Texto 3
Postado pelo coordenador do curso: Alberto Alves Maia
O bullying é uma prática que cresce a cada dia, de forma silenciosa e assustadora, merecendo a atenção da sociedade em geral e ações concretas de prevenção capazes de inibir a sua disseminação.
Se é verdade que o autor do bullying, uma vez identificado, não pode nem deve ficar impune, porque a legislação (Lei 8.060/1990 - ECA) determina que os que praticam atos dessa natureza responderão a procedimentos, ficando sujeitos a cumprir medida sócioeducativa proporcional ao ato praticado, enquanto adolescentes, menores de 18 anos de idade, é verdade também que deve haver um trabalho de sensibilização junto aos pais e familiares no sentido de orientá-los quanto ao tema, para que entendam que não se trata de brincadeira e que o assunto é realmente sério e traz conseqüências, deixando marcas profundas.
Felizmente os episódios que terminam em homicídio ou suicídio são raros, mas não são poucas as vítimas do bullying que por medo ou vergonha sofrem em silêncio durante anos, e quando resolvem reagir, as consequências são desastrosas. Daí a importância do trabalho preventivo e do enfrentamento direto do problema. Mas isso só será possível se houver o envolvimento de todos os atores sociais.
Temos plena convicção de que o enfrentamento à prática do bullying é fundamental para garantir que crianças e adolescentes sejam respeitados, através da construção de um novo entendimento da situação. O grande desafio é trazer o bullying para a atenção do grande público, convocando a todos para o trabalho de incentivo a uma cultura de paz e de respeito às diferenças, numa luta permanente pela garantia de direitos humanos, contrapondo-se à práticas de violação da dignidade humana.
(Soraya S. Nóbrega Escorel - Promotora de Justiça Infância e Juventude - João Pessoa/PB)
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Se é verdade que o autor do bullying, uma vez identificado, não pode nem deve ficar impune, porque a legislação (Lei 8.060/1990 - ECA) determina que os que praticam atos dessa natureza responderão a procedimentos, ficando sujeitos a cumprir medida sócioeducativa proporcional ao ato praticado - INFELIZMENTE VEMOS QUE NEM O (MEL)ECA NEM O CONSELHO TUTELAR FAZEM NADA PARA COIBIR O BULLYNG, PELO CONTRÁRIO ELES DÃO ARGUMENTO AOS MENORES PARA ENFRENTAR OS RESPONSÁVEIS, PROFESSORES E GESTORES, ENSINANDO INCLUSIVE QUAL O CÓDIGO PENAL QUE PODEM NOS DENUNCIAR - COMO CONSEGUIREMOS FAZER ALGO PARA REVERTER ESSA SITUAÇÃO?
ResponderExcluirQuando a sociedade for, verdadeiramente, parceira das instituições de ensino e exigir do conselho tutelar uma postura que venha exigir dos educandos uma postura responsável, tanto no trato com o próximo (quer aluno, professor, pais, etc.) quanto com suas responsabilidades acadêmicas e sociais, aí começaremos a reverter essa situação de bullyng.
ResponderExcluirEu mensiono o conselho tutelar, pois hoje os conselheiros para não ter "dor de cabeça", preferem jogar os alunos contra a escola (porfessores, funcionários e gestores) ao invés de impor aos educandos uma severidade na conduta, respeito, educação e consideração com sua vida acadêmica.
Acho que a solução seria uma divulgação em massa e pesada contra o bulliyng de todas as instituições, bem como a punição devida.
ResponderExcluirNo nosso país a impunidade está muito grande e as leis facilitam e até beneficiam o que é errado.
Divulgação, conscientização e leis devem ser prioridades no combate ao bulliyng.
Além disso, Myrtes, acredito que o código penal deveria imputar aos menor de idade penas como acontece no EUA ou na Inglaterra, mas ao contrário, sem a possibilidade de punir as crianças passam a ser uma ferramenta para os traficantes e bandidos que na ilusão de dinheiro fácil e rápido iludem os nossos menores para a delinquência.
ExcluirConcordo plenamente com vocês, a impunidade ao menor facilita e muitas vezes até beneficia a criminalidade. Na escola somos testemunhas de muitos alunos de mau caráter que se escondem nesta impunidade e chegam até a nos ameaçar com leis que os defendem.
ExcluirVivemos no país da impunidade, que está enraizada em todos os níveis, desde a infância! Muitos pais veem os filhos fazendo coisas erradas e passam a mão na cabeça, fazem "combinados" com os filhos... Pelo mínimo esforço, não impõem sua autoridade! Daí essa criança e esse adolescente crescem sem limites, atropelando os outros, e saindo impunes têm a impressão de que a vida é fácil e que não é necessário nenhum esforço para se conseguir o que quer!
