. Com base nos estudos sobre o processo de aprendizagem da criança, porém, concluiu-se que a decoreba era inimiga da educação. E a memória - confundida com repetição - foi posta de castigo.
Um grande erro. A memória é a base de todo o saber - e, por que não dizer, de toda a existência humana, desde o nascimento. Como tal, deve ser trabalhada e estimulada. "É ela que dá significado ao cotidiano e nos permite acumular experiências para utilizar durante toda a vida", afirma a psicóloga e antropóloga Elvira Souza Lima, especialista em desenvolvimento humano.
Somos aquilo que recordamos", conceitua Iván Izquierdo, professor de Neuroquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele dá um exemplo: nenhum texto é compreendido se não se lembra o significado das palavras e a estrutura do idioma utilizado. Tudo isso precisa estar registrado no cérebro para ser resgatado no momento oportuno. A memória, enfatiza Elvira Lima, é a reprodução mental das experiências captadas pelo corpo por meio dos movimentos e dos sentidos. Essas representações são evocadas na hora de executar atividades, tomar decisões e resolver problemas, na escola e na vida.
Somos aquilo que recordamos", conceitua Iván Izquierdo, professor de Neuroquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele dá um exemplo: nenhum texto é compreendido se não se lembra o significado das palavras e a estrutura do idioma utilizado. Tudo isso precisa estar registrado no cérebro para ser resgatado no momento oportuno. A memória, enfatiza Elvira Lima, é a reprodução mental das experiências captadas pelo corpo por meio dos movimentos e dos sentidos. Essas representações são evocadas na hora de executar atividades, tomar decisões e resolver problemas, na escola e na vida.
Disponível em http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/memoria-aprendizagem-406599.shtml?page=page1
A aprendizagem é o processo através do qual nós adquirimos conhecimento, já a memória é o processo pela qual essa aprendizagem é codificada, retida e posteriormente evocada ou recuperada. A aprendizagem é um processo pelo qual adquirimos novos conhecimentos; por sua vez, a memória é o processo pelo qual retemos os conhecimentos aprendidos.
Considerando-se que a aprendizagem envolve a função intelectual do ser humano, e que esta só é possível a partir das informações que temos registradas na memória, ou seja informações memorizadas, podemos dizer que conteudos guardados na memória trazem influências diretas na aprendizagem.
Aprender envolve o raciocínio, ao comparar e relacionar informações que temos na memória. Portanto, aprender e lembrar são habilidades complementares e essenciais para o desenvolvimento de um processo de aquisição de novos conhecimentos.
A aprendizagem é o processo através do qual nós adquirimos conhecimento, já a memória é o processo pela qual essa aprendizagem é codificada, retida e posteriormente evocada ou recuperada. A aprendizagem é um processo pelo qual adquirimos novos conhecimentos; por sua vez, a memória é o processo pelo qual retemos os conhecimentos aprendidos.
Considerando-se que a aprendizagem envolve a função intelectual do ser humano, e que esta só é possível a partir das informações que temos registradas na memória, ou seja informações memorizadas, podemos dizer que conteudos guardados na memória trazem influências diretas na aprendizagem.
Aprender envolve o raciocínio, ao comparar e relacionar informações que temos na memória. Portanto, aprender e lembrar são habilidades complementares e essenciais para o desenvolvimento de um processo de aquisição de novos conhecimentos.
Disponível em http://www.artigonal.com/psicologiaauto-ajuda-artigos/a-memoria-e-a-sua-influencia-no-processo-de-aprendizagem-5609353.html
Esforço e aprendizagem
Do livro Circuitos neuronais: Aprendizagem, Memória e Emoções, Alberto A. Maia
Em 2003, uma pesquisa realizada pelo Sistema Nacional de Avaliação Básica, detectou uma situação dramática nas escolas das redes de ensino de todo o país: 55,4% das crianças da 4ª série do Ensino Fundamental, ainda eram analfabetas ou lêem apenas frases simples. Também, 68,8% dos alunos do 3º ano do Ensino Médio apresentavam conhecimentos sofríveis em matemática: mal sabiam utilizar as quatro operações ou entender problemas elementares. Na avaliação internacional realizada pelo Pisa-2003 – prova aplicada para analisar o desempenho de estudantes de 15 anos matriculados nas redes de ensino públicas e particulares de 41 países – o Brasil amargou o último lugar em matemática, penúltimo em Ciências e 37º em Leitura.
Ninguém ignora que a obra de um violinista, de um químico, de um filósofo, de um mecânico, de um artista, de um professor, só é possível devido ao esforço, anteriormente realizado, mediante horas e horas de trabalho intelectual e treino. No entanto, o que causa perplexidade, quando se trata de entender as causas do fracasso da educação no Brasil, é que pouco se discute a respeito do que, talvez, seja a causa mais imediata: a ausência de esforço e treino por parte do aprendiz. Certamente, nenhum plano ou política educacional logrará êxito se não atender as condições necessárias para que as crianças aprendam. Esforço para repetir e pensar um conteúdo, aliado a uma disciplina para que não haja dispersão da atenção, são requisitos indispensáveis para a formação de novas redes de memória – base para qualquer forma de aprendizagem.
Ultimamente, numa tentativa de explicar e corrigir esse fracasso, conceitos como afetividade, motivação, participação comunitária, democratização do ensino, têm dominado os discursos na esfera educacional produzindo vários mitos:
- com bons professores os alunos sempre aprendem;
- a participação da comunidade é essencial à qualidade do ensino;
- resultados sofríveis obtidos pela maioria dos alunos de uma classe, significa que o professor falhou.
Esses mitos – construídos nas últimas décadas – foram disseminados e fizeram parte do senso comum entre os educadores, sem que houvesse, um tenaz e contínuo questionamento com base nos resultados que evidenciam uma legião de analfabetos funcionais.
A pesquisadora Tânia Zagury (2006) em seu livro O professor refém, faz a seguinte reflexão:
Considero um sério dano fazer o aluno e sua família acreditarem que, quando o professor atua de forma metodologicamente moderna e adequada, todo aluno aprende como que por um passe de mágica. Sempre haverá, também por parte do aluno, necessidade de dedicação e concentração, de momentos de estudo individual para exercitar o que estudou, refletir para sedimentar conceitos e transferir aprendizagens ... é preciso que os alunos e a família voltem a acreditar e a perceber que há sempre necessidade de reciprocidade ... ignorar que parte dos alunos – por razões sociais ou pessoais – não querem, não gostam de estudar, e muito menos de se esforçar para aprender, é igualmente ignorar que o ser humano é múltiplo e que cada indivíduo é único e reage diversamente aos estímulos recebidos; e é ignorar também que muitas dessas variáveis não podem ser superadas unicamente pelo trabalho do professor, por melhor que ele seja e por mais que trabalhe bem e se esforce muito.
O efeito contagioso da indisciplina, sem que haja maiores conseqüências para quem a comete, se alastra desmotivando alunos e professores; a aprovação, quase que automática, na rede pública e em muitas escolas do setor privado, promove o relaxamento do esforço que deveria ser empreendido, por parte dos alunos, na aquisição de novos conhecimentos. Conseqüência: os alunos não mais estudam, não memorizam, não refletem sobre os conteúdos, enfim, não aprendem.
Informações e raciocínios necessitam de evocações repetitivas para que sejam armazenados definitivamente na memória; constantes associações e comparações devem ser realizadas para que do ambiente modificável das redes neuronais possa emergir uma nova consciência, mediante novos saberes.
A memória torna-se, então, base de todo conhecimento pessoal e deve ser trabalhada e estimulada. É ela que nos permite acumular o conteúdo de nossas vivências para sermos o que somos e, também: nomear, pensar, refletir, planejar, construir.
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Faça o seu comentário do texto acima. Em outros momentos, comente quatro considerações de seus colegas a respeito desse texto.
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Olá à todos. A leitura nos mostra efetivamente o que sentimos como educadores em nosso dia a dia. A falta de interesse e compromisso de nossos alunos nos demonstram a atrocidade que é feita na sociedade atual, que é repleta de informações (muitas delas sem a menor importância) e sem filtragem e assimilação de conteúdos e conhecimentos prioritários para a convivência social e para o mercado de trabalho concorrencial. A sociedade adulta despreza o conhecimento e se contenta com o fútil em suas vidas, e obviamente a de seus filhos também.
ResponderExcluirOlá Myrtes! Realmente a realidade da nossa educação é frustrante.Estamos longe de termos uma estrutura física satisfatória para o aprendizado,aliado a falta de interesse dos alunos, o nosso trabalho torna-se difícil.Mas não podemos desanimar.Temos que considerar cada aluno como um ser único e tentar atingí-lo nas suas emoções para estimulá-lo a adquirir o conhecimento que está sendo proposto,e assim sentir prazer no estudo.
ExcluirBom Dia a todos. Myrtes o que disse a respeito do desinteresse e compromisso dos alunos dos dias atuais é uma opinião da qual compartilho. Infelizmente estamos vivendo em uma sociedade em que pais querem sempre encontrar um culpado para os erros que seus filhos cometem. Se o filho tem uma nota baixa a culpa é do professor, se o filho não faz a lição é porque o professor passa exercícios em demasia e não da trégua. A realidade é que os pais não estão preocupados com a educação dos filhos, o governo também não está... Então, como conseguirmos que os filhos estejam. É, como você disse, a futilidade tomando conta da vida moderna.
ExcluirElaine Ferraz
ExcluirOi pessoal, acredito na aprendizagem como um processo, a memorização passa a ser uma finalização parcial,para que aconteça a introspecção do aprendido, mas como isso não mais se vigencia, chega-se no ano seguinte com os alunos afirmando que não viram conteúdos, que na verdade, foram trabalhados por meses no ano anterior.
É isso mesmo pessoal. Cada indivíduo é proprietário de um cérebro que se desenvolve não só por maturação com o passar do tempo, mas também por um trabalho persistente que exige esforço, treino e prática.Os esforços para memorizar e para pensar esculpem literalmente o cérebro e este modifica suas funções e capacidades levando-o a um estado mental superior.
ExcluirElaine, sobre o esquecimento do que foi estudado no ano anterior já não acontece mais, agora os nossos alunos medianos não conseguem lembrar o que foi estudado na 3a. feira e retomado na 5a. feira - isso está acontecendo nos 6o.'s anos - eles não têm a iniciativa de virar uma ou duas folhas do caderno para rever o processo usado nos exercícios já corregidos.
