Texto 1
Postado pelo coordenador do curso: Alberto Alves Maia
A criança ou adolescente que é alvo do bullying, dependendo de suas características individuais e sua relação com o meio social, em especial a família, poderá não superar o trauma sofrido na escola. Poderá crescer com sentimentos negativos, especialmente com baixa auto-estima, tornando-se um adulto com sérios problemas de relacionamento. Terá a capacidade de assumir, também, um comportamento agressivo, ou tender à depressão.
Tendo em vista que enquanto vitima, sente-se humilhado, intimidado; sofre intensamente; não consegue pedir ajuda; isola-se dos colegas; seu aprendizado é prejudicado; pode ter reações violentas; tem medo de ir à escola; sofre em silêncio; sua auto-estima fica abalada; pode prejudicar a sua vida adulta; sente dor e pode tentar ou cometer suicídio. (ABRAPIA 2005; OBSERVATÓRIO DA INFÂNCIA 2010)
O bullying é uma prática nociva que isola e exclui crianças e adolescentes do convívio social e produz, através da intimidação, humilhação e violência, o surgimento de feridas emocionais que, em muitos casos, interferem durante toda a vida no equilíbrio psíquico ao levar o indivíduo à perda de referências quanto à sua identidade. (Alberto A. Maia)
Faça o seu comentário do texto acima. Em outros momentos, comente quatro considerações de seus colegas a respeito desses textos.
O bullying é uma prática nociva que isola e exclui crianças e adolescentes do convívio social e produz, através da intimidação, humilhação e violência, o surgimento de feridas emocionais que, em muitos casos, interferem durante toda a vida no equilíbrio psíquico ao levar o indivíduo à perda de referências quanto à sua identidade. (Alberto A. Maia)
Faça o seu comentário do texto acima. Em outros momentos, comente quatro considerações de seus colegas a respeito desses textos.
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Boa noite à todos! Desejo que esse curso seja bastante proveitoso a todos participantes. Penso que o bullying é realmente destrutivo na vida de uma criança ou de um adolescente. Sentimentos profundos podem ser desencadeados nas pessoas que sofrem bullying e carregados por todos os anos da vida. A atenção por parte de nós, professoros deve ser redobrada, visto que vivemos em uma sociedade que se apresenta muito superficial, onde o importante é "ter" e não "ser". Os valores estão muito distorcidos e as crianças se tornam muito vulneráveis a isso.
ResponderExcluirOlá Myrtes! Como você mesmo afirmou: "Sentimentos profundos podem ser desencadeados nas pessoas que sofrem bullying e carregados por todos os anos da vida." Concordo,plenamente!
ResponderExcluirO impacto do bullying é devastador, comprometendo o salutar desenvolvimento da criança como pessoa segura e auto-confiante. A auto-estima é a primeira a sofrer danos e, por vezes, em situações muito graves, as consequências são irremediáveis.O corpo sofre, a mente sofre.
Intimidação,humilhação e violência tem o poder de causar feridas que jamais cicatrizam. É a convivência constante com a dor, com o desamparo, com a solidão.
Bom dia a todos! Também desejo, a cada participante, que tenhamos ganho não somente quanto ao conteúdo do curso, mas também quanto a oportunidade de compartilhar as nossas experiências. Considerando o texto 1, creio que além de conviver com um estado constante de pavor, uma criança ou adolescente vítima de bullying sofre com a rejeição, isolamento, humilhação, a tal ponto de se verem impedidas de se relacionarem com quem deseja, de brincar livremente, de realizar um trabalho individual ou em grupo na escola.
ResponderExcluirTambém faz parte dessa violência impor à vítima o silêncio, isto é, ela não pode denunciar à direção da escola nem aos pais, sob pena de piorar as coisas. Pais e professores só ficam sabendo do problema através dos efeitos e danos causados, como a resistência em voltar à escola, queda de rendimento escolar, retraimento, depressão, distúrbios psíquicos, fobias, etc.
Acho que o medo de denunciar à qualquer um: pais, escola, enfim...faz com que a criança fique cada vez mais retraída e a atenção dos adultos nesse momento para identificar tal situação , se faz fundamental. Interessante, também, considerando o texto, é que geralmente o praticante de bullying é líder, aterroriza, mas na verdade, ele é muitas vezes alvo de bullying em sua casa ou comunidade. Portanto, penso que cada criança ou adolescente, reage de uma forma. Intimidando-se ou assumindo liderança de bullying, cada situação deve ser analisada por especialistas de acordo com suas particularidades.
ExcluirComo eu falei antes, pelo menos ao meu ver, muitas crianças não denunciam o bullying por não ter consciência que esta situação é anormal, acho que pela minha desatenção eu não me sentia incomodada a ponto de querer romper com aquele ciclo. Quando comecei a querer, não sabia se era possível e como fazer isso. Felizmente minha mãe percebeu minha timidez excessiva e procurou ajuda psicológica, mas não me recordo se ela chegou a procurar a escola.
ExcluirBoa noite!! bom início de semana a todos e bom curso para nós, esse espaço será ótimo tanto para discutirmos questões importantes de um dia a dia na escola, que nunca temos tempo discutir, assim como conhecermos mais nossos colegas de trabalho.
ResponderExcluirSe nós adultos temos dificuldades em procurar ajuda quando estamos em dificuldades em relação a nossos sentimentos imaginem uma criança ou um adolescente que estão ainda se auto afirmando? Basta retomarmos à nossa época de criança e lembrar de algo que não nos agradou e quanto isso nos ficou marcado, imaginem uma vítima de bullying...Não é a toa que a doença do século é a depressão. O texto faz referencias a suicídios, não tenho refencias e dados sobre suicídios na infância e adolescencia, irei buscar algo na internet depois posto. Bjss a todos
Achei dois textos interessantes, um deles já li, que segue link: http://marciocandiani.site.med.br/index.asp?PageName=Suic-EDdio
ResponderExcluiro outro li apenas uns trechos, por enquanto:
http://www.adolescenza.org/capitao.pdf
resumindo um pouco é o seguinte:
Uma criança pequena não é capaz de planejar e levar adiante um plano suicida,
porém, favorecem situações que colocam sua vida em risco, por isso na infância é raro os casos de suicídio, mas já na adolescência, principalmente a partir dos 16 anos, o planejamento e a execução se torna fácil.