ExcluirAcredito que a midia poderia ser parceira, chamando a atenção da sociedade para o tema bullying. O jornal nacional poderia a cada noite durante uma semana por exemplo, mostrar com testemunhos o fenõmeno do bullying e suas consequencias em nossa sociedade, trazendo especialistas para comentar o assunto, e não apenas programas específicos que passam em determinados canais em horários pouco prováveis de terem audiência da maioria das pessoas. O horário nobre é o mais indicado.
ExcluirA sociedade em geral precisa conhecer ao certo de que se trata o bullying e o cyberbullying, e quais são suas consequências reais. É importante salientar que adolescentes agressores têm grande probabilidade de tornarem-se adultos delinquentes. Daí a necessidade de se dar a devida atenção que o assunto merece. Uma forma de campanha antibullying que acho que seria de enorme impacto social, seria através dos meios de comunicação, grandes formadores de opiniões e criadores de modelos de comportamento.
ResponderExcluirMas Karina?? você não acha que a mídia tem tratado bastante sobre esse assunto?? Que cabe a nós educadores também divulgar o asssunto em reunião de pais, na própria sala de aula? Por exemplo como o próprio Alberto Maia fez ano passado, lendo de classe em classe os textos, discutindo com os alunos, não seria interessante fazermos um jornal mensal da escola com diversos temas e incluiríamos textos sobre bullying e cada aluno levaria um para casa para os pais lerem, poderíamos fazer enquetes com os pais ...Acho que nós somos grandes formadores de opinião, podemos criar modelos de comportamento, por que ficar sempre esperando do outro??
ExcluirAdorei a idéia Mirian! Eu penso que este poderia ser nosso primeiro passo! Envolver de fato a família e a escola, através do aluno! Acredito também que temos públicos diversificados, desde pais que entendem o que o seu filho acessa, que sabe manipular um computador e tem capacidade de compreender o que ocorre na sociedade e aqueles pais leigos, que não tem oportunidade de aprender, não conseguem aprender e também são incapazes de orientar seu filho, como muitos que tenho conhecido! Os problemas familiares são tão grandes, em termos sociais e econômicos que esquecem de orientar seus filhos naquilo que é mais importante a educação e a conscientização de si e dos problemas socias que a afetam! Por isso, podemos criar textos numa linguagem simples de fácil entendimento, com exemplos, histórias em quadrinhos e episódios explicativos do que seria o bullying!
ExcluirMirian, acho que somos também formadores de opinião e não devemos desistir do combate ao bullying. Pelo contrário, devemos atuar em campanhas antibullying na escola e na comunidade. Mas penso que o poder da mídia é bem mais abrangente que o nosso e tendo-a como aliada, nosso trabalho seria mais fácil.
ExcluirTambém compartilho dessa opiniÃO, Miriam! Essa idéia do jornal e discutirmos o assunto em reunião de pais é muito boa.Vamos levar aproposta adiante!
ExcluirTambém adorei a idéia do jornal, de histórias e textos mais acessíveis, principalmente utilizando como meio de comunicação o aluno, temos que tentar recriar este elo, resgatar os valores da família. Com isso acredito que as campanhas antibullying seriam mais eficientes.
ExcluirMuito boa essa ideia do jornal. Quando os alunos produzem seu próprio material, eles o fazem em uma linguagem mais acessível para eles.
ExcluirTambém seria interessante os alunos que produzirem o jornal apresentá-los às outras turmas e também o levarem para casa e o distribuirem no bairro!
Adorei a idéia de vocês, de criarem um jornal informativo e educativo elaborado pelos alunos mediados por nós, acredito ser um aidéia muito importante, seria uma ótima maneira de começarmos a utilizar a sala de informática que dissem que estará funcionando no segundo semestre, assim esperamos.....
ExcluirRealmente, deveria haver uma conscientização massiva da sociedade, principalmente, em saber distinguir o fenômeno bullying e o cyberbullying, pois, muitas vezes, estes são vistos como brincadeiras ; portanto saber quais identificar quais os sinais que evidenciam estes fenômenos e quais as consequências para a formação das crianças e adolescentes. A criação de pesquisas e programa de intervenção são o bullying é pouco estudado o que o coloca o nosso país há alguns ano de atraso em relação a Europa, a falta de uma política pública para os infratores também está aquém do esperado, pois o ECA é muito moroso na resolução dos casos.
ResponderExcluirO texto acima também complementa os demais.Somente com conscientização da família, da sociedade, das partes envolvidas e com punição eficaz, é que será possível lutar contra esse ato tão violento que deixa marcas irreparáveis. A prática do Bullying jamais poderá ser considerada uma brincadeira.É um ato criminoso!
