
Texto 2
Postado pelo coordenador do curso: Alberto Alves Maia
Todos os programas anti-bullying devem ver as escolas como sistemas dinâmicos e complexos, não podendo tratá-las de maneira uniforme. Em cada uma delas, as estratégias a serem desenvolvidas devem considerar sempre as características sociais, econômicas e culturais de sua população.
O envolvimento de professores, funcionários, pais e alunos é fundamental para a implementação de projetos de redução do bullying. A participação de todos visa estabele- cer normas, diretrizes e ações coerentes. As ações devem priorizar a conscientização geral; o apoio às vítimas de bullying, fazendo com que se sintam protegidas; a conscientização dos agressores sobre a incorreção de seus atos e a garantia de um ambiente escolar sadio e seguro.
O fenômeno bullying é complexo e de difícil solução, portanto é preciso que o trabalho seja continuado. As ações são relativamente simples e de baixo custo, podendo ser incluídas no cotidiano das escolas, inserindo-as como temas transversais em todos os momentos da vida escolar.Deve-se encorajar os alunos a participarem ativamente da supervisão e intervenção dos atos de bullying, pois o enfrentamento da situação pelas testemunhas demonstra aos autores que eles não terão o apoio do grupo. Treinamentos através de técnicas de dramatização podem ser úteis para que adquiram habilidade para lidar de diferentes formas. Uma outra estratégia é a formação de grupos de apoio, que protegem os alvos e auxiliam na solução das situações de bullying.
O envolvimento de professores, funcionários, pais e alunos é fundamental para a implementação de projetos de redução do bullying. A participação de todos visa estabele- cer normas, diretrizes e ações coerentes. As ações devem priorizar a conscientização geral; o apoio às vítimas de bullying, fazendo com que se sintam protegidas; a conscientização dos agressores sobre a incorreção de seus atos e a garantia de um ambiente escolar sadio e seguro.
O fenômeno bullying é complexo e de difícil solução, portanto é preciso que o trabalho seja continuado. As ações são relativamente simples e de baixo custo, podendo ser incluídas no cotidiano das escolas, inserindo-as como temas transversais em todos os momentos da vida escolar.Deve-se encorajar os alunos a participarem ativamente da supervisão e intervenção dos atos de bullying, pois o enfrentamento da situação pelas testemunhas demonstra aos autores que eles não terão o apoio do grupo. Treinamentos através de técnicas de dramatização podem ser úteis para que adquiram habilidade para lidar de diferentes formas. Uma outra estratégia é a formação de grupos de apoio, que protegem os alvos e auxiliam na solução das situações de bullying.
(Bullying Lopes Neto AA, Jornal de Pediatria - Vol. 81, Nº5(supl),pag.169, 2005)
Faça o seu comentário do texto acima. Em outros momentos, comente quatro considerações de seus colegas a respeito desses textos.
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As ideias deste texto são extremamente coerentes e complementam as do primeiro. Como é afirmado no texto, "o fenômeno bullying é complexo e de difícil solução", porém nós, professores, devemos buscar o resgate de valores como forma de combate à prática de bullying e fazer, por meio da conscientização, que os próprios alunos se policiem e se monitorem.
ResponderExcluirKarina, concordo com você, mas de qual forma conseguiremos gerar essa concientização? Penso que os nossos alunos estão inseridos em "1/2" onde estão sendo constantemente estimulados à violência e sem nenhum valor moral, haja visto o comentário que o prof. Clóvis ouviu de um aluno do 7o. ano após passar um filme: "esse filme não têm morte nem sexo".
ExcluirVocê tem razão Jobert,está muito difícilnossa atuação em sala de aula, pois a mídia incentiva a violência de todas as formas. Tenho,atualmente, a impressão que nadamos contra a maré...
ExcluirAcredito, que podemos dar o primeiro passo! Vivemos num ambiente de GUERRA, entre alunos x professores, família x escola, muitas vezes não conseguimos UNIR forças! Chegando à um ponto de faltarmos com respeito, desistimos do aluno e desanimamos com o nosso papel! Mas não devemos esquecer dos nossos objetivos, que hoje vão além da função de ensinar! Tendo como exemplo, a função de professores da educação inclusiva! Essa é uma situação atual complexa, idade difícil dos alunos e comportamentos modificados, totalmente diferentes da NOSSA época! Fora isso, encontramos um processo de inclusão do qual não estamos preparados! Nem alunos, nem professores e muito menos famílias! Existem N fatores que levam um aluno a não aprender e chegar a ter um laudo que o acompanha durante toda a sua vida. E o bullying pode ser a primeira causa dessa não aprendizagem e comportamentos agressivos!! Podemos fazer uma ação conjunta, começando pela troca de idéias e planejando trabalhos conjuntos para com estes alunos! Estou a disposição para ajudar!
ExcluirAcredito e faço desses meus passos para a conscientização:
Excluir- Primeiramente pelo meu comportamento, meu exemplo;
-Tratando os alunos com respeito;
-Respeitando as regras da escola, assim mostramos para os alunos que nós professores também cumprimos ordens e regras;
-Conversando muito com esses alunos, quem não se lembra de quando éramos adolescentes?? tinhamos que ouvir 5 000 vezes a mesma coisa até começar a aceitar que aquilo era para o nosso bem??? ou todos aqui foram anjinhos na adolescência?
-Trocando ideias com os demais professores, alguém pode ter uma ideia de estratégia com determinado aluno (pois sabemos que cada caso é um caso) e passar para os colegas essa informação;
-Passando filmes bons como esse professor Clóvis passou, mostrar que existem coisas além do que eles conhecem, está oportunizando.
Etc, etc, etc....
Acho que esse é o caminho, Mirian. Concordo com vc.
ExcluirConcordo com vocês,é necessário partir de nós vivencias positivas, para que possamos resgatar valores deteriorados e esquecidos, adormecidos.O caminho é acreditarmos que temos "poder" para reverter essa situação, a mídia não pode nos superar.Vamos trazer a mídia para a sala de aula e analisar junto aos alunos situações apresentadas de maneira que possamos resgatar os valores esquecidos.