Vou buscar se tem alguma artigo relacionando Bulliyng/Suícídio.
Acho que o livro da Ana Beatriz Barbosa Silva deve ter alguma coisa.
Se alguém tiver essa informação, por favor compartilhe.
Parabéns a todos pelo excelente nível das discussões! Acredito, também, que este espaço é um lugar privilegiado de troca de idéias e conhecimento mútuo.
ResponderExcluirNo primeiro texto que a Mirian indicou, o autor aponta a agressividade e desesperança como fatores mais comuns do suicídio infantil - uma atitude extrema para quem a vida já adquiriu um gosto de morte. Como escrevi na postagem anterior: "É a convivência constante com a dor, com o desamparo, com a solidão."
Creio, então, que há motivos de sobra para que nós educadores sejamos mais sensíveis à tristeza estampada nas faces dessas crianças, procurando identificar as causas e promover ações eficazes para frear essa forma de violência, muitas vezes disfarçada em brincadeiras.
Boa tarde a todos! Eu também gostaria de desejar um bom curso para todos nós.É um prazer discutir sobre um assunto tão importante e trocarmos experiências. Como educadores,temos que estar sempre atentos a situações que caracterizam Bullying.Um ponto positivo, é que esse tema está sendo discutido mais abertamente e penso que ações conjuntas entre escola, família e comunidade na prevenção desse problema seja a melhor solução, pois as consequencias depois que a situação se instala são devastadoras, tanto psicológicas quanto físicas chegando a casos extremos como homicídio e suicídio.Dados estatísticos mostram que essa é a melhor solução.O processo é longo e lento, mas temos que começar já.
ResponderExcluirBoa-noite, Carmen! Concordo com vc. de que a abertura dada para discutirmos o tema "bullying" é mto importante para que nós possamos conhecer e diagnosticar qdo o educando está sendo vítima ou praticando o bullying. Sim, a integração entre família, escola e sociedade é primordial, pois mtas vezes a agressividade começa na família ou no círculo social frequentado pelo aluno. O processo é, realmente, longo e lento mas devemos estar sempre atentos para que possamos auxiliar, de forma positiva, qdo diagnosticarmos que um(a) aluno(a) está sendo vítima ou causador do bullying. Bjos !
ExcluirOi Flávia, tudo bem? Eu também estou feliz de podermos compartilhar sobre esse assunto. Concordo com você em relação a dificuldade da vítima em expor o problema, e quando descobrimos, a situação já está bastante grave. Por isso é que eu acho que um trabalho conjunto de prevenção e conquista da confiança da vítima para poder ajudá-la, seja a melhor solução.
ResponderExcluirSempre imaginamos que a infância e a adolescência vêm acompanhada de fantasias, sonhos, projetos e perspectivas. O bullying, desencadeado em ampla escala na sociedade atual, está fazendo com que nossos jovens percam esse brilho intrínseco dos primeiros anos de vida, levando-os a atitudes inaceitáveis como ao suicídio. Será que não há uma grande exigência por parte da sociedade adulta? Será que é omissão dos pais que não percebem seus próprios filhos? Falta de exemplos dos mais velhos? Penso muito nisso, quando percebo jovens sem a menor noção de valores, princípios e atitudes sociais. Cabe a nós professores, atenção redobrada (o que não é nada fácil, com salas superlotadas)àquelas crianças que de alguma forma estão fora da normalidade infanto-juvenil.
ResponderExcluirOlá, boa noite à todos! Obrigada pela oportunidade de poder estudar e compartilhar com o grupo da escola, nossas dúvidas, angústias e ampliar nosso conhecimento para que possamos ter um olhar mais crítico e diferenciado ao entrarmos em contato com o outro, seja ele aluno ou não! Parabéns pela iniciativa e projeto! Espero que possamos realmente amadurecer como profissionais! Vivemos num mundo que lidar com o DIFERENTE é complexo, estamos a cada dia mais individualistas e acabamos perdendo nosso foco e objetivo! Será que estamos agindo da melhor forma em nossa escola e na sala de aula? O que fazemos para evitar gozações! Vejo que esse tipo de comportamento tem se tornado comum entre adolescente e inclusive adultos, e em nossa escola! O Bullying é um comportamento antigo apesar da discussão atual, a diferença é que hoje sabemos o quanto essa prática afeta o desenvolvimento social e psicológico de uma pessoa, tendo "danos emocionais" irreverssíveis! Vivemos numa época em crise de valores! Acredito que nós como professores, podemos dar oportunidade dos alunos poderem se expressar, ter a oportunidade de ter autonomia de suas idéias, desenvolver o comportamento social melhor e mais crítico, e é sobretudo, na escola e diante dos nossos olhos que podemos dar conta dessa prática!
ResponderExcluirEstou iniciando as leituras a respeito e volto, logo mais com as leituras e dúvidas aos colegas!
Boa-noite a todos. Reintero os votos de que possamos interagir de forma a somarmos conhecimentos e possíveis soluções para este problema, que a cada dia, mais e mais atinge os nossos adolescentes. Gostaria de salientar que, não só nós, professores, estejamos engajados nessa batalha, mas também toda a comunidade a que pertencem tanto a vítima como também o causador do bullying, pois ambos precisam ser orientados a saber respeitar o outro, fator este determinante para o convívio em uma sociedade salutar. Assim ressalto a importância de que os valores sejam enfatizados cada vez mais e mais, para que possamos extinguir este "câncer" que a cada dia nos apresenta casos e mais casos de atrocidades chamados de "bullying".
ResponderExcluirOi, Shirlene. Concordo com seu comentário. Devemos nos atentar tanto à vítima quanto ao agressor, tentando identificar as causas do problema e agir de modo eficaz para combatê-lo. Tarefa nada fácil. Bjs
ExcluirConcordo Shirlene! Nós temos que tentar e conseguir somar forças, conjunto família, comunidade e escola! Essa é a principal união e meio viável de se conseguir possíveis resultados positivos nesta ação!