ResponderExcluirJá existe por parte da OAB o desejo de abaixar de 18 para 16 anos a maioridade penal, agora precisa ver se os defensores do (mel)eca, a saber: seus idealizadores e o conselho tutelar, vão apoiar essa medida.
ExcluirE também existe o projeto de lei de criminalização do bullying, não só medidas sócio educativas... novamente digo: teremos que tomar cuidado com as interpretações....
ExcluirO discurso de se diminuir a idade de maioridade penal é antigo, mas um dos maiores entraves é a sobrecarga do já travado sistema carcerário brasileiro. O país precisa se preparar para isto, urgentemente!
ExcluirSobre os valores da família, e aquilo que se aprende em casa, penso que, aquilo que se aprende em casa não seria o reflexo de uma estrutura maior? Então, como seria possível mudar apenas o comportamento de casa, sem mudar uma estrutua cultural vigente, pois dialéticamente, todo comportamento da rua, nasce em casa, ao passo que, ao mesmo tempo, as atitudes aprendidas em casa sofrem inexoravelmente influeência da rua, criando-se assim um ciclo.
ExcluirComo professores, com a responsabilidade de inúmeras crianças e adolescentes em nossas salas de aula diariamente, somos uma grande ferramenta dessa batalha. Jamais poderemos desistir de tal desafio. Nossa fala e nossas atitudes devem servir de exemplo para eles que poderão, até mesmo, transmitir à família e à sociedade em geral, novas posturas, mais solidárias a e amorosas em relação ao próximo.
ResponderExcluirConcordo! Nós aqui estamos realizando este curso e podendo ter a oportunidade de trocar idéias e enriquecer nosso conhecimento e nossas atitudes perante o trato com nossos alunos, nossa profissão e com a família com mais seriedade! Porém, numa escola como a nossa, com mais de 60 profissionais, podemos contar aqui um pouco mais de 10 ou menos, não contei, que puderam se interessar pelo assunto ou que tiveram tempo de realizar este curso, por isso, podemos levar a idéia aos nossos colegas de trabalho, com discussões no nosso HTPC inclusive! Para podermos conscientizar nossa grupo! No início de uma batalha que tem inciado a cada dia dentro e fora da sala de aula em nossa escola! Vamos disseminar a idéia!
ExcluirAcho de suma importância este tópico para os profissionais da educação. Sei de muitos amigos que tratam do assunto com descaso e com gozação, por isso acredito que realmente seja relevante que seja feita uma conscientização dentro das escolas com todos os profissionais pela importância do assunto. Falo por mim mesma, que até antes deste curso não dava a devida importância ao tema.
ExcluirFoi muito importante toda essa discussão, e é necessário que ampliamos para todos que fazem parte do ambiente escolar, como a Claudia disse os inspetores vivenciam muitas vezes o bullying, mas não estão preparados para lidar com o problema. Vamos nos reunir, todos, desde a direção até o Sr.Jesus, realizando um Projeto amplo, envolvendo a todos que tal?...
ExcluirNovamente, assim como os demais textos, acho que o texto 3 apenas vem para reforçar o que nós professores já sabemos... o bullying é uma prática que cresce exponencialmente, silenciosamente, alguns episódios terminam em homicídios ou suicídios, devemos enfrentar à prática do bullying, a importância do trabalho preventivo.
ResponderExcluirO que me assusta é um paí como nosso que há 20 anos tem uma legislação como o ECA e não o põe em prática, como já disse em outra publicação, as pessoas interpretam errado as coisas, nesse caso me refiro ao Conselho Tutelar..., interpretam as leis do ECA erradamente, e nós da escola não temos argumentos suficientes para ir contra infelizmente... ou teríamos que ter um profissional só para cuidar disso, um advogado, sei lá... a verdade é que a gente não dá conta de tudo isso minha gente....