ExcluirBoa tarde a todos! Creio, como a Karina, que o resgate de valores é condição essencial para enfrentarmos o fenômeno do bullying no ambiente escolar.
ResponderExcluirA violência em nossas escolas é um sintoma de uma sociedade que afrouxou e não deu a devida importância pelos valores morais e éticos e acabou formando adultos sem referenciais de cidadania e de respeito pelo próximo.
Vivemos em uma sociedade à deriva, sem farol, nem porto, possuidora de uma aminésia histórica, com uma enorme crise ética presente no dia a dia. O indivíduo se move ao sabor das circunstâncias, como uma folha impelida e agitada pelo vento, guiado por estilos e modismos. Isso se dá num ritmo frenético, jogando o indivíduo ao sabor de novas e rápidas transformações.
Assim, no ambiente escolar, alunos, professores e gestores - como indivíduos pertencentes e influenciados por essa sociedade em permanente e acelerada mutação - sofrem, a cada dia, pressões de todos os lados para abandonar seu "velho estilo" e assumirem o papel de um viajante, cujo destino é chegar a lugar nenhum.
Oi, Alberto! Acredito que a escola vem sempre lutando para o resgate de valores esquecidos socialmente, pois o reflexo da falta deles explode no cotidiano escolar, cabendo a nós tentar reverter a situação. O bullying e o cyberbullying são fenômenos desencadeados pela falta de respeito mútuo, necessidade de atenção, ausência de afeto, prazer em humilhar o outro, isto é, a total falta de valores ou mesmo a inversão deles. Um exemplo de nossa luta incansável é a existência do projeto Valores, realizado em nossa escola, no qual você é bastante atuante, no qual se busca a consciêntização de valores esquecidos na sociedade atual.
ExcluirAlberto, li e reli seu comentário e fiquei refletindo...me chamou a atenção, em especial, este trecho poético, muito bem escrito:
Excluir"O indivíduo se move ao sabor das circunstâncias, como uma folha impelida e agitada pelo vento, guiado por estilos e modismos. Isso se dá num ritmo frenético, jogando o indivíduo ao sabor de novas e rápidas transformações"
É possível a escola mudar esta situação?
Alberto, eu concordo com você e com a Karina, mas confesso que estou um tanto quanto desmotivado a pensar em soluções para essa situação - penso que sem DEUS na vida de uma pessoa, qualquer outra transformação fica muito difícil, pois quando acreditamos em um ser superior a nós, podemos exercer por meio da FÉ uma força sobre humana - minha dúvida e pergunta:
ExcluirComo introduzir DEUS na vida de nossos educandos, sem ferir a liberdade religiosa das famílias e do aluno ?
Oi,Alberto. Concordo plenamente com o seu comentário, e como educadores e pais, devemos nos atentar a esses problemas impondo limites as nossas crianças e adolecentes, fazendo com eles sintam que são queridos, que tem uma família e uma escola que se importam com o seu bem estar, para que eles possam chegar em um porto seguro e não navegar à deriva.
ExcluirTodos os comentários enviados, até o momento, reforçam a idéia de desconstrução de referenciais que guiaram a sociedade moderna durante muito tempo.
ExcluirSe a modernidade lutou para construir normas, regras e limites que eram mantidos por instituições fortes e reguladoras (família, escola, igreja, estado), na pós-modernidade a tônica é a desregulamentação. Se a modernidade procurava projeto e sentido para a vida e para o futuro, a pós-modernidade se entrega ao acaso e ao presente. Esse espírito impera, hoje, em quase todo o mundo causando grande impacto na cultura, na educação, como também no âmbito das relações humanas, tornando-as cada vez mais frágeis e descompromissadas. É como se o que era sólido, afetado pelo calor das rápidas transformações, se tornasse líquido, fluído e informe. A vida em comunidade, caracterizada por vínculos fortes e duradouros, foi substituída por uma sociedade de indivíduos que mal se conhecem e se respeitam.
Daí, podemos notar que a nossa tarefa no combate à violência, ao bullying, é um trabalho hercúleo. É uma batalha por mentes e corações. Ao mesmo tempo que implementamos ações diretas e práticas no âmbito escolar, teremos também que nadar contra a correnteza, questionando os desvalores de nosso tempo, como os difundidos pela mídia televisiva, uma das principais responsáveis por essa desconstrução, ao direcionar tudo o que é bom ou ruim para o espetáculo e entretenimento. "Tudo o que era diretamente vivido se esvai na fumaça da representação." A vida, a morte, a alegria, a tristeza, tudo se transforma em um interminável espetáculo. A qualidade e as consequencias disso, nada importa.
Vivemos em uma sociedade hedonista, amante dos prazeres, avessa às virtudes, que se prostitui por um bocado de pão e circo.
Daí, termino dizendo que a tarefa no combate ao bullying, diante desse contexto, é realmente difícil, porém ...
Quanto vale uma vida? ... A de quem amamos, nós sabemos muito bem.
Abraço a todos.
Você tem toda razão! Na sociedade em que vivemos hoje, no mundo pós moderno, os valores que deveriam ser sólidos e duradouros estão sendo trocados por futilidades, valores frágeis e descartáveis.Família,religião,escola,são instituições que estão sendo banalizadas.Sim, é um trabalho árduo mas se desistirmos,o que será das nossas crianças?Alberto, a vida não tem preço!Vamos lutar e cobrar dos órgãos competentes que façam também a sua parte.
ExcluirConcordo com vc!! O trabalho do professor é por mentes e corações. Uma tarefa, realmente, de Hércules, mas não podemos desistir diante das dificuldades diárias e sim nos fortalecer.
ExcluirSe conseguirmos ganhar poucos, ou até mesmo um aluno, já podemos nos orgulhar, pois uma vida vale muito!!!