ExcluirOlá Carmen, realmente, minha querida concordo plenamente com a tua consideração: Cada aluno é um ser único. Por vezes somos levados a desconsiderar esta dimensão, vemos o alunos apenas como parte da turma que está inserido, assim tal turma é "boa", "fraca", "indisciplina" e etc... no entanto, cada um deles é um mundo completo, precisamos estar mais atentos e fazer esta diferença individual. Evidentemente, é difícil numa sala com 36 alunos do professor conseguir olhar verdadeiramente cada um. Fica a tua dica de procurar atingí-lo pela emoção, provando assim o estímulo necessário para a aprendiagem.
ExcluirOlá Eduardo, concordo contigo, esta questão de atirar a culpa por cima dos outros, apesar de existir desde os tempos de Adão e Eva, se nos lembramos de que o Adão culpa a Eva por seu pecado, enquanto, a Eva culpa a serpente... Atualmente, ela tem se tornando uma constante, as pessoas encontram todas as desculpas possíveis para as suas próprias falhas e cuidam logo de encontrar alguém para assumir o erro, infelizmente, neste caso, o professor. O aluno não se empenha, o governo não fornece a estrutura necessária, a família não acompanha minimamente, mas a culpa da educação estar mal recaia sobre o professor.
ExcluirOi Lucimara, de fato a “culpa” pelos problemas educacionais acabam recaindo em nós professores. Acho que um dos fatores que colabora para isso é o fato de sermos uma espécie de elo mais fraco na educação, nas estâncias superiores ninguém assume para si os problemas, pelo contrário, vai jogando para baixo e, quando chega na gente, não há mais pra onde descer... além disso, pelo fato de estarmos em sala de aula, somos o alvo “lógico” para onde a sociedade aponta a culpa.
ExcluirOlá pessoal! A Myrtes enfatizou muito bem a problemática de crianças e adolescentes quando, diante de uma grande quantidade de informações e estímulos, não encontram as condições necessárias para o aprendizado. Dados e informações nem sempre geram o conhecimento, pois, para que isso ocorra é imprescindível que a atenção do aprendiz seja voltada para o objeto de aprendizagem e que o aprendiz empreenda esforços mentais e práticas que levem à formação de novas redes de memórias e que estas se associem e interajam com as que já foram consolidadas.
ResponderExcluirUma sociedade adulta, como foi dito, displicente e negligente com a educação, não é capaz de sugerir o óbvio: Sem esforço e sem disciplina, não se aprende!
A neurociência lança sua contribuição para que os responsáveis pelas políticas educacionais compreendam que fatores como motivação, prazer, esforço, atenção e disciplina andam de mãos dadas no processo de aprendizagem e aquisição de conhecimentos.
Boa noite Alberto. Vejo com mesmos olhos a situação da falta de informação e estímulo às crianças e adolescentes e acredito estarmos encaminhando para uma educação cada vez menos absorvida e menos produtiva, visto que nada é feito em favor do aprendizado desses educandos. Lamento, e muito, que ainda convivamos com situações de educação que parecem irreais diante do grande recurso que teríamos se a educação fosse levada mais a sério pelos responsáveis e políticas educacionais.
ExcluirElaine Ferraz
ExcluirEu também acredito que dialeticamente a educação se transforma, ela era oferecida tradicionalmente a uma pequena elite, em tese. Na antítese procurou se oferecer construtivamente a educação para a massa, chamada de democratização do ensino.Na busca pela síntese, acredito que encontraremos um mecanismo de respeito ao tempo e mecanismos de aprendizagem para cada um, mesmo porque, nos moldes educacionais que hoje existem, a escola está para todos, mas nem todos estão para a escola. Na minha visão, democratizar é respeitar e não massacrar com uma educação perversa que nivela por baixo na ânsia das estatísticas mostrarem o que se quer e não o que de fato se tem.
Olá Elaine. A afetividade é fundamental para o direcionamento da atenção. Seja pelo prazer ou necessidade, pelo amor ou pela dor, os afetos são imprescindíveis para a aprendizagem. São eles que dirigem raciocínios e decisões, como afirma Freud e a neurociência.
ExcluirO filtro para que o nosso cérebro privilegie algumas informações está relacionado à nossa afetividade. Afetividade não está relacionado apenas a bons sentimentos, mas à toda pulsão que nos conduz à uma ação ou decisão. É aquilo que nos conduz à atenção voluntária ou involuntária. Tanto o prazer quanto o medo, desejo de conforto ou necessidade podem conduzir-nos ao esforço necessário para alcançar o que desejamos.E, para isso, a atenção é redobrada para que as informações sejam armazenadas em nossa memória.
Concordo, então, com você quando afirma "a escola está para todos, mas nem todos estão para a escola." Nem o prazer, nem a necessidade, nem o amor e nem a dor estão movendo a maioria das crianças e adolescentes rumo ao caminho do conhecimento.
Também concordo que nem todos estão para a escola. Uma criança pequena não sabe a importância do estudo para sua vida futura, então cabe aos pais orientá-la nesse sentido. Só que muitos adultos, por diversos motivos, não valorizam o estudo e acabam por transmitir esse pensamento aos filhos. Daí a gente vê tantos alunos indisciplinados e negligentes. Eles foram ensinados pelos pais que, mesmo sem estudo, é possível ter um emprego (mesmo que mal remunerado) e seguir suas vidas. Mesmo que não seja o melhor caminho, é o caminho mais fácil. Então, o esforço por parte da escola (advertências, suspensões, etc.) pode não surtir o efeito esperado, já que o esforço do aluno não ocorre.
Excluir“Uma sociedade adulta, como foi dito, displicente e negligente com a educação, não é capaz de sugerir o óbvio: Sem esforço e sem disciplina, não se aprende!”
ExcluirAlberto, esta tua afirmação me fez lembrar o problema que esta atitude gera no mercado de trabalho, grande parte da população adulta ativa se recusa a trabalhar, querem apenas ter um emprego, para muitos ir ao local de trabalho já é o suficiente, muitos são completamente alienados, nada sabem a respeito da empresa que trabalham ou da própria função que desempenham, outros falham pela falta de empenho e dedicação ao trabalho, há dias numa conversa informal, uma empresária comentava sobre a dificuldade de encontrar uma boa funcionária, principalmente, nos quesitos comprometimento, pontualidade e assiduidade.
É desanimador vermos a quantidade de vagas de emprego que não são preenchidas por falta de pessoal que possua os requisitos básicos, um exemplo desta dificuldade é uma reportagem do jornal nacional sobre o fato de algumas empresas de recrutamento terem optado por um critério de seleção que inclui um ditado com trinta palavras e que segundo a empresa, a maioria erra pelo menos um terço. Segue a reportagem com a afirmação “A gente está com uma vaga aberta há três meses aqui em Belo Horizonte. De cerca de 80 candidatos, quatro chegaram à final”, da psicóloga e analista de RH Vanessa Ramos
De fato Lucimara, o problema educacional no Brasil se reflete diretamente no mercado de trabalho, muitas vezes sobram vagas e faltam candidatos qualificados. Temos aí uma dificuldade, inclusive, para o crescimento do país e sua projeção mundial, afinal, num mundo globalizado e altamente competitivo, o Brasil vai ficar dependendo de commodities para sempre? Educação é fundamental.
ExcluirOlá colegas, o texto destaca vários pontos importantes, o que mais prendeu a minha atenção foi a questão da memorização, muitos se colocam contra o que foi convencionado chamar de decoreba, também eu, nas minhas avaliações meus alunos nunca vão encontrar uma pergunta que exija tão somente um dado decorado (um nome, uma data, um local,um fato isolado...), porém, há determinados conhecimentos que necessitam mesmo de serem memorizados ou serão sempre um impecilho para novas aprendizagens, por exemplo, os grandes marcos históricos, é muito complicado quando o aluno nem sequer consegue ter em mente que a civilização egípcia teve o seu auge antes de Cristo.
ResponderExcluirConcordo plenamente com os colegas acima ao enfatizarem a necessidade da memorização em alguns processos de aprendizagem. Essa memorização necessita de vontade e disciplina do aprendiz.
ExcluirPois é Lucimara, todo discurso radical é problemático. Se, em nome de combater a decoreba, colocarmos em xeque todo e qualquer processo de memorização, inviabilizaremos o aprendizado. Aprender é um processo que exige o uso da memória, como bem disse o texto.
ExcluirElaine Ferraz
ExcluirA memorização pela memorização passa a ser uma ação que morre nela mesma, é a tal da decoreba sem função , contudo, inserida num processo, como numa engrenagem,quando ela não acontece é como se o relógio emperrasse. Contudo, tal proposta contra a memorização vem inserida num contexto sócio-político onde para se votar no mesmo canalha, ou nas mesmas propostas que favorecem uma minoria é preciso que um povo fique sem memória histórica.
Há pessoas que, desde o nascimento,apresentam uma maior predisposição para o aprendizado e facilidade para internalizar conteúdos e raciocínios. Porém, talentos e capacidades inatas não desenvolvidos mediante esforço, treino e prática são virtudes que aos poucos vão se enfraquecendo a ponto de , a médio ou longo prazo, terem pouca serventia. Nesses mais de vinte anos acompanhando crianças e adolescentes nessas condições, o que observei, geralmente, é que os alunos que adquiriram tais posturas, tem suas capacidades relaxadas e diminuídas com o tempo, igualando-se ou ficando aquém de outros que investiram tempo e suor em seus labores.
ExcluirAs melhores ferramentas para um desenvolvimento saudável e aprendizagem segura sempre foram e continuarão sendo: disciplina, atenção, esforço e treino. Exercite seu cérebro. Ele se reconstruirá e assumirá uma nova configuração a cada aprendizado. Os neurônios e suas sinapses agradecem.
Olá, pessoal!
ExcluirLucimara, imagine a questão da memorização sem a tal "decoreba" na aquisição de um novo idioma. É praticamente impossível. Disciplina, treino, repetição, dedicação são fundamentais para a memorização não só de um novo idioma mas de qualquer conhecimento para que seja adquirido e consolidado.
Mas além disso ou antes disso não seria necessário conscientização na atual circunstância? Percebe-se que esses requisitos as pessoas até sabem que é necessário, debatem sobre, conhecem, mas sempre falam, falam e muitas vezes não praticam. Um pai sabe que o filho tem que estudar. E ponto final. Até dizem aos seus filhos. "se esforce que vou dar a bicicleta"... "meu filho é dedicado", mas quando na verdade o esforço vem através da troca e a dedicação falsa, pois ao invés de desenvolver o raciocínio estão (muitas vezes) somente sendo metódicos e não muito claros. Conscientizar seria por exemplo formar bagagem anterior, familiar ou não, mas que as pessoas quando na condição de aprender, saberiam que sua ações corretas seria fundamental para o processo deixando fluir raciocínios e leituras para pleno exercício do cérebro.