Concordo com vc, Mirian. Seu comentário me fez lembrar do pronunciamento da professora Amanda Gurgel sobre a situação precária da educação no país:
Excluir"Estão me colocando dentro de uma sala de aula com um giz e um quadro para salvar o Brasil, é isso?"(Amanda Gurgel)
http://www.youtube.com/watch?v=IZ94uSaVc_M
O problema maior é o que vemos em muitos dos nossos alunos e em muitas das pessoas a informação, mas não conhecimento, porque muitas vezes, são incapazes de compreender e saber interpretar a LEI. Inclusive nós professores e profissionais, para sabermos fazer o bom uso da LEI! É complicado e ao mesmo tempo um assunto delicado, pois a Legislação também muda e não temos claro o papel que cada um desempenha em suas profissões, em termos legais! Detalhes que passam desapercebidos. Sabemos da atuação do CONSELHO TUTELAR, mas não sabendo a sua função e seu papel, este seria um orgão que deveria estar presente em nossas escolas, tendo conhecimento de todos os fatores problemáticos que perpassam TODAS AS ESCOLAS SEM EXCESSÃO todos os anos, e que sempre existirão! Os problemas familiares existem, crianças continuam sofrendo, mesmo tendo hoje a lei e orgãos competentes e nada é feito de fato para resolver todos estes problemas. Porque ao mesmo tempo que a lei DEFENDE também abre brechas para PROTEGER o errado!Revoltante! Perto dos países do mundo, ainda estamos na pré-história do BOM uso da LEI!
ResponderExcluirÉ Melissa, infelizmente o mau uso da lei no nosso país é uma prática comum e recorrente, ainda mais quando envolve orgão público. A conscientização acerca do bullying poderia estar muito mais evoluída e desenvolvida se o governo com seus orgãos competentes estivessem fazendo seus respectivos trabalhos corretamente. Como você disse: É revoltante!!! Até quando teremos que tomar atitudes que nossos governantes deveriam estar tomando?!?
ExcluirVerdade! A escola e o ensino deveria ser um órgão mais competente! Na Europa, os pais antes de matricularem seus filhos, precisam assinar um papel aceitando todas as regras e normas da escola para que seu filho possa ter o DIREITO de estudar, cumprindo seu DEVER na escola! O pai não pode reclamar e se intrometer no planejamento da escola e do professor! Os alunos precisam lavar os banheiros e se recusarem, os pais recebem uma notificação, obrigando seu filho a lavar o banheiro em casa! Aqui infelizmente, ocorre o contrário, aprovamos alunos que não estudam, que só aprontam na escola e não se dedicam a nada, e ainda doamos roupa, comida e material e ainda o pai dessa "criatura", que nunca pagou imposto, ganha uma ou várias, bolsa família! Ou seja, melhor ser vagabundo, cretino, que se ganha mais e tem maior reconhecimento! Hoje ter filho virou negócio financeiro, quanto mais pais diferentes melhor, mais pensão, menos trabalho! Assim quanto mais filhos, mais bolsa família! Pra que trabalhar? Estávamos no 88ºlugar na colocação da qualidade de ensino no ranking mundial, pensando nessa condições esses dados irão piorar, inferior há muitos países em desenvolvimento como alguns países africanos! Sendo nós uma potência industrial que vem crescendo a cada dia, porém as LEIS são falhas! Aceitamos tudo e todos! Até quando isso vai continuar! Nós somos mal vistos, mal falados, representando uma sociedade inteira, vergonhoso!
ExcluirVergonhoso é pouco perto da matemática do problema, vejamos, se um casal que tem o mínimo de discernimento e condições, tem no máximo dois filhos, emquanto que uma "família" desestruturada sem qualquer condição que seja, chega a números assustadores de filhos, que por sua vez, assim também o farão, então como será que estaremos daqui a pouco tempo? Será que o governo terá condições de entregar tantas bolsas assim, quanto tempo até se instalar o verdadeiro caos social?
ExcluirVeja a reportagem que encontrei. É um exemplo de campanha antibullying:
ResponderExcluirCampanha anti Bullying na Austrália utiliza som 3D
(Postado por Fernando Kimura - 05/06/2012)
Campanha anti Bullying utiliza de tecnologia de som 3D, uma experiência interativa projetada para ajudar as pessoas a compreenderem o bullying. Com o som 3D é possível colocar os ouvintes na pele de uma vítima.
No vídeo/som (importante utilizar fone de ouvidos): Um rapaz sofre bullying na escola, e em diversos momentos você se sente como se fosse ele!
Como atentar a problemas sociais de forma criativa? Conscientizar pessoas de uma maneira diferente? Esta campanha é um exemplo da Austrália, mas certamente possui aderência em diversos países. Conheça o site da campanha.
http://www.earphonebully.org/
Valeu Karina, essa maneira de utilizar uma tecnologia que aproxima mais, sentir na pele o que o outro está vivenciando é uma importante maneira de sensibilizar as pessoas para o tema.É isso que precisamos fazer, trazer para a sala de aula através de tecnologias que chamem a atenção de todos....