Faço minha a pergunta do Jobert: Como introduzir DEUS na vida de nossos educandos, sem ferir a liberdade religiosa das famílias e do aluno?
ExcluirÉ impressionante ver como existem pessoas, na escola e fora dela, que possuem índole tão má que só se alegram com a desgraça alheia! Como fazer um aluno entender que o fruto de suas atitudes, boas ou ruins, será colhido cedo ou tarde?
Eu creio fortemente que ter fé em Deus é pensar no futuro. Uma pessoa com atitudes violentas certamente só pensa no presente, no prazer imediato, e não sabe que suas atitudes irão trazer consequências ruins para si próprio.
Alberto, não podemos esquecer que essa sociedade é fruto de um sistema capitalista onde o individuo fala mais alto que o coletivo. As ações são voltadas para um egoismo cada vez maior, essas ações norteiam um egocentrismo de grandes proporções. No capitalismo não há espaço para todos, só os mais fortes, os que detem o poder é que conseguirão sobreviver. Não há recursos naturais suficientes para todos na humanidade, o que fazer com o excedente populacional? Este é o maior drama que vivemos hoje. Não vejo boas pespectivas vivendo no sistema capitalista.
ExcluirComo nossos colegas acima já colocaram, é muito importante e de necessidade rápida o resgate de valores.Considero uma batalha incessante de nós, professores, que por vezes cumprimos papéis até de pais, a atenção constante e o resgate dos valores primordiais à convivência humana. Como citado no texto 2 o cyberbullying passa a ser um inimigo obscuro em nossa sociedade e que nos deixa de mãos atadas, visto que como um vírus ele se espalha via internet e celulares destruindo os jovens e crianças vitimizados. Por isso, penso que qualquer reação estranha do jovem alvo de bullying, deve ser analisada, observada e rapidamente tomadas as atitudes devidas para que esse alvo não torne vítima de uma destruição emocional (e por vezes físicas)com testemunhas e apoio virtual.
ResponderExcluirConcordo com os colegas, há necessidade de que, pais, profissionais e todos os responsáveis pela formação das crianças e jovens estejam preparados para lidar com os conflitos do fenômeno bullying e cyberbullying; atuando com responsabilidade e cumprindo seu papel no processo de socialização, de formação de valores morais e comportamentos adequado para viver em sociedade.
ResponderExcluirO que eu não entendo é porque a sociedade de uma forma geral não exige do conselho tutelar uma ação eficaz para nos ajudar a combater o bullyng, ao contrário veja que o conselho tutelar e o (mel)eca valorizam a falta de respeito das crianças pelos seus responsáveis, e muito mais pelos professores, diretores e coordenadores escolares.
ExcluirConcordo, Jobert.Temos que proteger nossas crianças, mas elas também devem saber que temos direitos e deveres.Os órgãos e leis que você mencionou protegem,mas não punem adequadamente infrações cometidas pelos adolescentes.
ExcluirJobert, acredito que essa exigência não ocorre porque a MAIOR parte da sociedade e nem o Conselho Tutelar sabem da importância do seu papel!Muitos nem sabem o que é Conselho Tutelar no seu real sentido e na sua real função! Mesmo cobrando os pais e deixando de cobrar de professores e escolas, acredito que não seria a melhor solução para uma ação antibullying! Ambos precisam ser cobrados! Crianças na educação infantil por exemplo, passam mais tempo na escola que em casa, em casa, os pais não participam da vida dos filhos ou porque trabalham ou porque são ausentes!
ExcluirConcordo, Jobert. Tanto defende e apoia os alunos que eu recentemente ouvi de um aluno que a mãe dele sabia muito bem o caminho da secretaria da educação e isso foi dito como uma ameaça, se nós, professores, tentássemos expulsá-lo daqui, ela iria diretamente lá, tomar satisfação. Aluno este que é frequentemente encaminhado à direção por desacato ao professor e ao meu ver é um grande agressor de bullying. Mas a lei está do lado do aluno, infelizmente!
ExcluirO foco do combate ao bullying deve estar não somente na escola, mas em toda a sociedade. A base dos problemas atuais é o individualismo. Muitas pessoas hoje em dia invadem o espaço alheio de várias formas (xingamentos, atitudes “folgadas”, música e conversa alta em locais e horários inapropriados, etc.), esquecendo-se de que cada um faz parte de uma sociedade. Respeitar essa sociedade é respeitar a si próprio! Se a pessoa A não respeita a pessoa B, a pessoa B vai desrespeitar a pessoa A, criando um círculo vicioso. Todos devem ter a consciência de que é necessário quebrar este círculo! Sempre falo para meus alunos: meu direito termina onde começa o direito do outro!
ExcluirMuito se atribui a maior parte da responsabilidade aos pais e à escola, o que de certa forma torna o praticante do bullying um indivíduo imputável.
ExcluirComo uma das causas do bullying, o texto "Bulying no ambiente escolar" trata de fatores econômicos e relações de desigualdade e poder existentes no ambiente escolar. No entanto, essas mesmas relações são legitimadas e estimuladas fora da escola, pelo status quo,pela mídia, e pelo sistema econômico vigente. Isso remete a uma questão filosófica bastante atual: "como é possível a sanidade dentro de uma sociedade doente?".
Thiago concordo com você, vivemos numa sociedade doente, perversa, onde não há lugar para todos, como então conseguiremos um ambiente sadio? É necessário uma ação maior, mais abrangente, onde a sociedade como um todo se envolva e só assim poderemos reverter essa situação. Devemos começar equilibrando a desigualdade social que reina em nossa sociedade, uma das maiores no mundo. Não podemos ficar passivos diante dessa situação.Não é a família que está desestruturada e sim a sociedade.
ExcluirColegas, creio que o Estado, também, deve estar preparado para combater o fenônemo bullying e o cyberbullying, através de decretos, leis...que identifiquem. combatam e, principalmente, previnam estas práticas, visto que os atos cometidos pelo(s) agressor(es) são infracionais.