ExcluirO apoio de toda a comunidade, seja na escola, seja dos pais e sociedade, é importantíssimo, pois é uma responsabilidade muito grande para ser só dos professores. Aliás, minha dificuldade em lidar com as situações de conflito é que muitas vezes temos pouco tempo de aula, ou o tempo está contadinho, e parar a aula para intermediar conflitos (que são muitos) prejudica bastante o trabalho do professor.
ExcluirSegundo Cleo Fante, as conseqüências para as vítimas desse fenômeno são graves e abrangentes, promovendo no âmbito escolar o desinteresse pela escola, o déficit de concentração e aprendizagem, a queda do rendimento e a evasão escolar. No âmbito da saúde física e emocional, a baixa na resistência imunológica e na auto-estima, o stress, os sintomas psicossomáticos, transtornos psicológicos, a depressão e o suicídio.
ExcluirConcordo com vocês, temos que unir forças, juntar escola, família, comunidade para que possamos encontrar maneiras de conscientizar estas crianças dos males que estas "brincadeiras" acarretam na vida deles e dos outros.
ExcluirOlá pessoal!Li os comentários dos colegas e vejo que este curso será muito produtivo. Um espaço necessário para que reflitamos sobre este problema que permeia nossa prática em sala de aula. As consequências ou traumas causadas pelo bullying são carregadas pela vida toda, sem sombra de dúvida, devemos nos atentar a ele e buscar combatê-lo.Ótimo curso a todos!!!Bjs
ResponderExcluirPercebo que todos nós estamos convictos da importância de nossa participação enquanto educadores na percepção e atuação contra a prática do bullying, com certeza saíremos mais cientes de nossas condutas quando detectarmos, no nosso dia a dia, tal prática, tão nociva aos indivíduos e a sociedade em geral.
ResponderExcluirPrecisamos mostrar e conscientizar os alunos e a comunidade que bullying não é um tipo de "brincadeira" comum nas escolas e típica da idade das crianças e adolescentes, pois é este o desfarce cruel desta prática na sociedade.
ResponderExcluirAo sofrer a violência do bullying, tanto as crianças como adolescentes, sozinhos, não têm como se defender. Os colegas, embora repudiem esse tipo de violência psicológica e sentirem pena, declaram que nada podem fazer para defendê-la, com medo de serem a próxima vítima.
ExcluirMuitas crianças vítimas de bullying desenvolvem medo, pânico, depressão, distúrbios psicossomáticos e geralmente evitam retornar à escola quando esta nada faz em sua defesa. A fobia escolar geralmente tem como causa algum tipo de violência psicológica.
Concordo com você, Karina. E até me questiono algumas vezes se não estou sendo omissa ao não levar a sério algumas "brincadeiras / gozações" de alunos dos 9ºs anos. Até que ponto são brincadeiras típicas da idade? Nós, professores, temos que estar sempre atentos para pereceber se tal brincadeira não passou do ponto e virou humilhação. E as salas superlotadas, há como perceber? Realmente é uma tarefa árdua. Mas não podemos desistir.
ExcluirEu também tenho este sentimento que a Viviane. Eu particularmente tenho muita dificuldade em reconhecer uma situação de bullying. As cartilhas dizem muito como prevenir o bullying nas escolas, isso é muito válido, mas também temos que combater. E para combater temos que identificar. E durante as aulas, os alunos acabam "disfarçando" a situação. Então, como podemos fazer para identificar essa situação em sala de aula? A quem me der sugestões agradeço.
ExcluirRealmente, Karina, mtas vezes crianças e adolescentes dizem que é apenas uma brincadeira, mas uma "brincadeira" de mau gosto que pode trazer sequelas para a vida toda da vítima, inclusive levando-a até a cometer suicídio. É importante ressaltar que casos recentes envolvendo a comunidade escolar foram destaques nas mídias, tanto aqui no Brasil como nos Estados Unidos, onde a "defesa" da vítima foi sair atirando dentro da escola e até universidades matando dezenas de pessoas inocentes. Portanto, concordo com vc. qdo diz que mostrar e consvcientizar os alunos e a comunidade é de suma importância.
ResponderExcluirBrincadeira de mau gosto mesmo. Devemos encarar o problema de frente e jamais aceitar como brincadeira.
ExcluirTemos que convencer essas crianças que algo só é brincadeira quando os dois aceitam, quando todos os envolvidos estão de acordo, e que as pessoas pensam diferente entre si, não é porque "eu" não ligo para essa brincadeira que o outro também não ligue, devemos respeitar essas diferenças assim como gostamos de ser respeitados.
ExcluirPessoal, saiu hoje(o5.06.12) no facebook : Hoje, o Facebook e a Time Warner estão lançando na América Latina o aplicativo Chega de Bullying: Não Fique Calado. O aplicativo do Facebook tem como objetivo educar as pessoas sobre os danos que o bullying pode causar e inspirar testemunhas a levantar a voz ao presenciarem bullying. Para saber mais, visite https://www.facebook.com/chegadebullying. para os interessados é só acessar o site. Bjos!
ResponderExcluirOi, Shirlene! Iniciativas como essas são importantes por darem força ao combate ao bullying. Vou ver o site! Bjs
ExcluirGostei da iniciativa! Crianças pequenas que não sabem ler e escrever, e falam ainda com dificuldades, possuem facilidade para ligar um computador e manipular jogos no celular, acessar site e desenhos! Os pais possuem papel fundamental na orientação e limite! Porém, hoje as crianças quando não estão na escola, ficam em casa sozinhas, acessam a internet com livre acesso, sem limite de acesso e tempo, ficam na TV e procuram cada vez menos brincadeiras saudáveis com amigos e a socialização, ou seja, não aprendem a se socializar, a dividir brinquedos e brincadeiras, possuem uma infância curta e deturpada, sem orientação e educação moral! Hoje nas escolas existe site como o Thinkguest, que é uma ferramenta para estimular a aprendizagem na linguagem escrita e social com colegas e professores da escola, alunos utilizam a ferramenta para enviar mensagens e agredir colegas de escola, o que tem início como brincadeira, acaba sendo prazeroso e engraçado! Precisamos pais e professores, estarmos preparados para o uso de tecnologias, que mudam a todo o momento!
ExcluirOlá Melissa! E pessoal!