ExcluirOlá pessoal!Primeiramente, gostaria de dar as boas vindas a todos e desejar um bom curso.Concordo com o texto no que diz respeito a decorar e memorizar.Decorar soa como algo mecânico e memorização é algo que fazemos por prazer ou por necessidade, e portanto não esqueceremos, desde que continuemos a exercitar e estimular o nosso cérebro.Segundo Kandel, "Somos produtos do que aprendemos e do que lembramos."O nosso grande desafio como educadores, é estimular os alunos a adquirirem o conhecimento e se esforçarem para assimilarem o conteúdo proposto, com condições ideais para que isso ocorra:com interesse, disciplina e concentração,pois sem esforço e condições favoráveis não existe aprendizagem.
ResponderExcluirElaine Ferraz
ExcluirSabe, o que assusta é que a memória é uma parte do cérebro que deve ser constantemente ativada e existe uma lei que diz que tudo o que não se usa...na evolução humana, atrofia...olha que risco que corremos...
Hahahahaha... Adorei, Elaine! Já pensou?
ExcluirBoa noite. Carmem, concordo plenamente com você. Estamos em sala de aula, estamos educando e temos que fazer a diferença para tentar com que esses alunos se motivem. Não obstante haver uma grande quantidade deles que apesar de serem tratados como os melhores continuarão trabalhando para serem os piores, temos que estimula los. Temos que procurar formas de chamar a atenção deles para a educação. É esse o nosso papel, devemos tentar. Acreditando, e daí enxergando que ha uma solução pelo menos para uma parcela dentro desse montante de desinteressados.
ExcluirOlá a todos! Concordo, plenamente! Tudo o que não se usa, atrofia. Nem os gênios escapam. Pesquisas atuais relatam que as grandes realizações - até daqueles que consideramos gênios - são resultados de anos de paixão e dedicação, e não de uma habilidade que se desenvolve naturalmente. Mozart, Einstein Thomas Edison, Rui Barbosa não nasceram simplesmente com talento e pronto; eles o cultivaram mediante esforço intenso e prolongado. Se não tivessem se dedicado aos estudos e treinos, não seriam o que foram. Mas, não tenha dúvida: o componente genético tem a sua influência na genialidade,mas não e decisivo nem exclusivo. As experiências vividas, as oportunidades aproveitadas, o meio propício, a afetividade em relação a um conteúdo, tudo isso se complementa e confere uma capacidade extraordinária a determinadas pessoas.
ExcluirOlá a todos! Olhando por este lado, Alberto, então ainda há tempo de me tornar um gênio em alguma área...
ExcluirConcordo com você, Carmen, quanto à questão da motivação, não podemos desanimar e sempre oferecer-lhes condições favoráveis de aprendizagem.
Também acredito que se o cérebro não for utilizado e estimulado, ele corre o grande risco de atrofiar!...rs...A não aprendizagem tem inúmeras causas! Acredito que a memorização é um exercício essencial ao cérebro que não necessariamente ocorre pela repetição e decoreba, decorar não é sinônimo de aprendizagem, temos como exemplo, crianças em seu processo de alfabetização que sabem os números, contam por repetição, mas se perguntar um número isolado, algumas não conseguem inserir significado ao símbolo! Em todo nosso processo de aprendizado isso ocorre com algo desconhecido e novo, precisamos inserir significado, relacioná-los a outros conhecimentos adquiridos para que possamos dar sentido ao novo! A aprendizagem não é um processo isolado, ela ocorre por meio da criação de associações neurais eficazes e isto envolve conexões de circuitos formados por neurônios cuja resposta não foi positiva e útil. Quando uma criança não acerta na prova, não podemos afirmar que esta possui problemas de aprendizagem, uma vez que aprender é o resultado de um processo bioquímico complexo. Para a tomada de decisão (Piaget) ocorre uma série de modificações entre as conexões de células nervosas em inúmeras áreas do cérebro, que se alteram e se modificam de acordo com o que foi armazenado na memória, na busca de uma solução adequada. O cérebro é capaz de inventar novas conexões cerebrais quando as primárias falham, percorrendo atalhos na elaboração de uma resposta! Mas podemos verificar que alguns alunos não sabem determinados conteúdos não porque não possuem "maturidade cerebral" como as crianças pequenas ou porque possuem algum distúrbio neurológico, mas o que vemos é a falta de interesse,motivação, treino, disciplina de estudo e concentração, fatores essenciais para o processo de memorização e aprendizagem!
ExcluirExistem certas definições que não tem como não serem decoradas. por exemplo: o nome das pessoas, nome das cores, o próprio formato das letras, tal.... e etc. então qual a diferença entre decorar e memorizar???? Melissa, eu sei que exitem alguns autores de Matemática, como o Imenes, que trabalha com a maturidade cerebral, para escrever seus livros, isso é muito bacana, mas lógico que esbarramos em outros problemas, como você citou: interesse, treino, motivação, concentraçao, este último aliás acho o mais essencial.
ExcluirPois é, Carme, mas está tão difícil encontrar essas condições favoráveis (nteresse, disciplina e concentração)nos dias de hoje - tanto que mais ficamos disciplinando os alunos do que ensinar os nossos alunos.
ExcluirObrigado Carmem. Bom curso pra você também. Para estimular os alunos devemos usar "puramente" nossos conhecimentos na prática da educação. Mas esbarramos na "falta da educação" dos nossos alunos que deveriam vir somente para aprender as disciplinas oferecidas e não o que ja deveriam "trazer de casa". Assim perdemos muito tempo como educadores/cuidadores deixando de ser professores!
ExcluirOlá Edmarcos, realmente o teu comentário é muito apropriado, em todas as turmas, em todas as aulas, se apresenta o mesmo problema, antes de começar a aula há necessidade de por ordem, em outras turmas é ainda pior, mal iniciamos a aula e já somos interrompidos, existe realmente uma falta de educação no berço que em muito prejudica o nosso trabalho.
ExcluirUm aspecto fundamental apontado no texto é a necessidade de vontade e esforço, por parte do aluno, para que o processo de ensino-aprendizagem se complete. Ao contrário de uma profissão como a do engenheiro, por exemplo, em que, se o profissional souber projetar bem uma ponte, é muito provável que ela não caia, o professor só terá sucesso em seu projeto de ensino se o aluno permitir que ele se sustente.
ResponderExcluirO ensino só se completa com o aprendizado e, embora o “como ensinar” dependa do professor, o aprendizado se projeta pra além de seu domínio (pois está, literalmente, dentro do cérebro do aluno, como o curso aqui se propõe a dizer).
O texto é relevante porque vai no fulcro da questão, denunciando políticas deletérias, como a de promoção automática, e apregoando a necessidade de punir a indisciplina (dois fatores essenciais para que não haja relaxamento na “vontade” do aluno). Enquanto isso, a discurseira oficial que se ouve por aí propõe o professor como uma espécie de mágico, ou mesmo “showman”, porque deve, contra tudo e todos, captar a atenção do aluno, à semelhança de uma audiência televisiva.
Elaine Ferraz
ExcluirAcredito que por nossos alunos terem o imediatismo como conduta própria da idade, seria interessante atrelar o aprendizado à conquistas futuras, já que ele não consegue vislumbrar tal conquistas.Por exemplo, condicionar o acesso a cursos técnicos e mesmo cursos superiores às notas tiradas nos cursos fundamental e médio, é claro que só deveria haver ensino público, para que os filhos dos políticos tivessem que freqüentar as mesmas escolas dos desfavorecidos economicamente, vigiando e legislando por uma educação de qualidade.Será que viajei na little batata?????
Não viajou, não, Elaine!
ExcluirSe os políticos não aprendem por amor, deveriam aprender pela dor. A sua ideia de condicionar o acesso a cursos técnicos e superior às notas do ensino fundamental é perfeita. Como mesmo que os americanos ingressam na universidade? Análise de currículo, né? Ah, tá... É país de 1º mundo, né? Ah, tá...
Agora, tem um problema: como vão sobreviver os mantenedores de cursinhos? Isso iria acabar com a indústria do vestibular. Coitados deles!!! E a grana que entra pela taxa de inscrição para as universidades? Noooooossa!!!!
Acho que tinha que acabar tudo isto: vestibular, ENEM, SARESP, Provinha não sei das quantas, ENAD etc. Tudo artifício para maquiar estatística e mostrar que o brasileiro está mais alfabetizado (mesmo que funcional) a cada ano.
UMA VERGONHA NACIONAL!!!!!!!!!
Olá Elaine e Patrícia. Essa idéia de condicionar uma recompensa ao trabalho bem feito é um grande fator motivador. O sistema de recompensa cerebral (até as drogas agem nesse sistema) reage positivamente quando acreditamos que o esforço nos trará algum benefício ou reconhecimento.
ExcluirEntão,condicionar o acesso a cursos técnicos e mesmo cursos superiores às notas tiradas nos cursos fundamental e médio já seria um bom começo. Não tenho dúvida que isso ajudaria, gradativamente, na mudança de comportamento de muita gente.
Um outro fator que influencia na motivação á a postura e as expectativas do professor em relação ao trabalho pedagógico.É desanimador para o aluno, quando um professor não reconhece um trabalho organizado que exigiu tempo e esforço ou não emite uma critica construtiva. Há casos em que os alunos sabem que o professor não dá a devida atenção aos trabalhos realizados, ou nem mesmo os lê ou não mostra qualquer reconhecimento pela qualidade. Quando isso acontece, a motivação diminui.
Olá a todos! Concordo com você, Paulo. Principalmente acerca da necessidade de vontade e esforço por parte do aluno para a concretização do processo de aprendizagem. E como também foi colocado, se faz necessário por conseguinte muita disciplina, foco, concentração. Árdua tarefa do educador em condições tão desfavoráveis, com alunos desinteressados e indisciplinados promover com motivação o "milagre" da memorização.
ExcluirElaine, você mesma enviou um e-mail no ano passado sobre o projeto de lei nº 480/2007, que determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014. Está em tramitação no Senado (http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166, cliquem depois em "Ver imagem das assinaturas"). Este é um caminho que com certeza ajudará nosso país a tomar um novo rumo. Outro caminho é fazer como o Alberto disse, motivar os alunos através da recompensa, mas também mostrar a eles a importância do estudo, pois não adianta o aluno ter consciência de que só entrará na universidade se tiver boas notas se para ele não for interessante concluir nem o Ensino Fundamental.