ResponderExcluirConcordo,o Estado tem que fazer a sua parte,mas lendo o texto 2 do material de apoio, vemos que não há leis específicas contra BULLYING,mas existem leis que punem crimes específicos, como calúnia,agressão,entre outros.Basta aplicá-las!
ExcluirO resgate de valores para evitar o bullyng, como foi mencionado é algo muito difícil, nos dias de hoje, pois chegamos a essa situação, justamente pela falta de valores e pela ausência de uma FÉ que leve as pessoas a nortear suas atitudes e ações sob o olhar de um DEUS.
ResponderExcluirVejo em meus educandos uma falta de valores morais e uma ausência total de objetivos na vida ou de planejamento e isso se deve pelas desestruturas familiares.
Concordo plenamente. Aliás todos concordam, aja vista os materiais de apoio, onde os pesquisadores elencam possíveis causas a este comportamento, e em 90% deles afirman que são reflexos da educação que vem de casa. Então fica a dúvida, como combater esse mal dentro da escola, se ele é alimentado, e muito bem alimentado, dentro da casa de cada um de nossos alunos? Será que conseguiremos convencer que os alunos de que toda a forma de viver e conviverr que ele conhece,por meio de quem lhe deu a vida, está errada? Além disso, temos a ajuda ferrenha das mídias em geral, que incitam a violência, o desrespeito, a auto-destruição, etc............É colega, temos um árduo e desleal trabalho, para combater essa situação, são muitos remando contra essa maré. Temos então que trazer mais "remadores" para o nosso lado, aliás os principais dessa embarcação, A FAMÍLIA.
ExcluirHoje pela manhã ouvindo a nossa querida diretora, Elaine Ferraz, ela comentou de uma conversa sobre a baixa avaliação da rede municipal no Saresp/2011 e li de nossa colega Myrtes que muitas vezes nós agimos como pais e completo como babás de luxo como foi comentado pela colega Thais; muito bem com essas ações e ainda mediando a indisciplina em sala de aula - QUANDO COMEÇAREMOS A MINISTRAR AULAS de nossas especialidades e assim transformar a sociedade que passa peals nossas mãos?
ResponderExcluirNão seria o caso de parar tudo, e recomeçar do zero, ensinando os nossos alunos a se respeitarem, como pessoa e assim começar a respeitar o próximo e depois disso orienta-los a volorizar os estudos como o "1/2" de transformação de sua condição social e econômica, usando a escola como trampolim para melhorar sua condição e de sua família - não há essa consciência pela quase totalidade deles.
Concordo com vc!!!!
ExcluirO bullying é UM dos problemas que enfrentamos em sala de aula...cada vez mais ensinamos menos. Os alunos não querem aprender! Não veem sentido na educação.
O que falta a nossos alunos é amor, fé, Deus, família...
Nosso papel é tão complexo que muitas vezes desviamos nosso foco, sendo obrigados a deixar o assunto da aula de lado. A escola perde tanto o sentido, que os alunos perdem ainda mais o interesse por ela. Muitos são tão inconsequentes que perguntam "Por que eu preciso saber Biologia? Para quê vão me servir esses conhecimentos de Química se eu não vou trabalhar com isso?". Acho válido trabalhar não só com os valores éticos e morais, mas também resgatar a importância das nossas disciplinas. Até pouco tempo atrás, qualquer egresso do antigo ginásio sabia interpretar textos, gráficos e tabelas, relacionar informações, escrever clara e corretamente, fazer cálculos e compreender o mundo à sua volta. Hoje vemos analfabetos chegando ao ensino superior. Se esta situação se prolongar, ficaremos à mercê de profissionais pouco qualificados e teremos que importar mão-de-obra.
ExcluirBruna, isso já é realidade, primeiro vieram os argentinos, depois os chilenos, agora estamos sendo invadidos pelos coreanos. Estamos no mundo da globalização, a não qualificação de nossa mão de obra, obrigada as empresas a contratarem pessoas de outros países, estamos perdendo os melhores postos de trabalho, aliás a industria no Brasil há apenas cinco anos representava 22% do PIB, hoje, apenas 11%, essa queda se deve principalmente a falta de mão de obra qualificada.
ExcluirFalarmos em resgatar valores é um passo mto importante, mas ao mesmo tempo só será conseguido a passos lentos, visto que a família, da maior parte de nossos educandos, também vive uma falta total de valores e contarmos coma este pilar é essencial para que a mudança não seja apenas palhativa, isto é, apenas na escola e sim reflita uma verdadeira transformação de todos os envolvidos, revitalizando os valores perdidos tais como : respeito, tolerância, responsabilidade, cooperação... Estarmos unidos é o principal passo para enfrentarmos o fenômeno bullying bem comno o cyberbullying.
ResponderExcluirRealmente ,como já foi dito, os dois textos são complementares e concordo que quando falamos em programas antibullying,devemos considerar cada escola individualmente, pois cada uma tem um público diferente, pertence a uma comunidade diferente.A prevenção, o envolvimento de todos os setores da sociedade,o resgate de valores como respeito, tolerância, honestidade,amor ao próximo é fundamental para impedir que esse mal se instale.
ResponderExcluirFico muito ressentida e preocupada quando percebo que os valores que são necessários para a organização de uma sociedade estão destruídos. Para,nós, adultos, professores é bem mais fácil falarmos de valores e assimilarmos esses conceitos , que em nossa educação (família, escola, sociedade)eram implícitos.Mas sempre me pergunto: E para uma criança, de mais ou menos 10 anos, que valores ela está encontrando na sociedade atual? Que legado,adultos, estão deixando para essa geração? Como fazê-la compreender valores morais e éticos que poderão lhe proporcionar um mundo melhor?
ResponderExcluirNossas crianças possuem recursos, que nem imaginávamos um dia existir...e em que estão sendo transformados, quando lhes apresentamos uma sociedade em que a violência está completamente banalizada? Que ser humano estamos formando quando priorizamos o corpo, apenas, em detrimento do conhecimento e do espírito?