ExcluirSeguindo essa linha de pensamento sobre a família, as novas tecnologias e as responsabilidades de cada um, vejam esta notícia. Será uma decisão acertada? Será que as agressoras realmente mudarão de postura? Dinheiro como punição somente? Ou a garantia de que tanto quem agrediu quanto agredido terão o acompanhamento psicossocial necessário?
..."Os pais de duas adolescentes de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, no Paraná, foram condenados pela Justiça a pagar R$ 15 mil de indenização para a família de uma adolescente que foi vítima de bullying. O caso aconteceu em um colégio particular em 2010 e a decisão ocorreu em primeira instância em fevereiro deste ano. Os pais, que foram responsabilizados pela atitude das menores e condenados, ainda podem recorrer....
http://g1.globo.com/parana/noticia/2012/02/pais-sao-condenados-por-bullying-cometido-pelas-filhas-em-escola.html
Desejo a todos que esse curso seja para nós um momento para nos conhecer melhor, afinal não há muitas oportunidades para expressar nossas ideias e opiniõs, até porque no HTPC não encontramos com todos os colegas.
ResponderExcluirBullyng é nos dias de hoje tudo aquilo que nós sofremos quando iniciamos a nossa vida escolar e/ou social, mas naqueles tempos não havia essa conotação - eu me lembro que naquela época, graças a famílias estruturadas: emocionalmente e economicamentes também, os nossos familiares ofereciam estruturas emocionais para enfrentarmos e isso nos dava o suporte para não sofrer ou entrar em crise - de outra forma, os tipos de ofensas ou provocações não eram tão agressivas e agressão física não era tão comum quanto acontece hoje. Pelo menos dentro de minha realidade, venho de uma cidadezinha pequeníssima onde todos se conhecem, o que dava um certo ar familiar.
Hoje em dia, para qualquer fato é motivo para ofender o moral do colega de classe e se existe uma resposta atravessada o que acontece é uma briga no final da aula - já a família além de não orientar os seus entes queridos, ainda estimulam que haja o revide do tipo "NÃO LEVE DESAFORO PARA CASA, POIS VOCÊ VAI APANHAR DUAS VEZES - NA ESCOLA E EM CASA" - essa falta de estrutura familiar fomenta a prática de bullyng e ainda instiga a violência.
Realmente, Jobert a família é o principal pilar na formação de valores nas crianças e adolescentes; mas, infelizmente, parece que esta não está conseguindo cumprir seu papel social, pois mtos bullies pertencem a famílias em que há ausência de carinho, diálogo e de limites, sofrem pela falta de presença da família no seu dia-a-dia e assim tornam-se autores do fenômeno bullying , adotam atitudes agressivas, intencionais e repetitivas que ocorrem, na maioria da vezes, sem motivação evidente, para com quem não apresenta meios de defesa.
ExcluirConcordo com vocês!O que muda hoje é a falta de estrutura familiar, social e emocional. Sinto que a AUSÊNCIA de uma estrutura familiar e presente na vida dos alunos, é o principal origem de todos os problemas que enfretamos hoje! Muitos comportamentos inadequados, surgem porque não há adultos que tenham condições de orientar seus filhos, que jogam este compromisso para escola. Falta planejamento familiar e há a distorção do conceito de família! Antes pessoas planejavam casar-se para depois ter filhos de forma planejada e constituir uma família. Hoje as pessoas têm filhos para depois pensar em tentar construir uma família! Temos a influência da mídia e uma visão distorcida do que é autoridade e autoritarismo. Temos mais pais autoritários porque não possuem estrutura para educar seus filhos e nem paciência para ouví-los, que não possuem autoridade para educar e orientar seus filhos!O bullying é uma consequência da sociedade contemporânea! As pessoas perdem suas funções e a infância tem desaparecido!
ExcluirOlá Jobert, concordo em parte com você, pois mesmo tendo uma família estruturada e condições financeiras, todos estão sujeitos ao bullying. Lembro-me bem quando pequena, estudando em colégios de elite, o bullying sempre esteve presente. Na época, inclusive os professores eram autores, humilhando os alunos que não gostavam. Principalmente os alunos críticos eram motivo de piada, isso de certa forma para que não transparecesse suas críticas, e muitas vezes os alunos estavam cobertos de razão .Ainda hoje, mesmo entre nós, há aqueles colegas que com suas atitudes discriminatórias geram um desconforto entre os alunos, sabemos pois que os alunos tem medo de comentar, e algumas vezes comentam indignados a atitude de outros professores. É necessário que façamos uma reflexão sobre algumas de nossas atitudes.
ExcluirBoa tarde a todos. Estou muito feliz com a impolgação e troca do grupo.Gostaria de salientar que todos os comentários são muito pertinentes e comentar o que a Myrtes e o Jobert falam sobre o resgate de valores familiares e a atenção redobrada dos pais em estarem sempre atentos quando notarem algo de diferente com seus filhos o que infelizmente está faltando em muitas famílias.
ResponderExcluirMas Carmem, hoje em dia os pai são tão ausentes, que para perceber algo de diferente pode demorar muito e aí ....
ExcluirEstamos,certamente, participando de um fórum de alto nível. Fico muito contente pela apreço com que cada um tem demonstrado em relação ao curso e às interações uns com os outros.
ResponderExcluirPara a nossa reflexão, postarei de vez em quando alguns CASOS REAIS, para que estejamos conscientes das consequências desse tão grande mal.
"A infância do designer Guilherme Ghilardi, 25 anos, foi marcada pela angústia de chegar à escola e ser vítima de todo tipo de brincadeira de mau gosto. Gorducho, ele era chamado de "mamute". Na sala de aula, entortavam o ferro de sua cadeira para que ela quebrasse quando ele se sentasse, como se seu peso fosse o causador do estrago. Lançavam restos de comida, cadernos e mochilas nele. “Era a classe inteira contra mim. Contava os minutos para chegar em casa e ficar longe daquele lugar”, diz Guilherme, revolvendo as memórias, "Não há nada mais solitário que o bullying" Um dia, o designer, que na época não falava aos pais nem à escola sobre o que se passava, decidiu fazer dieta e um intercâmbio na Inglaterra. "Fiz terapia e tive forças para me refazer, mas preferiria não ter de guardar esse tipo de lembrança"
Fonte:http://www.udemo.org.br/2011/Leituras11_0083_veja_bullying.html
Olá, Alberto. Neste depoimento podemos ver um exemplo de resiliência, ou seja, a capacidade individual para se superar problemas, como a autora simplifica: "aquilo que não me mata me fortalece", entretanto nem todos os indivíduos tem condições psicológicas para agirem do mesmo modo e superar o trauma.