ExcluirO envolvimento de professores, pais e alunos é fundamental pra a implementação de projetos de redução do bullying, estabelecendo normas, diretrizes e ações coerentes, priorizando a conscientização geral.Conscientizar as crianças e adolescentes de que o bullying é inaceitável e que não será tolerado permitem o enfrentamento do problema cm mais firmeza, transparência e liberdade. No entanto , as escolas devem ser vistas como sistemas dinâmicos e complexos não pode-se tratá-las de forma uniforme pois em cada uma delas, as estratégias a serem desenvolvidas devem considerar sempre as características sociais, econômicas e culturais de sua população. assim sendo as escolas devem aperfeiçoar suas técnicas de intervenção e buscar ajuda de outras intituições como : os centros de saúde, conselhos tutelares e redes de apoio social.
ResponderExcluirO caminho é longo e lento, mas como já dissemos acima, extremamente necessário e urgente. Acho que todas as nossas colocações são perfeitas e com nossa conscientização e da sociedade podemos obter um mundo mais humano.
ResponderExcluirAcredito que precisamos, nós educadores e gestores, nos unir e tomar algumas medidas em conjunto para reverter essa situação, inclusive envolvendo os responsáveis pelos nossos educandos, conscientizando: educando e responsável que a prática de bullyng e cyberbullyng são crimes contra uma sociedade que cada vez mais precisa estar unida e assim se ajudar para vencer as dificuldades encontradas no dia a dia - como ser social que somos, precisamos encontrar no próximo um apoio, colaborador, um auxiliador que nos de suporte para enfrentar essas dificuldades.
ExcluirEste é o rumo a ser tomado, conforme um dos vídeos do material de apoio menciona algo como, "eles não são a maioria, se os agressores podem se unir para praticar essa violência, nós tambem podemos formar uma barreira protetora contra o bullying". Todos juntos engajados e munidos de informação, seremos mais fortes e preparados para enfrentar de igual este problema que se forma miuto além de nossos muros.
ExcluirConte comigo, Rodrigo. Vamos tecendo ideias e buscar pescar esses agressores. Vamos oferecer aos alunos ações onde eles possam se reconhecer como pessoas, como alunos que estão na escola em busca de aprendizagem e conhecimentos positivos e construtivos.Seria estimulando o protagonismo juvenil? Criando campanhas? Aplicando regras? Não sei, me ajude a pensar. Acredito que não basta virarmos as costas e fingir que nada está acontecendo, que na nossa escola não existe bullyng e sermos indiferentes à ele.É necessário sim não só falar, mas criar meios para que o bullyng venha a tona. Fazer com que os agressores sintam-se incomodados.Que eles percebam que alguem tambem ja percebeu sua atitude, mesmo sem apontá-lo.
ExcluirGostaria de ressaltar que estamos apenas focando o bullying entre a população mais juvem.Não podemos esquecer que o comportamento agressivo entre crianças e adolescentes para com os “diferentes” na escola reflete o que acontece na sociedade adulta: as brigas de trânsito por motivos fúteis – muitas vezes resultando em mortes de inocentes -, o assédio moral em empresas, a intolerância religiosa, sexual e assim por diante. Na verdade é uma doença social: a incapacidade de conviver com a individualidade e diferença do próximo, seja ela expressa pela sua personalidade, sexualidade, peso, cor ou de qualquer outra maneira.
ResponderExcluirConcordo, Myrtes.Os adultos são exemplos para essas crianças e jovens.Mas infelizmente o que temos visto são maus exemplos e impunidade,estimulando nossos jovens a seguirem esse caminho.Prevenção e punição é a melhor solução.
ExcluirO texto "A prática do bullying na sala de aula" fala que o problema do bullying é apresentado sem motivos evidentes. Discordo. A meu ver, existem motivos evidentes sim que tornam a vítima do Bullying "culpada". A sociedade capitalista, neoliberal, além de padronizar e uniformizar seus indivíduos, também prega através da cultura, e de seus meios de comunicação, valores morais que dialéticamente legitimam esse sistema. Alguns desses valores, dentre outros, seriam: determinado padrão de beleza física, força física, machismo, poder de consumo, heterossexualidade, racismo, etc. na Maioria da vezes, não estar dentro de algum desses padrões uniformizantes e excludentes, é o motivo evidente suficiente para transformar a vítima do bullying em "culpada".
ExcluirO comentário da Myrtes me tocou profundamente: a escola é o local onde ocorrem a maioria dos casos de bullying, mas não todos! E o bullying está presente entre os adultos também. Eu fico impressinonada no trânsito: As pessoas veem os outros carros como máquinas e esquecem que dentro dele existem pessoas! Furam fila, passam por cima,empurram... E o assédio moral nas empresas? Também deixam marcas profundas naqueles que o sofrem!