Tenho como certeza, que o bullying, de qualquer forma, é fruto dessa realidade cruel que está presente em nosso dia a dia.
Concordo com os colegas! O Bullying é uma consequência da transformação rápida que vem ocorrendo em nossa sociedade, refletindo diretamento na ESCOLA! A sociedade sofre constantes transformações, numa velocidade incontrolável, fugindo ao nosso alcance, assim como os valores! Devemos acompanhar esse ritmo e ver que antes esse fenômeno era tido como brincadeira, hoje é chamado de bullying e amanhã será um crime, como já está sendo discutido em LEI para que adultos sejam punidos. Porém este é um fenômeno que ocorre com mais frequência entre crianças e, principalmente, adolescentes! Idade de adaptação, conflito e construção de identidade! Devemos nos unir, orientar pais, abrir espaço para discutir assuntos como estes em aula! E limite, sem autoritarismo! Temos que ter autoridade, assim como temos com nossa filhos, também temos que ouvir para sermos ouvidos!
ResponderExcluirMelissa, como conciliar todos estes aspectos formativos de personalidade, com os conteúdos do currículo, no pouco tempo que temos junto com os alunos? Será que não seria interessante aumentar o tempo na escola, para que concomitante com as disciplinas convencionais, os alunos recebessem o ensino dos valores sociais, uma vez que a família está pecando nesse sentido. Se o mundo está mudando sem contemplar tais valores, e pelo que vemos, nós enquato escola, estamos recebendo toda carga dessa mudança, então que as recebamos de forma correta, com mais tempo do aluno na escola, lhes sendo ofertado aquilo que a sociedade não é mais capaz de oferecer; O SENTIDO DE FAMÍLIA.
ExcluirOi Rodrigo, não sei qual dos Rodrigos você é...não tem foto! Mas já respodendo, é complexo o trabalho do professor em sala de aula com tantos alunos e tanto conteúdo curricular que tenham que cumprir, mas acredito e sei que é possível um trabalho, desde que em conjunto com a família e todos os professores, pois o tempo é curto, mas é preciso enxugar conteúdos e tentar inserir estes aspectos dentro numa aula com planejamento! Sei é complicado e exige um maior trabalho! O tempo do aluno na escola já está em LEI e logo irá ser ampliada a carga horária do aluno na escola, como em vários outros países, mas há propostas e realidades diferenciadas que nem sempre ocorrem de forma satisfatória! O papel da família e da escola deve ser claros, não devemos nós professores assumir um papel educacional que é da família e que muitas vezes é delegada à escola! A ampliação da carga horária possibilita o trabalho da escola com a família, no sentido de unir forças, mas sabemos que grande parte da família não participa. O que interessa muitas vezes é a questão da bolsa família, dos benefícios que a escola traz para a família, em reuniões muitos pais não aparecem porque sabem que serão chamados para falar dos problemas do filho, no caso dos "alunos problema" como os que agridem e cometem bullying na escola e os pais deste principalmente, são os que mais se ausentam! Hoje no FÓRUM Municpal da Pessoa com Deficiência foram discutidos diversos planos de trabalho e mudanças na área da educação, esportes, saúde, que surgiram algumas propostas de trabalho dentro da escola! Uma delas seria colocar uma equipe interdisciplinar na escola, como: fonoaúdiólogos, psicólogos, terapeuta ocupacional, psicopedagogos, para lidar com questões como essa junto com as famílias! Trazer especialistas dentro das escolas. Abrir parcerias com diversas instituições da rede que pudessem fazer um trabalho conjunto com as escolas, desde ensino profissionalizando para os deficientes e alunos problema, como com as famílias, também com cultura e esportes! Poderia ter aulas de música, natação, oficinas culturais e artesanais, marcenaria, algo que pudessem acrescentar aptidões a estes alunos e trouxessem a família para dentro das escolas! Palestras com Conscientizações, campanhas e diversos outros trabalhos! Vemos que nesta idade nossos alunos possuem uma sexualidade em desenvolvimento e gritante, que necessita ser auxiliada, através de uma educação sexual, porém ela é mal interpretada, mas que é extremamente necessária, podendo entrar na grade curricular das escolas como um espaço do aluno se conhecer, conhecer seu corpo, falar sobre si e sobre seus sentimentos, já que os tempos estão mudados e muitos pais não possuem tempo e nem preparo para falar sobre o mundo adulto!
ExcluirEstou boquiaberta diante de tantos comentários relevantes e elucidativos. Realmente o papel do educador é árduo e diário. Entretanto, desistir? Nunca. Acredito que nós temos a obrigação de ao menos dar um norte, um alento, um apoio a estas crianças tão perdidas e largadas da sociedade atual. Crianças sem família, sem valores, sem estrutura... E sem escola também?! É triste porém somos quase que unicamente o que lhes restou.
ResponderExcluirE se o bullying acontece principalmente dentro da sala de aula nós professores temos que estar super atentos e procurar "aliados" dentro e fora da sala de aula nesta longa e complexa luta.
Concordo plenamente quando coloca nossa posição como professores. Batalhamos por uma vida e um mundo melhor, e quando desistirmos desse sonho, podemos aposentar.
ExcluirAs opiniões expressas no texto vem apenas para validar o que nós professores, e todos envolvidos no processo de educação já sabemos: todos devem estar envollvidos (pais, professores, direção..), que é um trabalho complexo e de difícil soluçao, que as escolas são sistemas dinâmicos e diferentes entre si, e que todos devem se conscientizar sobre os males que o bulliyng causa nas pessoas envolvidas. Acho muito importante o tema ser discutido, rediscutido, Rerediscutido, por mais que já saibamos de tudo isso, pois são lembretes que devemos por em nosso cérebro entre tantos outros que nós educadores devemos ter, assim como tudo na educação o processo de mudança é muito lento, mas tem de começar.