ExcluirEsse projeto de lei é excelente! Se as escolas fossem realmente valorizadas pelo Poder Público, com certeza eles gostariam de colocar seus filhos nela. Infelizmente, é necessário uma lei para que isso ocorra, para realmente ter início a valorização das escolas públicas e investimentos nela e nos profissionais que dela fazem parte! Absurdo termos que enfrentar essa realidade tão óbvia! A Educação que muda um país e o mundo! Deve e necessita ser valorizada!
ExcluirOlá Paulo, realmente a tua referência à exigência que nos é feita, de sermos os únicos responsáveis pelo sucesso escolar do aluno, tal e qual um herói antigo que salvava o planeta sozinho, foi muito bem colocada, infelizmente na educação em muitos contextos esta exigência é colocada de forma massacrante e, como já comentamos antes a “culpa” só cabe ao preofessor.
ExcluirBom dia a todos. Paulo Freire disse, há muitos anos, que o educando só aprenderia quando o professor parasse de querer “ensinar o que aprender” e começasse a “ensinar a aprender”. Acredito que nós professores devemos trabalhar com a condição de prazer ao aluno para que esse não perca o prazer em aprender. O texto enfatiza a questão de memorização, e isso é importante, uma vez que o educando, pelo mito do fim da decoreba, não aceita que o fato de introduzir uma matéria, solicitar ao aluno que faça exercícios em casa e corrija os em sala de aula está sim trabalhando a memorização, e isso é importante para a internalização do que foi ensinado. Daí a importância do texto acima, nos mostrando que memorizar é necessário para não esquecermos o que nos foi ensinado.
ResponderExcluirOi Eduardo, concordo com o que você disse. A condição do prazer é importante para que, de fato, coloquemos nossa atenção em algo e ativemos os processos de aprendizagem e memória. O prazer no aprender é fundamental, mas não é um prazer que funcione necessariamente no mesmo registro do entretenimento. Pelos discursos que circulam por aí, às vezes chega a parecer que teríamos que ser animadores de plateia para cativar nossos alunos. Quando se reúne um grupo grande e heterogêneo num mesmo espaço, não podemos contar apenas com carisma para fazer nosso trabalho. Embora isso soe conservador, são necessários mecanismos de controle para manter um ambiente favorável à concentração, ao aprendizado e à memorização, daí a necessidade premente de punição da indisciplina e, mesmo, de reprovação. Esses mecanismos, por si só, não garantirão o aprendizado, mas sem eles, exige-se um grau de maturidade do aprendiz que ele dificilmente terá.
ExcluirPerfeita colocação, Paulo.Os discursos que são expostos pela mídia e pelo governo são de que o professor deve ser responsabilizado pela ineficiência no ensino,tirando de toda consciência social a necessidade da vontade e do prazer do aluno, em aprender. Acredito que métodos que dizem serem "ultrapassados", ainda são benvindos quando se trata em recuperar o processo ensino-aprendizagem.
ExcluirConcordo com os colegas. Lendo o que escreveram me fez lembrar que os métodos "ultrapassados" permitiam que as crianças (hoje pessoas de 50 anos ou mais) saissem da "4ª série" sabendo as quatro operações e porcentagem "de cabeça".
ExcluirClaro, não precisamos voltar à palmatória, porém, de alguma punição à indisciplina.
O prazer em aprender é fundamental. Hoje, os alunos sabem que nada acontece se eles não aprendem, pois vão passar de ano "de qualquer jeito". A política pública "estragou" a importância da escola na sociedade. Nós, professores, temos que resgatar o nosso prazer em aprender para tentarmos passar o conhecimento de forma prazerosa aos nossos alunos também. Não acho que temos que ser animadores de plateia, mas temos que procurar atualização/modernização para a nossa prática pedagógica, sim.
ExcluirSim, Eduardo.Ainda hoje,a idéia de aprender está ligada a decorar o que o professor ensinou em sala de aula.Talvez esse pensar esteja ligado à lei do mínimo esforço,pois decorar não exije tanto esforço quanto tentar assimilar e memorizar de maneira que esse conteúdo tenha significado, e, portanto seja aprendido e não mais esquecido, o que ocorre no processo da "decoreba".
ExcluirElaine Ferraz
ExcluirAprender pelo prazer do aprender, o orgulhar-se por ser detentor de algum conhecimento valia quando as informações e conhecimentos eram de difícil acesso e estavam escondidos em algum livro, naquelas bibliotecas com imensas enciclopédias, total silêncio e nenhum xérox. Hoje é só ligar um computar, um celular, um aiped..aipode...ainãopode...que tudo está ali pronto, eu não preciso nem ler mais, é só control c , control v e imprimir...dá até para recortar e colar figuras e a pesquisa está maravilhosa. As novas gerações aprenderam a banalizar as informações, o conhecimento e a desdenhar de sua criatividade se tudo está pronto, não é preciso nem procurar...é só jogar no nosso amigo Google.
Eles não sabem nem mesmo se relacionar mais...pelo virtual não se paga mico...pode-se entrar numa grande enrascada, mas mico, não.
Precisamos educar nossos alunos no uso de novas ferramentas, com outras metodologias, contudo, dentro de uma caixinha de fósforo, com quase quarenta alunos, com vários alunos com necessidades especiais, tanto fisicamente, quanto mentalmente, quanto psicologicamente. Dependendo muitas vezes, nós professores, de uma formação teórica, onde nenhum professor de nível superior ofereceu para nós um aprendizado em sala de aula com as propostas educacionais inovadores que ele apresentava e muitas vezes até defendia.
Posso até ser linchada agora, mas eu acho que deveríamos trazer a tecnologia como ferramenta a nosso favos em sala de aula. A diversidade existe em qualquer lugar, somos todos diferentes e cada um aprende a seu modo, cada um tem uma maneira de se relacionar com o objeto do conhecimento. Precisamos incorporar os celulares, tablets, Ipods e tudo o mais à nossa prática pedagógica, até para facilitar a nossa vida mesmo (por exemplo: é muito mais fácil ter músicas num celular e levá-lo para a sala de aula com as caixinhas de som que se conectam a ele para trabalhar essa música com os alunos do que ficar andando com rádio, CD, além de todo o material que já carregamos normalmente). Uma vez fiz isso e fui mal vista na escola, não pelos alunos (que curtiram muito a ideia e para quem até passei a música depois por Bluetooth), mas por outros professores que foram meter o malho em mim para a direção porque eu estava incentivando o não cumprimento de regras. Só que ninguém veio me perguntar o meu combinado com os alunos antes de começar o trabalho com celular (e estava funcionando, pois eles NÃO usavam o celular indiscriminadamente durante a minha aula). Meu método estava funcionando na escola pública e funcionava muito bem em outra escola (da rede particular), mas, infelizmente, ainda estamos fincados nas práticas pedagógicas do século XIX com alunos do século XXI. Temos recursos na escola mas nos engessam e não permitem que os usemos, daí a educação se afunda num caos cada vez maior, pois os alunos sempre ficarão dispersos em sala de aula já que eles trazem no bolso algo que é muito mais interessante e interativo que a aula do professor.
ExcluirOlá Patrícia! Você tem razão quando defende o uso da tecnologia nas mais diversas atividades, principalmente na educação.
ExcluirA presente discussão sobre o impacto da internet no cérebro e no comportamento, não tem por objetivo o posicionamento a favor ou contra a utilização desse meio, mesmo porque a internet se tornará onipresente. É impossível retroceder aos avanços que já adquirimos.
No Texto 2, memória humana e Internet, continuo esse raciocínio ao responder um de seus comentários.
Nossa maior missão é conciliar o prazer em aprender com as práticas pedagógicas que dão certo. Muitos criticam os métodos antigos e pregam uma revolução total, mas certas coisas, como a disciplina e a correção dos deveres de casa, não podem ser deixadas de lado. Por que esta nova geração é mais desinteressada que as antigas? Os alunos precisam aprender a aprender! Eu mesma acho mais fácil entender um processo como um todo para entender depois as etapas, mas muitos alunos acham o contrário, que decorar é mais fácil que entender! Temos que achar um meio-termo entre a palmatória e a “aula-show”.
ExcluirBoa noite a todos. Paulo, concordo plenamente com você no quesito punir a indisciplina e reprovar o educando quando necessário. Mesmo porque estou sempre em sala de aula e sei o quanto é difícil o controle de alunos que, por falta de disciplina em casa, ou mesmo pelo próprio caráter, não se comportam e levam todo um trabalho, todo um plano de aula à uma aula frustrada. O que coloco em questão no comentário anterior é que um educador pode, e deve fazer no que diz respeito a memorização para o aprendizado dos alunos. Sabemos, ainda, que em uma sala de aula heterogenia temos alunos, também, interessados e esses não devem ser privados de seu aprendizado já que estão determinados a ele.
ResponderExcluirOi Eduardo, eu concordei com o seu comentário e concordo também que os alunos interessados não devem ser privados de seu aprendizado. Abraços.
ExcluirBoa tarde a todos e tenham um ótimo domingo. O texto afirma que:"Informações e raciocínios necessitam de evocações repetitivas para que sejam armazenados definitivamente na memória". Concordo. Quando vejo um aluno copiando da lousa, sinto que ele está simplesmente escrevendo, quando não escreve errado, que depois a ler o que escreveu, nem ele mesmo entende o conteúdo. Nesse caso o que o cérebro capitou? Assim o aluno não memoriza, por falta de atenção, falta de compromisso com sua aprendizagem. Esse conteúdo "copiado", se não for lido e relido, o aluno não conseguirá memorizá-lo. E por mais que o professor tenha explicado, no momento ele não prestou atenção. Acredito que para memorizarmos um texto, se não tiver a imagem como modelo, devemos no mínimo imaginarmos uma representação, que prenda o nosso interesse no que foi lido. ... e sinto que falta muito interesse e motivação para nossos. alunos
ExcluirA atenção é um fator importantísssimo para a aprendizagem e é fortemente modulada por valores culturais. Os valores, a moral e a ética jamais poderiam se explicar simplesmente pela química que rege o cérebro individual. Porém, o produto advindo das relações humanas são internalizadas pelo fato de termos um cérebro geneticamente (de gênese) social que se desenvolve por dois caminhos: o da maturação biológica e o da aprendizagem mediada por pessoas, grupos e culturas. Se qualquer um desses caminhos apresentar alguma disfunção, de ordem física ou social, o desenvolvimento poderá ficar comprometido. Ganhos cognitivos sempre são acompanhados de mudanças materiais no cérebro. Se este se degenera pela falta de uso ou por alguma patologia, conteúdos internalizados e prontos para elaborarem idéias, pensamentos e decisões poderão ser perdidos.