ExcluirOi, Alberto, tudo bem? Gostaria de agradecer a iniciativa do curso e o suporte que você tem nos dado que muito nos enriquece.A respeito do caso que você postou,só vem reforçar o que nós temos discutido.Nesse caso a pessoa teve forças de dar a volta por cima, mas infelizmente não é o que acontece.O que muitos chamam de brincadeira é um ato cruel que deixa marcas para o resto da vida.
ExcluirOlá, boa noite a todos! Gostaria de agradecer e também elogiar este precioso espaço de discussão e aprendizado! Parabéns, Alberto, pela iniciativa!
ExcluirQuanto ao depoimento acima acredito que a vítima até tenha conseguido superar o trauma mas que as lembranças e sequelas dos atos cruéis ficarão para o resto de sua vida, isso eu não tenho dúvida.
Eu gosto muito de depoimentos, tanto aqueles que ainda são vítimas como e principalmente, aqueles que se superaram, pois é uma prova que está existindo um combate, por menor que seja e que esse combate tem que crescer. Também gosto de depoimentos pois nos tipifica realmente o que é o bullying, pois um simples olhar torto não deve ser caracterizado como bullying, não devemos deixar que as pessoas interpretem errado o conceito de bullying.
ExcluirCreio que se cada um de nós parar-mos e relembrar-mos da infãncia, certamente encontraremos episódios curtos ou mais prolongados de algum tipo de perseguição em ambiente escolar. Eu mesmo fui perseguido nos meus primeiros anos escolares,por ter o que comumente chamamos de "orelha de abano", eram inúmeros os apelidos, e frequentemente eu chegava chorando em casa após a aula.Lembro-mede de nunca ter recorrido aos professores para denunciar, porém nos momentos de maior tristeza, era na minha família em que eu procurava apoio,e encontrava. Então encontrei em mim mesmo uma forma de combater essa situação, um outro detalhe que em mim era saliente; meu desempenho escolar, e o carinho dos professores e demais membros escola, e nisso eu me agarrei, a cada "sarro tirado" um 10 eu tirava, e um elogio público eu ganhava, assim consegui, no decorrer dos anos seguintes, perceber,que o que realmente incomodava aos alunos que me agrediam, era a carência afetiva, a incompetência intelectual, a falta de referências positivas, o sentido de família que eles não possuiam. Mas isso graças a incondicional atenção, exemplo e amor que tive em minha própria família.
ExcluirIsso é o que está escasso nos dias de hoje, o mais profundo e simples sentido de FAMÍLA.
Boa noite pessoal. Feriado, que bom. Um ótimo feriado a todos. E vamos à discussão
ResponderExcluirAlém de não conseguir superar o trauma Karina,o bullying destrói a autoestima dessas crianças/adolescentes.É um momento de muito sofrimento, pois, eles não compartilham com os adultos (pais ou direção)com medo dos agressores. Simplesmente se afasta da escola e evita comentários com a família e não fala sobre a agressão sofrida.
ResponderExcluirA Professora Miriam (UERJ) aponta que o bullying deve ser tratado como uma questão psicológica e pedagógica. Ela acredita que quem o pratica necessita de atenção, assim como as vítimas.E joga para a escola, acrescentando:As escolas precisam saber o que é bullying e as formas que ele pode assumir, mas os pais devem tomar conhecimento.Acredito que as escolas devem identificar, mas primeiramente ser conhecedora de medidas preventivas, pois alguns autores sugerem que a prevenção deverá começar na educação infantil ao ensino médio porque muitas vezes essa prática ultrapassa os muros das escolas e ocorre inclusive na internet.
ResponderExcluirOi Nadir. Concordo com você e com a Miriam, quando dizem que escola tem que tomar conhecimento do que acontece e que a prevenção seja a melhor soluçao, mas a escola não pode ser responsabilizada individualmente para resolver essas questões. Como já mencionei, deve ser ser uma ação conjunta entre escola, família e comunidade.
ExcluirAcredito ser a prevenção o melhor caminho no tratamento do bullying no ambiente escolar. As pesquisas mostram isso, que quando tratado com a devida ateñção, o bullying diminui muito. É preciso também, um trabalho conjunto com os familiares. Assim quando notamos algo de estranho no comportamento de um aluno, temos que além de encaminhá-lo para uma conversa com a psicóloga, convocar seus pais ou responsáveis e questionar o que está acontecendo, se os pais não notaram mudanças, creio eu que a partir daí ficarão alertas.
ExcluirBoa tarde a todos! Com o relato do caso abaixo e do caso 1, gostaria de frisar o fato de que experiências traumáticas em relação ao bullying podem ser superadas, mas nunca esquecidas. As feridas emocionais provocadas nessas crianças dificilmente cicatrizam e podem comprometer a saúde física e mental e o desenvolvimento sócio educacional.
ResponderExcluirO forte registro na memória, devido a forte carga emocional de constrangimento vivenciada, faz com que a cada novo estímulo aversivo, gerado pela presença ou lembrança do agressor, dispare na mente da vítima emoções desagradáveis e geradoras de ansiedade.
O tormento de ir para o colégio.
Quando L.B., 15 anos, entrou na adolescência, uma deformação em sua face direita, fruto de uma doença congênita, começou a motivar piadas por parte dos colegas, especialmente dos meninos. Elas foram se tornando mais cruéis. "Me chamam de feia, boca torta e até perguntam se eu estou grávida na bochecha", conta a menina, que sofre sem nenhum amparo do colégio estadual onde estuda desde janeiro, em São Paulo. "Aproveitam para me humilhar quando os professores não estão olhando", diz L.B., que tenta esconder seu rosto com o cabelo. Tímida e sem amigos, ela acredita que pode superar o problema submetendo-se a uma série de cirurgias plásticas, já programadas. As cicatrizes das humilhações que sofre todos os dias, no entanto, ficarão para sempre em sua memória.