ResponderExcluirAcho que os inspetores de alunos tem que ser envolvidos e capacitados sobre o assunto. Eles acabam vendo e ouvindo sem saber como agir diante de uma situação de bullying. Eles estão envolvidos com os alunos num momento em que o bullying é cometido com frequência: a hora do intervalo. Um momento em que os alunos se sentem mais a vontade para agir e o inspetor, sem saber como agir pois não sabe o que é bullying, trata apenas como mau comportamento.
ExcluirQueria deixar registrado algo que não li aqui ainda.. o bulliyng não é algo novo, apenas o nome é algo novo. Se você não sofreu bulliyng na escola, deve conhecer alguém de sua idade que sofreu, minha irmã foi parar até em médico por causa disso... acho que minha mãe nem sabia que existia psicólogo...a violência e o sexo na televisão existe desde a minha infância...
ResponderExcluirNum dos textos que fala sobre as formas de bullying, vi que muitas atitudes levam a criação do bullying, e tendo isto em vista, acho que fui vítima no decorrer de toda minha escolarização! Mas não só na escola, como também na rua, tanto por ter uma característica racial diferenciada, como também por ser menor que minhas amigas na escola, sofri também socialmente. Porém tive uma bagagem educacional familiar e uma característica de não ficar quieta com provocações. Acredito que essas atitudes e ações que causam malefícios psicológicos ao ser humano, sempre existiu e sempre irá existir, infelizmente! A solução é como o aluno irá reagir a certas atitudes, isso fará a diferença! Podemos amenizar estar atitudes ensinando aos nossos alunos as diferenças e a serem compreensivos, mas não passivos! Os alunos que cometem atitudes agressivas, necessitam de ajuda e precisam conseguir se entender como pessoas! Assim como as suas vítimas! E este é um trabalho que leva tempo com psicoterapias constantes!
ExcluirEu também sofri bullying por sempre ser a mais alta da sala de aula. Sofri bullying em casa também pois como eu aparentava mais idade não podia me comportar como criança e sempre como "mocinha"(até hoje não sei como é se comportar como "mocinha").Era repreendida pelos meus pais e comparada com outras pessoas. Lendo os textos e refletindo sobre o tema, hoje faz sentido minha auto estima ser tão fragilizada e ter que fazer um exercício mental todos os dias. Isso hoje que já sou adulta e já ter superado, mas na adolescência me escondia de alguma maneira, inclusive atrás de roupas mais masculinizadas. Hoje entendo isso.
ExcluirOlhem uma ação que poderíamos fazer: http://www.silviocostta.com.br/literatura/antibullying/jogo.htm#
ResponderExcluircomprar um exemplar desse livro, reproduzir o jogo e jogar com os alunos, uma ou duas aulas bastariam....
Poderíamos proporcionar uma palestra aos pais também, incluindo os alunos, numa escola onde trabalhei, em Itatiba, uma vez por mês, era convidado um profissional da cidade para palestrar para as famílas, houveram diversos temas, chamaram psicólogos, professores de libras, um agente de saúde, etc... era a noite, no anfiteatro e a comunidade participava....
Meninas, acho que o lúdico é a melhor forma de passar o exemplo e os ensinamentos de forma mais agradável para as crianças.
ExcluirSeria maravilhoso se pudéssemos envolver as famílias também pois nesta comunidade elas não participam muito da vida de seus filhos, então seria uma bela oportunidade de tentar criar elos e até mostrar valores. Gostei muito da idéia das palestras e dos profissionais.
Muito interessante. Interagindo sugestões acredito que estamos contribuindo para minimizar (ou acabar) com essa prática nociva que é o bullyng.A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo também está lançando campanhas antibullying com várias sugestões. Penso que tudo é válido para promover uma ação antibullyng, desde leituras, cursos, palestras, jogos, campanhas e assim como esse curso está envolvendo professores e demais profissionais da escola, oferecer aos alunos tambem um espaço para que eles possam colocar suas opiniões, sugestões e até mmesmo para que aquele que está sendo vítma de bullyng possa procurar ajuda de um adulto e aquele que está praticando reflita e o mal que ele está fazendo para ele mesmo.
ResponderExcluirGostei da ação! Trabalho com jogos! As palestras são excelentes! Procurar pessoas experientes que falam sobre o tema é interessante, existem peças teatrais com o tema para os alunos! Trabalho em Indaiatuba e lá vai ter uma peça chamada "Bullying não é brincadeira", a entrada é franca, vai ocorrer no CIAEI na sala Cris de Camargo, às 19 horas do dia 22/06 nesta sexta-feira, inscrições pelo telefone 19-3885-7700 e pelo e-mail:cmdca2.cmi@terra.com.br, podendo combinarmos deste talvez irem em nossa escola para uma apresentação! Existe também um filme que trata do assunto chamado: " A corrente do bem". Posso passar o endereço para interessados! Fica a dica à todos!
ResponderExcluirConcordo com você Melissa! Jogos, peças teatrais, utilizar o lúdico,é sempre motivador e ao utilizarmos no tema Bullying estaremos agindo mais apropriadamente com a faixa etária que estamos discutindo.
ResponderExcluirVamos planejar e fazer algo? Pensei em montarmos alguns jogos lúdicos, com materiais que tenho que trabalham com sentimentos, até mesmo jogos matemáticos, para inserirmos nos intervalos, podemos produzir com os alunos e montar um kit! Para isso, podemos negociar com a direção, um tempo maior para isso! O que acha?
ExcluirSei que todo esforço na escola é muito bem-vindo mas me lembro que no início deste ano (entre a primeira e segunda semana de aula) quando nem tínhamos turmas definidas, tivemos uma semana destinada à campanha antibullying, a qual acredito eu que não foi muito proveitosa pois os alunos haviam acabado de chegar para o novo ano letivo e mal se conheciam. Não seria melhor uma semana mais tardia para que nós professores pudéssemos tratar o problema com propriedade e exemplos? Apenas uma sugestão.
ResponderExcluirConcordo com a Mirian, Viviane e a Melissa, o bullying deve ser trabalhado de outras formas além das palestras. Organizar as ideias no papel e depois colocá-las em prática!