ExcluirQuando nossa colega Nadir relata a falta de atenção dos nossos alunos levando a não memorização e consequentemente o não aprendizado, penso que seja necessário compreender a atenção como um fenômeno cultural e não como uma capacidade autônoma regida por instintos biologicamente determinados. Mostra-se que o conceito de atenção não é homogêneo e que o “prestar atenção”, tão fortemente demandado na sociedade atual, é apenas um dos atos de um processo complexo que inclui modulações que vão além do binarismo atenção-desatenção. A sociedade contemporânea é alimentada por várias e rápidas fontes de informação que não concretiza cognitivamente um conceito-aprendizado formal.
ResponderExcluirA grande questão é: Como chamar a atenção de nossos alunos para o processo de aprender e apreender? Como transformar o aprendizado em memória para desenvolver habilidades e competências?
Achei interessante a colocação da Myrtes quanto a compreender a atenção como algo determinado culturalmente e não biologicamente. Eu diria que em sala de aula não basta apenas estar atento ao que ocorre, mas também ter um ÚNICO FOCO, que deve ser o conteúdo trabalhado pelo professor. Biologicamente, a atenção é um estado de alerta, mas essa atenção pode ter um ou mais focos. Por exemplo, um animal que é presa deve estar atento a tudo o que ocorre à sua volta para evitar ser caçado. Só que o estudo e a cultura são exclusivos do ser humano, e dependem mais de treino, atenção e foco único do que manifestações biológicas.
ExcluirOlá, pessoal!
ResponderExcluirPara mim, os textos mostram que a questão da educação vai além da responsabilidade do professor sobre o rendimento de seus alunos e vai além da questão do prazer de aprender também.
Acho que o 2º texto aponta para as políticas públicas, que não investem em educação e não se empenham em promover um sistema educacional de qualidade. Paulo Freire fala em educação para a liberdade, mas, no Brasil, há muito preconceito em relação a inovações no sistema educacional e isso faz com que o aluno se desinteresse cada vez mais pela escola.
Quando num grupo de 30, temos 1 problema, o problema é individual, mas será que, no mesmo grupo, se tivermos 25 problemas, temos 25 falhas individuais, ou será que há algum problema de estrutura, de sistemática? É impossível ter 25 alunos com déficit de atenção em cada sala de aula...
Concordo Patrícia, os problemas e as falhas da educação não se limitam - e em momento algum deve ser pensado desse jeito - à responsabilidade do professor. Muita ênfase em aspectos burocráticos, preterindo-se aspectos pedagógicos; muita ênfase em aspectos mecânicos (a famosa "decoreba"), preterindo-se aspectos crítico-reflexivos... O professor é apenas mais um personagem da teia que é o processo educacional, aliás um dos protagonistas, cujo ideal pode vir a motivar e estimular seus alunos de maneira significativa e consciente. Ou não.
ExcluirA educação brasileira é um crescente de FALTAS: falta infraestrutura, falta sensibilidade dos profissionais envolvidos com educação, falta incorporação de novas metodologias à rotina escolar, falta investimento etc, etc, etc.
ResponderExcluirO aluno não presta atenção às aulas porque as metodologias estão ultrapassadas, os procedimentos estão engessados e falta vontade e motivação em muitos professores para reformularem a sua prática pedagógica (não estou generalizando!).
Os meios de comunicação expõem as informações com mais rapidez a cada dia que passa, o acesso à tecnologia está cada vez mais fácil (e até banalizado...). Nossos alunos estão quilômetros à nossa frente em termos de tecnologia, mas o que fazemos para aproveitar toda essa acessibilidade? Nada.
O que nos resta então? Aulas pouco atrativas, com poucos recursos e, consequentemente, alunos pouco interessados, desatentos e que nos dão trabalho em sala. Acho que precisamos começar a incorporar a tecnologia às aulas cada vez mais, assim usaremos recursos que são chamativos e interessantes aos nossos alunos, pois estamos vivendo um choque de gerações: nós (professores) ainda preferimos o livro na mão, mas nossos alunos são da geração computadorizada e preferem ler um texto na tela (do computador, notebook, tablet, ou mesmo, no celular), preferem construir esquemas/imagens/maquetes com programas de computador.
Memorização não é “decoreba” (como era quando eu estudava), é aquisição de conhecimento. Acho que a experimentação é muito mais produtiva do que outros métodos no que diz respeito à aquisição de conhecimento, trocar experiências é sinônimo de enriquecimento intelectual, mas muitas vezes privamos nossos alunos desse tipo de experiência pedagógica por simples comodismo.
Concordo Patrícia, que devemos usar os recursos tecnológicos a nosso favor, afinal não podemos ignorar esse avanço. Temos apenas que ficar atentos com a questão da superficialidade e a banalização com que a mídia coloca as informações, invertendo valores que são de suma importância para a formação do indivíduo.
ExcluirOlá! Concordo com você, Patrícia, acerca dos recursos tecnológicos. Mesmo porque acredito que mais dia ou menos dia seremos obrigados a usá-los, não teremos opção, é a evolução natural que está ocorrendo rapidamente ao nosso redor e com ela a rapidez da informação que assusta. Somos professores do século passado lecionando para alunos do futuro... Um grande conflito de gerações que não deve chegar nem perto de ser um problema de "aprendizagem".
ExcluirBoa tarde à todos! Parabéns Alberto pela iniciativa e por mais uma prazerosa oportunidade de podermos aprender mais com seus cursos! Aproveito para dizer que esta é uma oportunidade ímpar para todos nós professores do Franco, que pouco conseguimos nos comunicar e trocar idéias!
ResponderExcluirLi o texto e cada postagem! Agora vou tentar colocar em prática, tantas relações estabelecidas em meu cérebro fazendo uso da minha memória, que perpassam meus complexos neuronais!..rs...Bom, concordo em gênero, número e grau com as colocações de todos! A cada dia me surpreendo com tanta desestimulação! Trata-se de um desafio da escola atual e da educação brasileira! O aluno necessita ser motivado, ter interesse, consciência da importância e do querer aprender, ter curiosidade e uma crítica no mínimo da realidade, fatores estes que não fazem parte de nossa sociedade atual e das famílias! Concordo com a Patrícia que existem profissionais incompetentes, ou não capacitados para enfrentar a realidade das salas de aula e dos alunos atuais, que é um desafio muito grande hoje nas escolas públicas! Tanto pelo desinteresse como pela fraca estrutura familiar de estimulação para o aprendizado! As televisões e a internet dominam as casas de todas as pessoas, sobrando pouco tempo para o diálogo, para a leitura e para os estudos! Geram um conhecimento artificial e deturpado da realidade! Para estudar é necessário: concentração, memorização, assimilação de conteúdos, estabelecer relações do que foi armezenado com uma nova informação, gerando o aprendizado e sobretudo, a disciplina! Criamos uma cultura da aprovação automática, que nada mais é que saber que um aluno não adquiriu o aprendizado, que este aluno não tem capacidade e preparo de conseguir adquirir o conhecimento da próxima etapa , que fracassou por algum motivo e ninguém viu! Ou seja, que nós educadores assinamos embaixo pelo fracasso do aluno! Por que nada fazemos, porque tudo aceitamos? Começa aí nossa falta de memória e nossa negligência com a educação e profissão que escolhemos!
Excelente Melissa!Percebo que o sentimento de frustração com a ducação é comum no grupo.Nem poderia ser diferente.O desinteresse dos educandos, falta de apoio e estrutura familiar,uma política educacional que deixa muito a desejar com índices vergonhosos no aproveitamento escolar, e é claro, o professor sempre é responsabilizado por essas falhas.Tudo isso seria motivo para desanimar.Mas não podemos! Esse curso vem nos dar esse suporte que precisamos, possibilitando entender o funcionamento do nosso cérebro e o comportamento de nossos alunos, que precisam de estímulo e sentir prazer para que haja aprendizagem,pois como vimos, não existe o limitado ou defasados, porque há diferentes maneiras de ensinar e aprender.Mesmo na pluralidade da sala de aula, cada aluno é um ser único, e é dessa forma de devemos atingí-lo, através do prazer, do afeto, condições favorávies, com esforço e memorização, conseguiremos resultados satisfatórios.
ExcluirObrigada Carmen e concordo com você! Não devemos desanimar nunca, este curso, assim como muitos outros são favoráveis a nossa profissão com certeza, que apesar do descontentamento quanto ao que desejamos, me sinto orgulhosa da profissão e de ter a oportunidade de conhecer pessoas que lutam pelo mesmo objetivo! Adoro a profissão, revoltante a realidade atual dos alunos, porém também favorável a um desafio ainda maior de nós profissionais! Nosso trabalho é de formiguinha e temos conquistado muitos resultados bons e projeto de professores muito bons!! Acredito que a compreensão, o afeto, o prazer pela profissão e nosso esforço e poder fazer melhor com certeza trará e está trazendo resultados excelentes! Beijos
ExcluirUm dia alguém não desanimou conosco não é mesmo Carmem e Melissa... Concordo plenamente com vocês!
ExcluirExatamente Edmarcos, Melissa e Carmem. Tudo o que vemos e vivemos em sala de aula é complicado, muitas vezes assustador, temos muitos alunos desmotivados, mas nós, professores, permitimos que isso aconteça, nós também nos acomodamos com a situação de que eles não querem aprender. É nossa responsabilidade, no mínimo, tentar, tentar e tentar novamente. Temos que acreditar que escolhemos a profissão correta e que ha um jeito. Pode ser que não consigamos, mas não podemos falar e agir como se não houvesse solução. A educação ESCOLAR deles depende de nós professores.
ExcluirAo ler as postagens sinto também o quanto angustiados nós estamos em nossa função!
ResponderExcluirNo lugar de livros, usufruimos da televisão, que desperta superficial interesse e motivação, que não nos levam a aprendizagem mas talvez a informações deturpadas de mundo! Uma cultura da deseducação e dos maus costumes! Necessitamos nossos cérebros humanos de armazenar dados através da nossa memória, estabelecer relações entre estes dados e nossas necessidades humanas para que construamos um aprendizado, porém fazendo bom uso do mesmo! Hoje as pessoas aprendem coisas que as prejudicam, não possuem perspectiva de uma vida social de qualidade e melhor, são acomodadas com a realidade e maus costumes! As políticas públicas e as leis são usadas em benefício da má educação. Copiamos de modelos educativos que pouco influenciam nos costumes e cultura do nosso país e incompetência das pessoas que assumem a ministério educacional brasileiro!
Vejo como exemplo, o Japão, que possuem salas de 30 a 40 alunos, sem isolamento acústico de uma sala para outra e os alunos conseguem permanecer em silêncio e aprendem. O que acontece? Será disciplina, cultura, hábito, método de ensino? Ou apenas interesse do aluno e valorização do profissional dentro da cultura japonesa? Neurônios diferenciados? Sempre escutei o preconceito de que os japoneses são mais inteligentes, engano, talvez são mais disciplinados e bem educados!