ExcluirRealmente, é na escola que podemos ver o reflexo de como se apresenta a sociedade atual, com esperar um comportamento no mínimo razoável dos alunos, se o que se vê em todos os setores da sociedade uma total inversão de valores, são os governantes envolvidos em falcatruas sem fim, empresários em busca de enriquecimento às custas dos empregados, pais omissos e extremamente preocupados em buscar uma fuga para suas preocupações, deixando de lado o preceito FAMÍLIA, e por fim alunos perdidos em um turbilhão de informações desencontredas entre o que é o certo e o errado.
ExcluirConcordo plenamente com você Myrtes, as pessoas para se inserirem num grupo, seja na vizinhança, no novo emprego, na nova escola, sei lá, começa a fazer brincadeiras que nem sempre são aceitas pelos outros, isso não deixa de ser bullying, no trânsito então... nem se fale... a agrssão entre os motoristas, entre motoristas e pedestres... o carro é rápido, as motos então... e os caminhões com aquele tamanho todo, a quem não intimidam?? e as as pessoas dizem: é normal... todo mundo faz...triste, triste.. não se dão conta que estão ensinando isso à seus filhos...
ExcluirLi e resolvi compartilhar:
ResponderExcluirMITOS E FATOS SOBRE O BULLYING
Mito: “Bullying é apenas uma fase, uma parte normal da vida. Eu passei por isto e meus filhos vão passar também.
Fato: Bullying não é um comportamento nem `normal` nem socialmente aceitável. Na verdade, se aceitarmos este comportamento estaremos dando poder aos bullies.
Mito: “Se eu contar pra alguém, só vai piorar.’
Fato: As pesquisas mostram que o bullying pára quando adultos com autoridade e os colegas se envolvem.
Mito: “Reaja e devolva as ofensas ou pancadas.”
Fato: Embora haja algumas vezes em que as pessoas podem ser forçadas a se defender, bater de volta geralmente piora o bullying e aumenta o risco de sério dano físico.
Mito: “Bullying é um problema escolar, os professores é que devem tratar disto.”
Fato: Bullying é um problema social mais amplo e que ocorre com frequência fora das escolas, na rua, nos shoppings, na piscina, nos treinamentos esportivos e no local de trabalho dos adultos.
Mito: “As pessoas já nascem bullies.”
Fato: Bullying é um comportamento aprendido e comportamentos podem ser mudados.
Excelente, Karina! Ainda existem mitos envolvendo Bullying.A escola sempre é responsabilizada e cobrada em relação a esses atos violentos,como se fosse a única responsável. Compete a toda a sociedade e orgãos governamentais se conscientizarem e lutarem contra esse mal, que não é brincadeira, e sim, um ato criminoso.
ExcluirCreio que estamos no caminho certo, caminho este que precisa também ser passado aos pais e a toda sociedade. A informação é crucial para combater-mos esssas práticas violentas, estamos nos informando, buscando conhecer o inimigo de perto, e creio que ao final deste curso, seria interessante formular, talvez, uma palestra para os pais, contendo uma síntese das principais informações e possíveis projetos sobre o tema.
ExcluirSó comentando o último item do mito da postagem da Karina, acredito nisso:
ExcluirNão nascemos humanos, tornamo-nos humanos (Erasmo, Desidério 1466-1536)
Muito bom Karina! Todos estes mitos nos fazem refletir sobre quais as discussões que surgem, "conselhos" à vítimas que levam à atitudes violentas que só fazem a situação se reverter, podendo a vítima se tornar um ator do comportamento agressor!
ResponderExcluirVejam o site www.bullyingnaoebrincadeira.com.br
Um abraço
Melissa
Ontem (18/6), assisti no Jornal Regional uma notícia lamentável.Duas alunas brigaram dentro da sala de aula e uma colega filmou com o celular.Foi uma cena muito violenta,onde a vítima não teve chance de defesa. A família responsabiliza a escola por omissão.Mais uma vez, a escola sendo responsabilizada por atos violentos, mas o que a escola pode fazer foi chamar os pais e acionar o conselho tutelar.Temos que ter leis mais eficazes para esses tipos de caso!
ResponderExcluirTambém vi e pensei em nossas discussões! Realmente, tudo é revertido para a escola, mas o que levou essa aluna a ter esse tipo de atitude? Será que ela é uma aluna que depende de remédios? Será que ela apanha dos seus pais dessa mesma forma? Será que essa foi uma forma dessa aluna demonstrar sua atitude de revolta para com um sistema escolar falido? Isso não é questionado! Infelizmente ações são questionadas na mídia quando existem atos extremos, colocando tudo na superficialidade, nada é levado discutido a fundo! E mais uma vez a escola e a educação sendo denegrida! Que triste!