Fonte:http://www.udemo.org.br/2011/Leituras11_0083_veja_bullying.html
Olá Alberto e colegas! Que o feriado esteja revigorando-os, para terminarmos bem o semestre. Diante do relato acima, percebe-se com clareza que o ser humano, muitas vezes precisa da fragilidade e deficiência do outro para se auto afirmar. Considero isso assustador, pois deveríamos, como seres humanos, nos solidarizar e entender que o corpo e as deficiências são superficiais em relação a grandeza da vida e da alma. Valores estão cada vez mais distorcidos pela ditadura da mídia, confundindo jovens e famílias que desenvolvem um senso estético muito mais "ïmportante" que os princípios, os valores e a moral, necessários para o equilíbrio da sociedade. Por essa realidade atual que o bullying está aí, criando a cada dia mais vítimas. Essas que poderão reagir de forma brutal,como já citado pela colega Shirlene, no Brasil e pelo mundo, justificando o ato pelo bulliyng sofrido.Acho, realmente, assustador.
ExcluirOlá Alberto, primeiramente gostaria de me desculpar com pela demora em entrar nos debates e discussões do curso, pois tive alguns graves imprevistos que me inviabilizaram de fazê-lo. Em segundo, não estou conseguindo - não sei por que cargas d'água - postar no site as minhas considerações, sendo que nem mesmo consegui ver os comentários dos colegas. mas ainda assim, envio por aqui minhas impressões iniciais:
ExcluirA introdução do texto "O fenômeno Bullying no Ambiente eEscolar", diz que o mesmo se observa tanto em escolar públicas como em privadas. Gostaria de saber se existe disponível algum estudo que indique em quais desses tipos de instituições a ocorrência do fenômeno é maior, levando em consideração fatores como condições sócio-econômicas, raça e gênero dos envolvidos?
O bullyng na família por parte dos familiares, acontece, ao meu ver, pela a ausência da FÉ em um DEUS, que norteie a conduta moral de cada um. Se nossa sociedade fosse temente a um DEUS, independente da religião, não haveria essas atrocidades.
ResponderExcluirNa minha opinião, o bullyng, é um fenômeno que assola a nossa sociedade, pois pouco tempo é dedicado à família. Além de o pai e mãe sairem para trabalhar e os filhos ficarem sozinhos, muitos pais, têm mais de um emprego o que agrava ainda mais a ausência e as crianças ficam a vontade, sem falar que a falta de respeitos aos mais velhos, professores e o pior ainsa é a promoção continuada que gera em nossos alunos a certeza de que sem estudar e sem muitas faltas é o SUFICIENTE PARA PASSAR DE ANO.
ResponderExcluirCreio, também, que a prática do bullying surge da necessidade que o sujeito tem de se impor sobre o outro. Este não seria apenas um comportamento normalmente e reproduzido da organização social vigente? Como exemplo disso, eu podeia ilustrar um trabalhador que é subordinado (e subjugado) a um gerente, e este mesmo por um outro mandatário maior. Ao chegar em casa, este trabalhador exige submissão da esposa, e esta, por sua vez, age de forma autoritária com um filho mais velho, e este agirá contra seu irmão mais novo, que irá praticar Bullying contra seu animal de estimação. Apesar de caricata, quero demonstrar com isso, uma tendência cristalizada em nossa sociedade á submissão e a subjugação a partir de uma estrutura burocratizada, e hierarquizada de "pequenos poderes".
ExcluirConcordo Thiago com você, vivemos numa sociedade hierarquizada de "pequenos poderes", acho que não podemos nos esquecer que a globalização gera a homogenização das culturas, impondo valores estéticos e comportamentais capazes de destruirem um ser humano que não está adequadamente enquadrado nos moldes dessa sociedade.Vide o exemplo da menina que busca nas cirurgias plásticas a solução da sua vida.
ExcluirO bullyng acontece em todo lugar, mas só na ESCOLA é que precisamos cuidar.
ResponderExcluirO motorista que, no trânsito, por estar a bordo de um carro novo e possante, encosta no veículo da frente e exige passagem, deseducadamente, piscando os faróis, buzinando, pressionando, está praticando um ato de violência. O político que se acha mais importante do que o resto do mundo e trata as pessoas com arrogância está sendo, de algum modo, violento. Podemos dizer o mesmo do empresário que humilha seus funcionários só porque lhes paga salário. Essas pessoas, com atitudes que agridem ou intimidam, estão praticando o que possivelmente já praticaram em outros ambientes, inclusive na escola.
ExcluirÉ fundamental desenvolver, nas escolas, ações de solidariedade e de resgate de valores de cidadania, tolerância, respeito mútuo entre alunos e docentes. Também é importante estimular e valorizar as individualidades do aluno, além de potencializar eventuais diferenças, canalizando-as para aspectos positivos que resultem na melhoria da auto-estima do estudante. Com toda a certeza, se a escola formar indivíduos melhores, teremos motoristas melhores, políticos melhores, empresários melhores e cidadãos melhores. Afinal, obrigados ou não, gostando ou não, todos, ao menos por um tempo da vida, passaram ou passarão pela escola.
Fonte adaptada: Revista Profissão Mestre. Ano 9. nº 99. dezembro/2007. Bullying, o crime do desamor. Gabriel Chalita. p. 27.
Antes de ler o artigo de Aramis A. Lopes Neto, não sabia que o conceito de bullying é tão amplo e que envolve tantas pessoas. Achava que era uma simples disputa de poder entre grupos. Todos devem saber disso, pois só com conhecimento este mal pode ser combatido, sendo de suma importância os trabalhos junto às escolas.
ResponderExcluirEste conceito é relativamente recente, na minha época de estudante (e olha que não faz tanto tempo assim) simplesmente não se falava isso. Bullying não é somente “ativo” (agressões físicas e verbais, geralmente praticado por garotos), mas também “passivo” (isolamento geralmente praticado por garotas). Acabei descobrindo que eu mesma fui vítima e não tinha consciência sobre a anormalidade daquela situação, o que me impediu procurar ajuda. Felizmente isso não prejudicou meu desempenho acadêmico, mas trouxe algumas consequências no meu desenvolvimento pessoal (demorei muito para desenvolver auto-estima e para ter segurança em relação aos outros e a mim mesma). E agora, como professora, tenho dificuldades em reconhecer situações de bullying, assim como meus professores (e quem sabe meus pais) tinham, e também em agir em situações de conflito (confesso que para isto nem sempre tenho paciência).