Trabalho com muitos alunos que possuem comprometimento cognitivo de ordem biológica, que os impedem de aprender na mesma velocidade que outras crianças que tem a mesma idade deles, porém sabemos hoje por pesquisas e estudos, que são capazes de aprender bem e melhor, pelos estímulos que possuem e pela forma que os familiares os tratam, oferecendo as melhores oportunidades de ensino para que aprendam e possam ser protagonistas de sua prórpia história, pela plasticidade e estímulação cerebral! Vejo também alunos que possuem capacidade de aprender, mas não conseguem e acabam acreditando que são incapazes e que possuem uma deficiência onde não a tem. Acredito que o Brasil criou uma cultura de metodologias de ensino que nada irão resolver a aprendizagem e a educação do país, pois necessitam de um aprendizado que está anos luz de países como a Suécia e Japão, de uma cultura menos hipócrita, que valorize os profissionais da educação e sua formação, que precisa ser avaliada periodicamente sim, pois infelizmente nos deparamos com profissionais duvidáveis! Muitas pessoas dizem, a metodologia destes países não funciona aqui, mas porque não, se todos nós possuímos as mesmas redes neurais? Infelizmente porque nossa cultura é a da má educação mesmo! Precisa ser reformulada, a escola e a família possuem papel primordial neste processo! Temos que todos os âmbitos da sociedade, tanto, a escola como a família, conselho tutelar e leis públicas falarem a mesma língua quando nos referimos a educação!
Arrasou, Melissa! O povo brasileiro precisa ser re-educado para relembrar o que é boa educação e disciplina. Hoje vejo os verdadeiros educadores brasileiros como se estivessem nadando contra a maré, pois somos minoria diante de tantos alunos. Mas o importante é não se deizar acomodar, temos que fazer como o beija-flor que trabalha exaustivamente carregando água para apagar o incêndio na flaresta: temos que fazer a nossa parte, independentemente do que o nosso "vizinho" está fazendo. Acho que isso nos conforta, nem que seja um pouquinho...
ExcluirOlá, Melissa! Creio que a cultura de um povo que vê a educação como um dos fatores primordiais para a formação de futuros cidadãos,influência sim a valorização do aprendizado, mas infelizmente , no Brasil , a Educação não é levada a sério, falta reação dos que a ela pertencem onde existe muita ação dos que a ela não deveriam pertencer.
ExcluirAcredito que a educação seja a base para qualquer sociedade! Mas enquanto for conveniente para o governo não investir (de verdade!!) na base da educação para ter resultados há longo prazo (não apenas para ganhar eleições) e fazer uma verdadeira reforma na educação brasileira nós continuaremos a amargar os últimos lugares nos exames internacionais e a formar analfabetos funcionais.
ExcluirObrigada Patrícia! É extremamente necessário colocar a EDUCAÇÃO como PRIORIDADE neste país! Começamos a dar alguns primeiros passos e a gatinhar no que diz respeito a inclusão, que ainda é recente aqui dentro da história educacional no mundo! Infelizmente são necessárias LEIS! Quanto mais LEIS são necessárias em um país, mais "ignorante" ele é! Aqui a ordem funciona com a leis, porque o mínimo de educação infelizmente não temos e a lógica as pessoas não possuem para os fatos! As pessoas só conseguem adquirir um parâmetro quando vivem em outro país e o choque é grande! Por isso, que a educação me inspira, me perturba e me causa indignação ainda! Podíamos dar início com as mudanças das LEIS neste país, elas precisam ser mais severas com políticos que ganham fortunas sem fazer absolutamente NADA EFETIVO e passar a repassar esse dinheiro para a EDUCAÇÃO!!
ExcluirBom dia! Acredito que só conseguiremos resgatar o que idealizou-se um dia como sendo um processo educativo de melhor qualidade, a partir do momento em que a educação começar a ter real significado para o aluno, de forma que venha a ser um diferencial em sua vida. Todavia, é importante ressaltar que só alcançaremos essa re-significação da educação a partir do momento em que a família engajar-se no processo de ensino e de aprendizagem de seus filhos.
ResponderExcluirCada um tem que assumir seu papel: a família, o professor, o diretor de escola, o coordenador. Atualmente vemos muito desvio de funções tanto dentro da escola, como fora. As pessoas perderam o referencial do que lhes cabe dentro da sociedade e dentro da escola também.
ExcluirAcredito na aprendizagem como um processo, a memorização passa a ser uma finalização parcial,para que aconteça a introspecção do aprendido, mas como isso não mais se vigencia, chega-se no ano seguinte com os alunos afirmando que não viram conteúdos, que na verdade, foram trabalhados por meses no ano anterior.
ExcluirOlá Elaine! Olá a todos! Pouca gente, hoje, entende como se processa a aprendizagem no cérebro humano e a maioria das intervenções realizadas no âmbito escolar tem caráter ideológico ou é baseada em teorias que já se mostraram ineficazes. Carinho, dedicação, afetos.Tudo isso é bom e imprescindível, mas é com o conteúdo que obtemos o material necessário para pensar,planejar e construir condições para que saiamos da pobreza material e espiritual. E, sem dúvida, há um desprezo enorme pelos conteúdos nos recintos escolares a tal ponto de se atribuir boas avaliações em disciplinas, nas quais o aprendiz não aprendeu absolutamente nada. O que importa hoje é a aparência, a imagem, os relatórios, os debates vazios em torno da educação. Enquanto isso, o Brasil continua sendo a calda da educação mundial, colocando-se sempre em último ou penúltimo lugar nas avaliações internacionais,expondo a realidade de um analfabetismo funcional em crianças e adolescentes em séries finais. Como quase 50% dos estudantes podem chegar ao final do nono ano sem saber realizar as quatro operações ou serem incapazes de entender e interpretar parágrafos simples?? A condução da educação nos últimos anos foi mal feita. Fizeram com que se acreditasse que com o tempo, mediante a natural maturação do indivíduo, este pudesse suplantar as suas dificuldades cognitivas.Não se exigiu do aluno e nem de sua respectiva sala de aula a disciplina, atenção e esforço necessário para que palavras e pensamentos fecundassem no solo da memória para que de suas associações brotasse o conhecimento.
ExcluirEstou plenamente de acordo, Alberto. Ao invés de nos entristecermos com um 22º lugar nas Olimpíadas, deveríamos nos envergonhar com a nossa classificação no que diz respeito à educação.Enquanto prevalecer essa superficialidade, inversão de valores e descaso por parte do governo, fica difícil de termos condições favoráveis ao aprendizado.
ExcluirCarmem, Para um país que está em último lugar no PISA, ser 22º nas Olimpíadas está excelente!!!!!
ExcluirRaquel, o modo que o mundo está se guiando será que a educação, que hoje em dia apenas é entendida como A ESCOLA, é um diferencial para a vida toda??? para nós foi, Para mim pelo menos é, eu só tinha dentro da educação a maneira de mudar a minha vida, de buscar algo melhor que meus pais tinham. Para as crianças de hoje talvez a escola não representa esse diferencial, quem nasce pobre não vê muitas mudanças principalmente economicas que a escola proporcione, para o rico também não, pois irá herdar o que papai construi, idenpendente da escola ou da educação que recebeu, resumindo o que quero dizer: os valores que estão sendo passados estão errados, repito o que já postei: porque não o conhecimento simplesmente pelo conhecimento? o gosto por aprender? raciocinar? ser diferencial nesse sentido...ser o melhor na sua profissão seja ela qual for, uma profissão de rico ou pobre...
O que memorizar... O que aprender... Deve ser direcionado por nós professores, em minha opinião. Por exemplo, na área de matemática é necessário decorar a tabuada, pois esse conhecimento auxiliará na conquista de muitos outros. Não precisaria, por exemplo, decorar fórmulas, mas memorizar o desenvolvimento das fórmulas nas suas passagens e detalhes que fariam o aluno entender e compreender seu formato. Sem contar que num exaustivo trabalho de exercícios de matemática com caminhos diversos em que o aluno memorizaria facilmente as principais passagens e lógicas de diversos conteúdos. Deixar de decorar quantas faces e arestas têm os diversos sólidos, porém, colocar as mãos na massa e descobrir por si mesmo em trabalhos de colagens ou observação desses sólidos. Trabalhos como estímulo da memória devem existir seguindo critérios modernos mesmo porque nossos alunos estão convivendo na era do “botão”. Hoje não é necessário programar, mas o computador faz tudo (ou quase tudo) para nós. Não estamos na era da “caneta bic” para enviar cartas, mas um simples e-mail com palavras abreviadas chega mais rápido ao receptor. Nesse contexto nossos alunos têm mesmo que acompanhar essas práticas. Não há mais como mudar essa “conquista” social na nossa realidade e nem se quer mudar. Mas a conscientização atuante em todos nossos investimentos na educação pode ser um caminho para o não “abandonar o cérebro” com rotinas e movimentos repetitivos que eliminariam o pensar e o raciocínio auxiliado pela memorização. O desinteresse do aluno vem da desmotivação social x mída, fragilidades do professor e displicência governamental. A displicência governamental se fortalece por intenções que não entendemos, mas que se percebe o interesse de um povo cada vez menos pensante. Junto a isso vem à fragilidade do professor perante a “máquina” da administração educacional em nosso país. A fragilidade do professor “boxeada” pela mídia que faz oposição radical ao nosso trabalho. A sociedade colonizada pela mídia culminando no desinteresse do aluno haja vista que “não é necessário estudar para obter certas regalias num mundo capitalista”, pelo menos ilusoriamente. Resta-nos preocupar com memorizações, estímulos, aprendizagem, cultura, porque somos conhecedores dessa necessidade. Sabemos que sem conhecer não existe o caráter, a personalidade e outros valores concernentes ao que a escola em si pode oferecer. E está provada que para muitas áreas afins, de conhecimento, é necessário uma bagagem anterior e, portanto memorização direcionada para que quase involutariamente o ser aluno sobressaia de modo coerente e transparente. Percebo jovens sendo “o outro” e não sendo ele mesmo. Com isso o seu desenvolvimento racional se dá a personalidades múltiplas que conhecemos bem. E sabemos que não precisava ser assim.
ResponderExcluirOi, Edmarcos! Concordo com você de que o desinteresse do aluno vem da desmotivação social e da crescente displicência governamental as quais estão mais interessadas em que educandos sejam vistos como meros expectadores de índices estatísticos e não como seres pensantes e participantes da formação da sociedade.