ExcluirConcordo plenamente quando você, Melissa, fala de um sistema educacional falido, e com muito pesar, pois somos educadores, percebo que a educação se tornou, na nossa sociedade capitalista/consumista, um produto supérfluo. Pergunto: Sem a base (educação) que sociedade podemos esperar? Que valores deixaremos para as sociedades futuras? O que devemos, urgentemente (com apoio geral de todas as instituições)resgatar?
Excluir'Nós não temos bullying em nossa escola', é uma afirmativa que não pode existir numa escola, pois é totalmente mentirosa ou alienada. Todas as escolas têm bullying, em graus variados. Não reconhecer isto é jogar o problema para debaixo do tapete. As escolas devem reconhecer o bullying, empreender ações para combatê-lo, conscientizar a comunidade, somar forças para conter a propagação do problema.
ResponderExcluirSe os autores de bullying devem ser punidos, deve-se revisar toda a legislação vigente, pois infelizmente muitos só conhecem seus direitos e não seus deveres. Muitas escolas promovem palestras para que os alunos conheçam o ECA, e nessas palestras o foco são os direitos. Só esqueceram de falar que os outros também têm direitos, e o direito de um termina onde começa o direito do outro.
ResponderExcluirBruna, penso que devemos, atualmente, mudar um pouco o foco e passar a discutir mais com nossos jovens, os deveres.
ExcluirEles sabem os deveres deles, só que sempre tem um argumento contra, nós temos que contra argumentar, como o que ouvi de um aluno ontem: o fulano fez, por que não posso fazer???? respondi: ele fez por que desobedeceu, e você não vai fazer por que é obediente...
ExcluirEu já trabalhei em um Fórum na Vara da Infância e Juventude e tenho asco do uso que é feito do ECA(q Eca!!!!!!),muitos direitos....nenhum dever e concordo que teria que mudar muita coisa pra começar a valer essa lei realmente e haver uma punição e o adolescente infrator sentir-se intimidado por isso.Outro dia vi uma charge onde bandidos iam matar uma vítima e discutiam quem ia atirar,por fim ficava para o bandido adolescente e diziam:"Você só vai ter que pagar uma cesta básica...Atira" e é bem essa ideia que se passa na cabeça desses infratores ...é uma pouca vergonha a justiça brasileira...
ResponderExcluirHoje fiquei sabendo que bullying é crime sob pena de 01 a 04 anos. O que precisa é a sociedade saber mais sobre o assunto e deixar de lado a ideia que bullying é só um apelido que o outro não gostou e logo passa. Será que a sociedade irá acordar somente quando a lei for colocada em prática? Sobre o ECA, deixamos de mostrar às crianças suas obrigações só porque não está escrito? É só pensar que o direito vem depois de cumprir com sua obrigação! Parece fácil nè? Mas eles só sabem dos direitos e devemos mostrar mais suas obrigações e ai sim eles tem todo o direito de reclamar.... depois que a educação deixar de ser assunto político (ou de políticos) pode ser que dê certo.
ResponderExcluirComo vemos, infellismente, em nosso país a cultura de empurrar a responsabilidade em resolver os problemas a outrem, não é diferente com o bullyng, enquanto leis estão sendo criadas para punir os agrassores ou seus responsáveis, os órgãos responsáveis , que deveriam ser efetivos e imediatos, criam formas de delegar essa responsabilidade para a escola, ou pior, dão respaldo aos alunos e aos pais para se voltarem contra nós, enquanto instituição de ensino, distorcendo todo processo de construção de cidadania ao qual lutamos tanto para conseguir.
ResponderExcluirE essa responsabilidade sempre delega à escola Rodrigo, assim como vimos nos projetos de lei, nos artigos do código penal, no ECA e em vários textos estudados nesse forum. Concordo que a escola precisa ficar atenta sim, mas não agir sozinha. Esses agressores tem que sentir incomodados, a família tem que fazer sua parte aproximando-se da escola, a sociedade tem dar a sua contribuição. Mas como? Por onde começar? Quando? Será que é assistindo filmes junto com os alunos, criando oficinas e debates sobre o tema, criando um forum como o nosso, para que todos os alunos pudessem expressar seus pensamentos e sentimento, assim como nós estamos fazendo?