ExcluirSão idéias excelentes, eu tenho vivência disto, todas as atividades lúdicas que trabalhamos na quadra, são prontamente aceitas pelos alunos, e com respostas muito boas, ao contrário daquelas que inevitavelmente tem-se que reproduzir, como os fundamentos dos esportes po exemplo. Mas como já dito anteriormente necessita-se de tempo extra para aplicarmos com eficácia estes projetos, e do envolvimento das famílias, pois de nada adianta ensinarmos valores ao aluno, e ele, ao chegar em casa, presenciar seus pais se agredindo, ou ele sendo o alvo da agressão.
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ResponderExcluirConcordo que ações anti bullying devem começar na escola e muito importante a participação dos pais. Os pais nunca tem tempo para participar das atividades na escola e os que precisariam participar nunca aparecem, nem mesmo quando convocados. Para os pais, o que acontece na escola é problema da escola, dai a importância de chamar a atenção deles para o problema que na maioria das vezes começa fora da escola. Acredito que se começarem a tratar o tema com os alunos com mais frequência com trabalhos, pesquisa, debates, etc, talvez chamassem a atenção dos pais em casa.
ResponderExcluirConforme o texto, como os pais interpretam a mudança do comportamento do filho em casa, sem o conhecimento sobre bullying:
ResponderExcluir- apresenta, com frequência, dores de cabeça, pouco apetite, dor de estômago, tonturas - sobretudo de manhã."É mudança hormonal por causa da idade, quando der ou tiver uma folga do trabalho eu levo ao médico"
- muda o humor de maneira inesperada, apresentando explosões de irritação."Esta entrando na adolescência" ou "Adolescente é assim mesmo"
- regressa da escola com as roupas rasgadas ou sujas e com o material escolar danificado. (Xinga dizendo que custou caro....)
- apresenta desleixo gradual nas tarefas escolares.(Eles nem ficam sabendo, pois não tem tempo de olhar os cadernos e quando olha acham que é culpa do professor que não "passou matéria")
- apresenta aspecto contrariado, triste, deprimido, aflito ou infeliz. (os pais nem percebem, pois o filho vive no quarto)
- apresenta contusões, feridas, cortes, arranhões ou estragos na roupa. (Também nem percebem)
- apresenta desculpas para faltar às aulas. (Brigam e obrigam à ir o que ocasiona em cabular as aulas.)
- raramente possui amigos, ou possui ao menos um amigo para compartilhar seu tempo
livre.(Os pais não percebem)
- pede dinheiro extra à família ou furta. "Será que está usando drogas?"
Infelizmente é isso que os pais relatam quando perguntados sobre as mudanças de comportamento em casa.A maioria acha que bullying é só um apelido que a pessoa não gostou-assim como eu achava. Não tem ideia da gravidade do problema.Muitas vezes essas mudanças são ignoradas e a vítima se cala em casa, vindo a pedir socorro na escola com comportamentos muitas vezes agressivos ou se isolando. Resta ao profissional da educação saber interpretar estas mudanças. Acredito que, se capacitado, o profissional da educação consegue perceber que o aluno precisa de algum tipo de ajuda. Dai a importância da capacitação dos professores e demais profissionais da educação e informação aos pais.
Concordo com você Claudia! Nós profissionais da educação somos essenciais nesta luta pois capacitados temos como detectar e interpretar os sinais que estas crianças emitem diariamente em busca de socorro e ajuda consciente e inconscientemente.
ResponderExcluirNa minha opinião, cada escola ou conjunto de escolas deveria ter diretrizes para lidar com o assunto, como uma cartilha, para orientar funcionários e professores como agir em casos de bullying, como prevenir, e, principalmente, como identificá-los. A maioria das cartilhas apenas traz a definição de bullying e diz que não há uma receita pronta para combatê-lo, mas é essencial que os profissionais de educação saibam "essa receita" claramente, sem rodeios, caso contrário, muito se falará e pouco se fará.
ResponderExcluirConsidero essa idéia extremamente relevante! Precisamos de objetivos claros no nosso trabalho, sem rodeios, mesmo porque nem todas as pessoas que trabalham na escola, tem fácil compreensão! Devemos definir ações, metas de forma clara, prática e objetiva! Podemos iniciar com reuniões, grupos de planejamento para esses tipos de projetos que devem ser inseridos na grade curricular das escolas de ensino fundamental II. Já que sabemos que o comportamento nessa idade, é a base para a formação da educação e reflete no ensino e aprendizagem dos alunos! Acredito também que devemos trabalhar a sexualidade, através de uma ação de educação sexual na escola, que significa não apenas ensinar sobre sexo e partes biológicas, mas sobre a descoberta do corpo, da sua identidade, da identidade do outro, diálogos que podem ajudar nossos alunos a se descobrirem enquanto corpo, mente e alma! Nossa fui fundo! Mas é isso!
ExcluirFundo nada! Acertou em cheio, só faltou um detalhe, TEMPO. Daí a necessidade de aumentar a permanência na escola, conforme comentei anteriormente, somado a inserção de especialistas em cada área do comportamento, como acontece no currículo convencional. Com isso aém de uma assistência mais eficiente, o aluno ficaria mais tempo fora do alcance das possíveis "causas" do fenômeno Bullying. Afinal, não recai à escola o papel de reverter esta situação? Então que nos seja dado o tempo e as ferramentas, "realmente necessários".
ExcluirBruna, não tem como ter uma receita.... ser humano não é máquina, não segue um algoritmo, pode existir sugestões... tem vários reações diferentes para uma mesma ação, ~você mesma disse num outro comentário que sofreu bullying mas isso não fez com que afetasse sua vida acadêmica, mas tem gente que afeta, podemos pegar exemplo com remédios também, cada organismo reage de uma maneira diferente, alimentação também, por isso a área de humanas é muito complicada, acho que pode-se existir sugestões, temos que ir testando, deu errado, usar outra estratégia e ir assim seguindo, por isso a educação demora para ter um resultado, as definições são extremamente importantes, e por que jós que estamos no dia-a-dia, na linha de fronte do combate não sugerimos essas sugestões.... por que se os teóricos nos dão ideias não aceitamos por que eles não estão no dia-a-dia, se não dão é por que não dão...