ExcluirOlá Edmarcos! Concordo com você.A suas colocações são parecidas com o que já postei.O decorar às vezes, se faz necessário,mas é muito importante que haja um significado para o que está sendo assimilado.
ExcluirVerdade Shirlene e Carmen... Atualmente temos algumas dificuldades para lidar com situações novas, talvez devido ao nosso pouco tempo de pesquisa e preparação. Tenho certeza que esse curso nos ajudará um pouco na nossa jornada
ExcluirCertamente, a ausência de esforço, disciplina e a falta de treino, por parte do aprendiz ao que se é ministrado em sala de aula são fatores que3 influenciam o baixo rendimento escolar o qual é tido, atualmente, apenas como mero mecanismo para pontuações dos sistemas de avaliações impostos pela política “estatilística “ dos governos. O esforço, a repetição,... essenciais para que haja a memorização e a aprendizagem na fazem o perfil dos nossos alunos que hoje têm na mídia as facilidades para obter informações sobre determinados assuntos, mas não a memorização, ficando desta maneira aquém de um crescimento intelectual o qual possa ser usado para o seu desenvolvimento como protagonista de uma sociedade ativa e operante, que valoriza os conhecimentos para o crescimento, tanto individual quanto coletivo.
ResponderExcluirComo foi colocado no texto, concordo que os alunos precisam ser esforçados, atentos, e disciplinados no desenvolvimento dos seus estudos. Contudo, precisamos enfatizar que sem uma família que oriente essas crianças e adolescentes, que valorize o papel dos ensinamentos escolares, é muito difícil despertar a vontade de aprender nessa etapa da vida. Muitos que estão nessa discussão viveram uma escola e uma sociedade diferente, e de alguma maneira receberam o incentivo para se empenhar nos estudos. Sendo assim, enfatizo que o papel primordial nesse processo de memorização e escolaridade está na equação família e profissionais da educação.
ResponderExcluirEnfatizo que muitos desvalorizam a memorização, pois tudo está no Google. O que prevalece para certos profissionais da educação é o interpretar. Só que esses mesmos profissionais trabalham em universidades, que recebem alunos, através de um vestibular que não pode usar o Google. O que vale é a memória e suas relações com o conhecimento exigido.
ResponderExcluirElaine Ferraz
ExcluirBom dia, meus seletos e queridos professores. Concordo com a proposta da educação a 06 mãos, 02 da escola, 02 do aluno e 02 da família. Conversávamos ontem sobre a desestruturação da família, e como isto tem afetado as novas gerações, incluindo a postura dos nossos alunos, sua noção de respeito e responsabilidade. Encontram-se regidos pelos direitos sem se importar com os deveres. Isto reflete diretamente na escola, onde a responsabilidade e motivação são a fundação do processo de aprendizagem. Há o agravante da impunidade, do “não vai dar nada, se der vai ser bem pouquinho...” .Outro dia li que como o tempo de vida tem aumentado, as outras fazes de amadurecimento também têm se estendido, por isso a demora desses alunos em amadurecer...seria um novo processo de envelhecimento. Todos esses fatores acredito que interferem na nossa realidade escolar.
Elaine Ferraz
ExcluirGostaria de publicar minha opinião sobre as novas tecnologias, não sou contra elas, é que passamos por um processo de transição. Como digo, sou da época do papel, da máquina de escrever Olivete (odiosa se comparada com os recursos do computador), das bibliotecas e enciclopédias, quando guardar na pasta o documento era pegar as folhas do documento e guardar numa pasta de elástico , kkkkk.. Nada vinha pronto, tínhamos que ler, resumir, copiar, elaborar...o problema dos adolescentes hoje não é usar a tecnologia, mas é o não saber usá-la para seu progresso intelectual, o que encanta a maioria deles é a praticidade e rapidez, a facilidade do processo. E ainda existe um outro agravante, completando a idéia da Patrícia, há a dificuldade do uso da tecnologia do século XXI com alunos do século XX, e ainda mais difícil, por uma grande maioria de professores deste século XX. Mas acredito que tudo é um processo...muita coisa terá progredido até os tiranossauros rex da educação terem aposentado, kkkkkk.
Boa noite.O que Elaine Diz a respeito de alunos não serem punidos por acreditarem que mesmo se "moiô", "não vai da nada", e se "dá" é mixaria, vai exatamente de encontro com o que penso e, infelizmente tive, ainda hoje, que tratar um tipo de situação de desrespeito e descrença em sala de aula. Onde dois alunos começaram a se esmurrar e, por imaginarem, ou terem a certeza de que o professor não pode fazer muita coisa a respeito, não pararam de brigar, e eu ainda tive que receber um chute de um deles ao tentar separa-los. É a situação de estarmos sozinhos nas mãos desses alunos, que são protegidos pelas leis que regem a educação (ou falta dela), e, como disse Elaine, não os obrigam a nada. Eles não têm deveres. Como educarmos então, se eles não precisam estar comprometidos, e tampouco ter responsabilidade!! E sim, também acredito, como coloca Elaine, que esse retardo no amadurecimento interfere, e muito, na realidade do trabalho escolar.
ExcluirSabe, José Rubens, esse discurso já vem muito antes do Google..., na verdade o que esses profissionais criticam são outras coisas... posso te dar um exemplo: Tabuada. Antigamente os professores faziam com que os alunos simplesmente decorassem a tabuada, nem sequer podiam contar nos dedos das mãos para chegar no resultado... tenho uma confissão a fazer... até antes de começar a dar aula eu não sabia decor a tabuada. A crítica é a seguinte: os professores não ensinavam que a multiplicação é uma soma de parcelas iguais, onde 5 vezes o 3 é 3 + 3 + 3 + 3 + 3... ou não ensinavam algumas propriedades da multiplicação, por exemplo, multiplicar por 4 é o mesmo que multiplicar por 2 e depois por 2 novamente, e multiplicar por 2, é muito simples fazer de cabeça, bastar somar o nº com ele próprio... etc.... aí as crianças não estabeleciam as relações e se a tabuada se torna chata, muito extensa para decorar, etc, etc, etc.... aí os professores entendem que essa crítica é para aboliar "o decorar a tabuada", não é para abolir... é simplesmente acrecentar os conceitos da tabuada, fazer sentido para o aluno, quando ele se deparar com uma tabuada que ele não se lembre decor, conhecendo as propriedades da multiplicação ele chega rapidinho no resultado, até mesmo contando nos dedos, afinal qual é o problema de contar com os dedos??? afinal nosso sistema de numeração é decimal por que o ser humano possui 10 dedos nas mãos... é óbvio que se o aluno souber decor a tabuada ele agilizará o processo de resolução da operação, do problema, enfim da atividade proposta, mas isso vem com o tempo, com o treino, não na primeira semana...
ExcluirJosé Rubens,concordo com você em gênero número e grau: a memorização é fundamental no ensino da matemática, sem ela será impossível efetuar qualquer cálculo - a famosa tabuada é base para o ensino fundamental I e II, e o erro de não exigir a memorização torna nossos alunos lentos de raciocínio e limitados, como você enfatizou, como se faz para entrar nas universidades, sem o vestibular - por cotas????????????????????? E mesmo assim como sobreviver dentro de uma universidade ????????????????????????????????????????????????????
ExcluirAcho que você não entendeu o que eu escrevi Jobert.... Tanto sobrevivi a uma universidade,de qualidade razoável, tanto que entrei em todos os concursos que prestei, hoje sou mestranda na Unicamp e me considero uma boa profissinal e exijo sim que os alunos saibam a tabuada....
ExcluirJosé Rubens, achei um artigo hoje em uma revista: Coleção Mente cérebro: como o cérebro interpreta o mundo, o artigo se chama: a ciência do aprendizado, escrita por dois professores que estão estudando o aprendizado à base da neurociência cujos nomes são Gerhard Friedrich (doutor em pedagogia) e Gerhard Preiss (professor de Matemática), alemães. E essa parte do artigo traduz o que eu quis te dizer sobre " o decorar" e ainda completa com informações de funcionamento de nosso cérebro: "Aprender é um processo que se auto alimenta: quanto mais um aluno souber de matemática ou inglês, tanto mais rapidamente avançará nessas matérias, Mas no cotidiano escolar se depara com dizeres:" Se ele não compreender cálculo agora, não vai atingir o objetivo do curso." Em vez da escola se valer das capacidades de cada um e expandí-las, os alunos são predominantemente atormentados com suas deficiências individuais. A situação ainda é pior. Muitos professores ensinam suas matérias sempre da mesma maneira. Aos alunos, resta, como último recurso, decorar os conteúdos ensinados, em vez de aprendê-los. Do ponto de vista neurobiológico, faz pouco sentido. Se o aluno não compreendeu algo bem, decorar irá fortalecer precisamente as conexões estabelecidas de forma equivocada, pois ele seguirá ativando-as. dessa forma o erro se imprimirá cada vez mais fundo no cérebro. para tanto há apenas uma saída: a TOTAL modificação da metodologia empregada na explicação. Aprender de novo é muito mais fácil que obrigar uma rede neuronal consolidada a reaprender.Se fracassar seguidas vezes num mesmo problema é frustante, o sucesso no aprendizado, por sua vez, transmite satisfação ao aluno. O próprio cérebro cuida disso, quando o cérebro desempenha corretamente uma tarefa, resulta num aumento da dopamina, que provoca um sentimento de felicidade. E tudo que dá alegria aprender, a memória auxilia." Se quiser te empresto a revista depois. Bjksss
ExcluirOlá pessoal. Gostaria, nesse momento, de enfatizar a relação existente entre o biológico e o social na construção do conhecimento.
ResponderExcluirO nosso cérebro é formado através das informações genéticas advindas de nossos pais. Sendo um sistema aberto, é afetado pelo ambiente intrauterino (estímulos, nutrientes, hormônios, substância estressoras) e, após o nascimento, a nossa própria identidade começa a ser construída.
O papel dos genes na formação do sistema nervoso é de suma importância, mas não definitivo quando se trata do desenvolvimento mental; fatores ambientais, educativos e socioculturais interagem constantemente na formação das estruturas físicas do cérebro e consequentemente do nosso psiquismo.
O ser humano evidencia precocemente uma capacidade para aprender e memorizar estímulos. Já no primeiro trimestre de vida intrauterina somos capazes de escutar, nos mover, sentir cheiros e gostos. "Como um escultor que talha a pedra, dando forma a sua escultura, processos de aprendizado modelam o cérebro dotado de sinapses em excesso. Eles dissolvem conexões pouco utilizadas ou fortalecem as ativas e de uso frequente."