"Meu filho apanhava calado"
ResponderExcluirDepois que Cristiane Almeida, 33 anos, testemunhou o sofrimento do filho Nathan por quase três anos, ela decidiu fundar uma ONG em São Paulo para ajudar os pais a lidar com o bullying. Entre os 9 e os 11 anos de idade, o menino, hoje com 13, não se recorda de um dia em que tenha ido para a escola sem suar frio, sentir náuseas e ser tomado pelo pavor. Tímido, franzino, sempre à margem do grupo, ele havia se tornado alvo de agressões dos colegas. "Apanhava calado, com vergonha. Tinha medo de falar e sofrer mais", conta Nathan, que preferiu não aparecer na foto. A turma pedia que ficasse de quatro e o fazia imitar um cavalo. Quanto mais suplicava para que parassem, mais ele ouvia "frouxo", "chorão". Certa vez, recebeu uma surra que provocou diversos ferimentos pelo corpo. A mãe buscou ajuda no colégio — em vão. Ela percorreu inúmeras instâncias administrativas até conseguir afastar a diretora. Hoje, Nathan está em outra escola e arranjou amigos. "Luto para que ninguém tenha um filho que sofra o mesmo que o meu", diz.
Fonte:http://www.udemo.org.br/2011/Leituras11_0083_veja_bullying.html
Olá, boa noite! Neste caso podemos ver claramente a diferença que faz quando a família está presente e atenta na vida e problemas da criança. Essa é a reação que espera-se de PAIS de verdade, de família estruturada que dá carinho, atenção, apoio e valores. Acredito que a grande maioria dos casos de bullying se extinguiria com carinho, atenção, apoio e diálogo. Parabéns para esta mãe que não se deixou intimidar, correu atrás de ajuda e conseguiu salvar seu filho.
ResponderExcluirBoa noite,
ExcluirInfelizmente a maioria das crianças que sofrem bullying não tem a mesma sorte de fazer parte de uma família informada e dedicada, não só aos deles, mas à comunidade, funando ONGs como esta.
A violência sofrida está inconscientemente guardada e pode vir á tona em situações extremas.
ResponderExcluirUm menino de 12 anos se suicidou em Vitória, no Espírito Santo, após ser alvo de bullying na escola. Segundo relatos, o aluno era humilhado, empurrado e xingado de "gay", "bicha" e "gordinho" pelos colegas. As informações são da Folha Vitória.
O delegado Josemar Antonio Sperandio, da Delegacia de Homicídios de Vitória, disse que a polícia não confirma se a motivação do suicídio foi mesmo bullying, uma vez que o caso ainda está sendo investigado.
O suicídio aconteceu no dia 17 de fevereiro. De acordo com um aluno da escola, as crianças fizeram uma roda ao redor de Roliver de Jesus dos Santos e começaram a hostilizar o garoto. Quando voltou para casa, o estudante se enforcou com o cinto da mãe. Ele foi encontrado desacordado pelo pai, chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Os pais do garoto já haviam pedido transferência de escola para ele e os outros dois filhos, porém a mãe não efetuou a troca, pois a secretaria de educação disponibilizou uma unidade escolar diferente para cada um.
Segundo informações da Folha Vitória, Roliver deixou uma carta pedindo desculpas pelo ato e disse que não entendia por que era alvo de tantas humilhações.
Boa noite Professor,
ExcluirCom certeza este é um caso onde fica evidente que a família tem um papel essencial. Este jovem deve ter alterado seu comportamento em casa, dado algum sinal pedindo socorro, só que os pais não conseguiram enxergar a tempo. Este tema deveria ser mais exposto aos pais que ainda não entendem a gravidade do problema.
Boa noite!
ResponderExcluirRealmente muito boa esta oportunidade de conhecer melhor um tema, muito complexo. Depois de ler o texto de Aramis, passei a entender que bullying não é apenas uma brincadeira sem graça praticada entre crianças e sim uma violência cometida entre os pequenos e que se não for tratada com medidas enérgicas já quando começa, poderá acabar em violência física entre eles, no mínimo.Tudo pode começar com uma brincadeira sem graça sim, mas como o agressor não vê reação da vítima, ele se sente com um certo poder. A vítima, já com a auto estima baixa e de sentido sozinho fica cada vez mais acuado e o agressor se sentindo cada vez poderoso. Isso só tende a aumentar e as sequelas desta violência pode ser no mínimo, a vítima se torna um adulto depressivo e sem auto estima e o agressor manipulador e capaz de qualquer coisa pelo poder sobre as pessoas. A escola, como um lugar onde as crianças se encontram com mais frequência, acaba se tornando o lugar mais comum onde se sofre o bullying e também onde as crianças podem encontrar ajuda.
Que triste ver que a crueldade humana também atinge de forma letal esta faixa etária. Não podemos fechar os olhos para estes acontecimentos e pensar, ou melhor, nos iludir acerca de nossas crianças, escola e sociedade, pois estamos suscetíveis a tais fatalidades senão tomarmos atitudes ao detectarmos sinais de perigo de nossas crianças vítimas e/ou agressoras.
ResponderExcluirA família bem estruturada é a base de uma sociedade pacífica e feliz. Antes de construir uma família, o homem e a mulher devem aprender a ser pais e cumprir com afinco seu papel: ensinar valores éticos e morais, saber onde, quando e com quem seus filhos andam, o que fazem em sua ausência, etc. O que se observa hoje é o oposto: pais omissos que criam filhos intolerantes e desrespeitosos com as diferenças alheias, inconsequentes em relação aos seus atos e que não sabem se expressar sem invadir o espaço alheio.