ExcluirOs projetos que visam o combate as violências escolares, devem sem dúvida nortear-se nas retomadas dos valores e princípios, dos quais os alunos apresenta-se despidos totalmente. Mas de nada adiantará um projeto escolar, por mais bem intencionado e planejado que seja, se todos os envolvidos com a vida dos alunos não forem igualmente participantes ativos nesse contexto. Todos, devemos cumprir nosso papel diante deste problema, a família, os professores, os funcionários e a sociedade como um todo deve ser atingida por estas iniciativas, pois se qualquer uma das partes abster-se das responsabilidades ou equivocar-se nas tomadas de decisões, o aluno que agride ou é pretenso a tal comportamento, certamente se inclinará para este lado frágil do cerco e iniciará ou continuará a praticar tal conduta.Portanto, os projetos que envolvem o tema bullying, devem ser extremamente envolventes a todos os seus sujeitos.
ResponderExcluirA escola atual é um novo desafio a cada dia,vivemos num mundo onde a Instituição Escola foi deteriorada e nós como educadores todo dia tentamos fazer algo para mudar ...para renovar... para podermos lutar contra problemas que vem de fora e aparecem em números maiores...Problemas que são gerados pela falta de família,pela falta de amor,pela falta de valores e mesmo parecendo impossível saná-los temos que nos mobilizar e tentar mudar este quadro tão cruel e nessa "leva" de problemas nos deparamos com o Bullying que está presente ao entrarmos na sala de aula e já vi até professor cometê-lo...Projetos envolvendo alunos ,familiares , professores e funcionários e até incluir atividades que possam fazer o aluno começar a perceber seus erros antes de acontecer.Pode ser que sejam projetos que demorem para mostrar resultados mas o importante é tentar,porque também ver o problema e deixar de lado não ajuda de forma alguma...
ResponderExcluirOs alunos,professores e as famílias tem que interagir num projeto,todos participando e o aluno percebendo o quanto suas ações e reações são violentas pode ajudar em muito a mudança de atitudes.Há de se mudar a visão violenta de mundo que eles carregam
ResponderExcluirSeria importante com os professores tratar a parte de estresse,fadiga,frustações em sala de aula e até a melhora da auto estima
ResponderExcluirIndependente do projeto a ser feito os alunos tem que participar,não adianta só falar,dar palestras se não houver participação deles,se for uma peça de teatro tem que ser feita por eles ,se for uma palestra tem que fazê-los participar e assim por diante
ResponderExcluirA escola é o principal lugar de atuação e socialização da criança e do adolescente, a família deve compartilhar uma parceria em que o diálogo, a orientação, a educação e a afetividade sejam os instrumentos utilizados para desenvolver relações de respeito.
ResponderExcluirA violência está explícita, e está nas ruas, nos bairros, nas cidades e, muitas vezes, dentro das próprias casas. A principal meta desse projeto será desenvolver ações de solidariedade e de resgate de valores de cidadania, tolerância, respeito mútuo entre alunos e professores.
Dentro das escolas ocorrem agressões físicas e verbais, furtos e fofocas entre educandos.
A família é um núcleo fundamental na formação para o convívio social, tendo papel essencial.
A busca da solução para o bullying na escola requer compromisso, participação coletiva e clareza nos objetivos propostos aos alunos, professores, família e escola.
Alguns trabalhos que podem ser feitos:
• Dinâmicas;
• Confecção de cartazes e revistas em quadrinhos;
• Produção textual;
• Dramatizações;
• Contar histórias;
• Debates e discussão;
• Desenhos livres;
• Confecção de cartilhas com regras de boas vivências;
• Músicas;
• Filmes;
• Criação de jornal;
• Roda de conversa.
Alguns tópicos do fórum dizem algumas coisas sobre religião e Deus. Sobre essas questões tenho algumas opiniões. Devemos considerar o fato de que a sociedade caminha cada vez mais para sua secularização, ou seja, cada vez mais a figura de um deus estará ausente e sendo realista, não sei se esse processo é reversível. No entanto, é indispensável que esse vácuo moral da ausência da religião (ou de Deus) seja preenchido por valores e ética radicalmente humanistas, como empatia, conscientização e alteridade, algo que deve ser trabalhado em todas as esferas. Do contrário estaremos condenados à barbárie como profetizou Dostoiévski: "se Deus não existir, tudo será permitido".
ResponderExcluirOutro aspecto importante e fundamental, e que todo mundo já sabe também, é que vivemos a glamorização da inversão de valores. Estamos em uma transição moral, onde é legitimo o querer se dar bem, custe o que custar; o querer ter tudo o que a mídia massacra e a televisão nos enfia goela abaixo, o comportamento propagado nas letras mais sórdidas de funk e outras coisas que andam chamando de música por aí. Muitas vezes percebo que até nós adultos, professores, com instrução e relativa “consciência”, somos vulneráveis a esses bombardeios em determinados momentos, o que dizer de alguém em formação, com educação e entendimento insuficiente para entender a complexidade das coisas. Mais uma vez, bato na tecla que a solução é estrutural, e exige um empenho constante no sentido de ser mudar as fundações do edifício social.
ResponderExcluirBom pessoal, podemos adaptar as sugestões da Agma, e já no segundo semestre começar trabalhando com um Projeto Anti-Bullying. Trabalhei numa escola em que todo mês parávamos um dia (PROJETO PREVENÇÃO TAMBÉM SE ENSINA)para discutir temas pertinentes ao adolescente como: gravidez, drogas, e principalmente sua vunerabilidade. Os resultados foram significativos, principalmente quanto a gravidez na adolescência que foi drasticamente reduzida. Acredito que ao trabalharmos todos com o Projeto, os resultados serão positivos.
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