O meio, a cultura e as relações sociais exercem grande influência no funcionamento e na modelagem cerebral, fato que impede que a atividade mental seja reduzida a mecanismos puramente biológicos.
Boa tarde a todos. Continuo aqui a minha reflexão sobre o biológico e o social na construção do conhecimento.
ResponderExcluirSomos herdeiros de histórias familiares e vivências sociais que nos antecedem e nos marcam psiquicamente. Valores éticos e morais foram passados de geração em geração e configuram para cada um de nós a marca da nossa singularidade que se expressa em nosso comportamento, pensamentos e emoções.
As atividades educacionais e o patrimônio cultural de um grupo estão profundamente interligados. A própria noção de educação, tal como a entendemos, pressupõe a definição de quais são os saberes, socialmente relevantes, que formam o patrimônio privilegiado a ser transmitido.
O mundo cultural, com suas práticas, é uma construção histórica que emerge das necessidades e desejos de grupos e comunidades, integrando os indivíduos entre si ao ambiente em que vivem e regulando o comportamento de seus indivíduos. Este mundo se modifica quando parte daqueles que os compõe tem seus desejos e necessidades modificadas. Estas não sendo atendidas, move as pessoas em direção a outras formas de satisfazê-las. São necessidades reais, materiais ou psicológicas, que são as causas dessas mudanças. Essas novas necessidades e desejos podem ser frutos de um novo estágio de conhecimento, advindos de situações concretas da vida em comunidade (do trabalho ou de situações em que nos encontramos) e sobre tais necessidades a educação será direcionada, agora, para a disseminação de novos valores sob uma nova perspectiva.
Ora, essas novas mudanças apreendidas, interiorizadas e agora disseminadas mediante práticas educacionais produz mudanças físicas significativas no cérebro humano porque altera os circuitos neurais que formam a base neurofisiológica do comportamento humano. A quantidade, funcionalidade e eficiência das conexões depende, em parte da genética, das experiências vividas, do ambiente e dos aspectos sociais e culturais do momento histórico no qual nos situamos. A memória, base do conhecimento e de tudo o que somos e fazemos, acumula em seus circuitos materiais o resultado das nossas relações sociais e dos elementos de nossa cultura. O biológico e o sóciocultural se unem na formação da consciência e da própria realidade. A genética, o cérebro humano e a sua química, predispõe as pessoas, desde o nascimento, à vida social e construção cultural.
"Aprender envolve o raciocínio, ao comparar e relacionar informações que temos na memória. Portanto, aprender e lembrar são habilidades complementares e essenciais para o desenvolvimento de um processo de aquisição de novos conhecimentos" Essa parte do texto acho essencial, sempre repito isso para as pessoas, pais, colegas, familiares, enfim.. sem raciocínio não há aprendizagem, e o raciocínio envlve muitas habilidades, entre elas, compara, relacionar, completar as informações que já temos armazenadas em nossa memória, se não temos uma memória como iremos fazer essas relações? e a memória requer de nós, seres humanos, um determinado esforço, óbvio que para cada um é diferente, cada pessoa se interessa mais para um assunto ou outro, o que faz com que esse esforço se torne maior ou menor. Todos, pais, professores, familiares, enfim todas as pessoas ao redor de uma criança deve incentivar a criança ser curiosa, a obter informações independente se ela vai usar aquilo ou não, esse é um grande erro das pessoas, vou usar para que isso? ou então: nunca aprendi matemática mesmo... então tudo bem se meu filho não souber também...., esses são claros exemplos que vivemos no cotidiano, seja lá em qual cidade for, qual escola for, de que a pesquisadora Tânia Zagury (2006) cita em seu livro O professor refém. Essa conscientização, acredito ser o primeiro passo
ResponderExcluirNos dias em que vivemos nos deparamos com uma clientela escolar, principalmente nas escolas públicas, onde não nenhum objetivo de fazer da escola um meio de melhorar as condições de vida, foi o tempo em que isso era uma realidade, eu vivi isso, meus pais sempre me instigaram a fazer da educação um meio para ascender na sociedade galgando uma melhor situação econômica. Muitas são as causas que geram essa situação: a degradação da família é sem dúvida um fator preponderante, contudo a promoção continuada gerou nos alunos a certeza que não precisa se esforçar para ser promovido e junto com essa postura o fato de não ver na escola uma possibilidade de buscar uma melhor qualificação profissional faz com que vivamos um calamidade pedagógica na "tentativa" de ensinar os conteúdo mínimos para prosseguir na vida acadêmica até a universidade.
ResponderExcluirEduardo, bom dia!
ResponderExcluirO professor Sérgio viveu essa situação a alguns anos atrás, ele foi desmanchar uma briga e um dos alunos tentou processa-lo por agressão - no fina o processo foi retirado pelos pais, por falta de evidências, mais foi uma experiência que deixou a seguinte lição: " DEIXE OS ALUNOS SE ESMURRAREM E CHAMEM A GUARDA MUNICIPAL ".
Obrigado Jobert. Tarde, porém em tempo. (de responder) Grato pelo conselho e, tenha certeza, já mas farei isso novamente. Não quero passar pela experiência de ser agredido por alunos, não poder fazer nada e ainda ter o desprazer de me defender devido a esse mesmo ser abrir um processo contra mim por agressão. Não mesmo. É certo que devemos ficar no nosso canto e chamar a guarda.
ExcluirBoa Noite Colegas!!! Muito bem colocado Mirian, Myrtes, Elaine, Carmen, Eduardo, Raquel, Edmarcos, Jobert, Melissa... A memória é muito importante dentro do processo de aprendizagem. O raciocínio também. E deve ter uma forte ligação entre as duas capacidades. Pois é muito comum encontramos alunos “inteligentes” com grande capacidade de memória ( como nosso querido Sheldon Cooper da série The Big Bang Theory) e o contrário, parece-me bem mais raro; aqueles com muita dificuldade, e ao mesmo tempo uma excelente memória. Talvez essas duas capacidades, raciocínio e memoria, irmãs siamesas, condenadas a viver separadas pela produção intelectual construtivista, novamente juntas, pela luz do curso do professor Alberto.
ResponderExcluirDurante minha vida escolar, fui ensinada não somente a memorizar, mas também a compreender, interpretar e relacionar fatos, dados e conceitos. Esse meu aprendizado me consumiu muito esforço intelectual, e também se transformou em memórias duradouras (algumas bastante, outras nem tanto). E ainda eu construí, durante esses anos, um modo de pensar que eu chamo de “pensar como cientista”, ou seja, mesmo que eu nunca tenha lido ou ouvido diretamente determinada informação (geralmente alguma curiosidade de algum aluno), eu consigo chegar a uma resposta satisfatória com certo grau de segurança só de relacionar conceitos aparentemente desconectados.
ResponderExcluirNo ensino da minha disciplina, eu tento construir este pensamento em meus alunos, enfatizando a eles que é necessário, sim, saber os nomes complicados que eles detestam decorar, mas que é mais importante entender o significado deste nome, sua importância e os processos em que está envolvido. Daí eu sempre me deparo com duas grandes dificuldades: A primeira: O aluno não quer se esforçar, não quer pensar, quer tudo pronto e rápido. A segunda: A falta de pré-requisitos mínimos para a construção do novo conhecimento, que ocorre muitas vezes quando o aluno não é trabalhado adequadamente em anos anteriores e/ou é aprovado pelo conselho.
Sua observação é muito pertinente Miriam. A escola não se resume em apenas memorizar. O memorizar é uma consequência. Entender o porque das matérias é fundamental.
ResponderExcluirSem sombra de dúvida ou saudosismo, a geração de trinta anos atras, em sua grande maioria, por mais que se diga que era somente os "favorecidos" que estavam na escola, tinha muito mais esforço para se estudar, do que parte significativa da geração de hoje. E estudava mesmo, parando horas e horas para "decorar", "explicar para as galinhas, bancos, cadeiras, responder perguntas de alunos invisíveis antes de entrar em sala de aula e expor um seminário ou "apresentar um trabalho" para a turma e professores". Que maravilha!
ResponderExcluir"Quem passou pela vida em brancas nuvens e em plácido silêncio adormeceu. Quem não sentiu o fio da "miséria", simplismente passou pela vida, não viveu, foi expectro de homem, não foi homem, e morreu..."(autor desconhecido). Se somos o que recordamos, daí toda o nosso agir e pensar de hoje, tem íntima relação com o arcabouço de aprendizagem que adquirimos lá no passado. Muitas vezes, a míséria de hoje, na vida de muitas pessoas, inclusive com alto poder aquisitivo, é ausência de memorização voltada para o consciente coletivo dando mais ênfaze fato de "pensa em mim que penso em mim também", do que "posso ajudar"?
ResponderExcluirÉ mais do que evidente que memorizar não é decorar. Mas hoje, fomos de um extremo a outro na sala de aula, e a maioria dos alunos nem memoriza, nem decora. Simplismente, com a progressão continuada ou "promoção automática" como é o jargão da rede estadual de educação, parte significativa dos alunos, usa "copiar", sem ao menos dar o trabalho de ler ou refletir sobre o que lê.
ResponderExcluirO educador em muitas situações ficou refêm de um modelo de ensino extremamente consumista, do qual é pior em várias Secretarias de Ensino, onde metodologias, processos de ensino aprendizagem e até, Currículos, atendem a políticas neoliberais, e não à aprendizagem verdadeiramente voltada para o bem comum. Então, se uma massa consegue na memória, trazer a tona valores, relacionar principios, comparar, e muitas outras habilidades, com certeza ela vai criar trabalho para o modelo posto. Daí, afirmo que quanto mais descartável for o ensino e a aprendizagem não existir, melhor será para uma minoria manter o controle. Quem já foi em um engeho de cana artesanal puxado por mulas ou burros, muito comum no interior, pode se ver os tampões nos lados externo dos olhos dos animais, que é justamente para não reagir contra os "senhores do engenho".
ResponderExcluirMuitos docentes de hoje são verdadeiros herois dentro da sala de aula. São remanescentes que dão valor à aprendizagem, ao ensino, à pesquisa, trabalho de campo, etc, por mais que aparecem inúmeros "Projetos para inglês ver", com fins puramente eleitoreiros. Esse remadores da contra-maré, muitas vezes são agredidos verbalmente e até fisicamente, quando não tem seus bens lapidados ou danificados nos estacionamentos e salas escolares da vida. Muitos choram lagrimas nos corredores e banheiros do saber, sem ao menos os colegas derem conta, pois creem que o seu juramento lá na entrega do diploma na universidade, tem um significado enorme. Isso é ética e respeito com o saber. Isso é pátria, integridade moral, profissional... apesar de muitos não quererem propositalmente que os discentes aprendem.
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