ResponderExcluirÉ bem isso mesmo que presenciamos no cotidiano com os alunos, uma total inversão de valores, onde o aluno que se sobresai aos demais, na postura correta e no bom desempenho escolar, é perseguido pelos demais, como se certo fosse o desleixo, a indisciplina, o mal caratismo, a falta de compromisso, etc. Tudo fruto de uma família desestruturada e sem vínculo com a unidade entre seus menbros, haja vista nossas reuniões de pais,onde presenciamos muitos "pais ou responsáveis" que sequer sabem o ano em que seus filhos estão cursando. todos esses fatores presentes em nossa sociedade dita "moderna", acarretam estes fenômenos de violência e intolerância como o bullying entre outros.....
ExcluirAtribuo essa inversão de valores à mídia, que lança revistas, filmes, entrevistas na televisão muito superficiais, e as pessoas que passaram alguns anos em escolas, acham que sabem muito, ou tudo sobre escola, porque são filhos acham que sabem ser pais, e acaba gerando o que sabemos e vivemos dentro das escolas.
ExcluirComo sabemos ,as conseqüências psíquicas para aquele que sofre com o bullying são inúmeras, mas vão se tornar mais graves de acordo com o tempo e a intensidade os ataques ocorrerem, e se não houver uma rede de apoio familiar e escolar que intervenha nesta situação. Em vista desta triste realidade que acontece em muitas escolas, tanto particulares quanto publicas, a família em parceria com escola e sociedade em geral deve ampliar seu conhecimento sobre o bullying, buscando compreender, saber reconhecer e intervir quando esta situação estiver ocorrendo, seja na escola em que trabalhamos, com alguém de nossa família, ou como dever de sociedade em buscar uma convivência harmônica e respeitosa.
ResponderExcluirUm passo nesse sentido já estamos dando com essa iniciativa, buscando conhecer mais a fundo este tema tão pertinente, dividindo opiniões e reavaliando nossas posturas e olhares sobre o que acontece em nossas aulas.
Olá a todos!!!!O Bullying sempre existiu mas o problema na minha opinião não é o bullying em si,mas sim a sociedade sem valores,violenta e destrutiva em que vivemos.Eu sofri muito bullying quando criança e adolescente mas tinha uma estrutura familiar e desde pequena fui criada com valores que foram muito importantes para construção da minha personalidade e até hoje caminham comigo.O adolescente sempre é ( e sempre foi)muito cruel principalmente com seus colegas ...uma espinha...um óculos...ser gordo...ser magro...tudo é motivo para começar a falta de respeito.O problema ,insisto mais uma vez, é a sociedade em que vivemos onde tudo é resolvido com agressões e a criança(ou adolescente) está tão "largada" mesmo pelos familiares que se defende da pior forma...cria sentimentos ruins dentro dela o que a faz sofrer e reagir da forma que achar melhor...
ResponderExcluirNa escola sempre vemos aquele que sofreria bullying,tipo o mais gordinho,o mais magrinho,antes de sofrer ele reage e comete o bullying se auto protegendo aparentemente
ResponderExcluirMas o que queria ver é uma sociedade que não cometesse bullying ,jovens que se respeitassem mas o que mais me preocupa é que não só há um grave número de famílias desestruturadas....e as crianças que são frutos disso se agarram no bullying para justificar violências...se agarram no bullying para justificar crimes...o que passa a ser muito grave
ResponderExcluirOutra coisa que queria deixar registrado é que o bullying muitas vezes é cometido contra os alunos da Inclusão,ver o aluno não aprender,ver o aluno ter dificuldades faz com que a crueldade dos colegas de classe apareça e faça com que o aluno que sofre ou reaja violentamente ou queira até mudar escola...por sentir-se rejeitado
ResponderExcluirA tecnologia(uso de computador e celular) faz com que em alguns casos, seja muito difícil identificar o agressor, o que faz crescer a sensação de impotência.
ResponderExcluirNuma reportagem ,uma garota de 13 anos, conta que colegas de classe criaram uma comunidade numa rede social( criada para compartilhar gostos e experiências com outras pessoas) e nela comparam fotos suas com as de mulheres feias. Tudo por causa do seu novo corte de cabelo. "Eu me senti horrorosa e rezei para que meu cabelo crescesse depressa."
Assim é o cyberbullyng...num mundo altamente tecnológico que vivemos,isso mostra como há a permissão para que a agressão se repita indefinidamente e há sempre três personagens fundamentais nesse tipo de violência: o agressor, a vítima e a plateia e comprova-se por estudos que muitos efeitos são semelhantes para quem ataca e é atacado: déficit de atenção, falta de concentração e desmotivação para os estudos.Esse tormento permanente que a internet provoca faz com que a criança ou o adolescente humilhados não se sintam mais seguros em lugar algum, em momento algum. Na comparação com o bullying tradicional, bastava sair da escola e estar com os amigos de verdade para se sentir seguro.Mas com o cyberbullying ele vê sua intimidade invadida.
Olá a todos, gostaria muito de ter participado do curso no momento certo, mas infelizmente a época de fechamento de bimestre, não consegui. Tentarei tecer alguns comentários a respeito do tema focando experiências vividas. Li algumas postagens e percebi que todos estamos muito preocupados com os relacionamentos geridos no seio do ambiente escolar. A cada dia estamos mais perplexos com o que nos rodeia, um sentimento de impossibilidade nos perturba. Como podemos ter o controle da situação como gostaríamos, com salas tão numerosas? Não conseguimos observar com mais carinho as situações mais delicadas, pois estamos envolvidos por demais com nossas obrigações, apenas em algumas circunstâncias conseguimos interferir de forma positiva diminuindo as tensões geradas pela agressividade de alguns com os outros principalmente com aqueles que se sentem indefesos.
ResponderExcluirA Agma comentou sobre o bullying nos alunos de inclusão,gostaria de comentar um novo bullying qual seja, o bullying sofrido pelos alunos com rendimento acima da média de sua classe. Ultimamente tenho notado que os "nerds" assim conhecidos, aqueles que gostam de estudar, tem mudado suas atitudes, pois estão cansados de serem motivo de piada, de serem diferentes, de terem atenção dos professores, e por isso são alvo dos colegas, alguns estão deixando até de fazerem lição de casa para se igualarem aos colegas. Estou muito preocupada com o que tenho observado. Tenho trabalhado para reverter a situação, muitas vezes não tenho conseguido resultado. Precisamos estar alertas com as situações novas que tem surgido e creio eu temos que tomar decisões e ações conjuntas para revertemos a situação.
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