ExcluirO escritor uruguaio Eduardo Galeano, é um dos meu preferidos. No livro “O teatro do bem e do mal”, ele traz em poucas páginas e textos curtos, reflexões sobre sociedade, política e comportamentos contemporâneos que desconcertam o senso comum. Considero esse livro fundamental para quem quer ir além das meias verdades propagadas pela Veja, Globo e outros veículos que propagam uma visão unilateral dos fatos. Aqui posto um trecho da obra, que trata da “gênese” do bullying, por assim dizer:
ResponderExcluirA Pedagogia da Violência (Eduardo Galeano)
Segundo o general Marshall, somente dois de cada dez soldados de seu exército utilizavam fuzis durante a Segunda Guerra Mundial. Outros oito portavam a arma como adorno. Anos depois, na guerra do Vietnã, a realidade era bem outra: nove de cada dez soldados das tropas invasoras faziam fogo, e atiravam para matar.
A diferença estava na educação que haviam recebido. O tenente coronel David Grossman, especialista em pedagogia militar, sustenta que o homem não está naturalmente inclinado à violência. Ao contrário do que se supõe, não é nada fácil ensinar a matar o próximo. A educação para a violência, exige um intenso e prolongado adestramento, destinado a brutalizar os soldados e a desmantelar sistematicamente sua sensibilidade humana. Segundo Grossman, esse ensino começa, nos quartéis, aos dezoito anos de idade, mas fora dos quartéis, começa aos dezoito meses: a televisão dita esse curso a domicilio.
– Foi como na tevê – Disse um menino de seis anos que assassinou uma companheirinha de sua idade, em Michigan, no inverno neste ano.
Thiago, Galeano, mais uma vez foi capaz de forma simples sintetizar em duas silabas o nosso grande problema: a TV. O problema não é apenas a TV, mais o que ela acarreta, seu significado.Em nome de uma mentira,de uma falsa democracia, a censura já não existe, não aquela necessária, pois acredito que toda sociedade tem seus valores e limites, normas, regras, leis, mas no entanto a TV mostra ao contrário, é a vida do permissivel, do tudo pode, basta querer,.....e se por acaso sinto sede de violencia, isso é reflexo daquilo que me foi transmitido.O limite é necessário, em quaisquer circunstâncias, é necessário sim que se tenha uma censura, Nossas crianças precisam perceber o que é permitido, o que é ético, o que é ser humano.Há alguns anos em São Paulo, um grupo de mães se reuniu em público, pedindo censura na TV, infelizmente estavam mais preocupadas com as cenas de sexo e nudez, do que com a ideologia, essa sim prevaleceu e prevalece,mas foi um inicio do questionamento. É preciso que façamos algo urgente contra esse veículo, nao é nada fácil, mas taí, nós estamos utilizando um veiculo para trocarmos idéias, o que quase não fazemos em nosso ambiente. Esse curso é significativo pois nos proporciona essa possibilidade, o canal aberto entre nós, valeu Alberto, como é bom fazer parte desse colóquio, mesmo atrasada, foi muito importante, é um começo de um caminho que tenho certeza todos nós sentiremos orgulho de ter vivido.
ExcluirO respeito ....esse é o principal instrumento para chegarmos numa sociedade longe da violência e longe da superficialidade que hoje é tão comum valorizar...
ResponderExcluirVivemos num mundo onde as pessoas acham até engraçado a crueldade ...filmam ...fotografam cenas violentas para admirar depois...isso tem que acabar ....há de serem ressuscitados os valores como educação e respeito ao próximo
ResponderExcluirA escola tem que além de ser o local onde o aluno adquire conhecimento tem que ser o local agradável onde a criança se socializa,faz amizades,não tem que se tornar um pesadelo na vida do aluno,para isso é necessário que não só pais e alunos estejam mobilizados em prol disso mas também a comunidade ao redor da escola,onde o aluno convive,onde o aluno foi criado....
ResponderExcluirPara chegarmos num ambiente saudável na escola e na sociedade em geral temos que conversar com os alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões,estimular os estudantes a informar os casos,reconhecer e valorizar as atitudes da garotada no combate ao problema,criar com os estudantes regras de disciplina para a classe em coerência com o regimento escolar,estimular lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuros casos,interferir diretamente nos grupos, o quanto antes, para quebrar a dinâmica do bullying.
ResponderExcluirMas nem tudo é Bullying, pois muitas pessoas pensam que qualquer coisa que aconteça é o tal Bullying.Não podemos generalizar mas temos que saber como e quando combatê-lo
Isso mesmo Agma, eu tambem penso assim. Valorizar o aluno no mínimo que ele consiga fazer, para que ele sinta capaz e com a autoestima elevada ele possa produzir alem do que ele imagina. Alem disso, ouví-lo, respeitá-lo e com isso conquistamos a confiança deles. Com essa atitude de "confiança", de "parceria" penso que o ambiente escolar poderá ficar muito mais agradável e mais acolhedor para todos. Assim, diminuímos a violência e o ensino/aprendizagem se torna possível.
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