Comentários do Curso


Texto 1
Postado pelo coordenador do curso: Alberto Alves Maia 

A criança ou adolescente que é alvo do bullying, dependendo de suas características individuais e sua relação com o meio social, em especial a família, poderá não superar o trauma sofrido na escola. Poderá crescer com sentimentos negativos, especialmente com baixa auto-estima, tornando-se um adulto com sérios problemas de relacionamento. Terá a capacidade de assumir, também, um comportamento agressivo, ou tender à depressão. 

Tendo em vista que enquanto vitima, sente-se humilhado, intimidado; sofre intensamente; não consegue pedir ajuda; isola-se dos colegas; seu aprendizado é prejudicado; pode ter reações violentas; tem medo de ir à escola; sofre em silêncio; sua auto-estima fica abalada; pode prejudicar a sua vida adulta; sente dor e pode tentar ou cometer suicídio.(ABRAPIA 2005; OBSERVATÓRIO DA INFÂNCIA 2010)


O bullying é uma prática nociva que isola e exclui crianças e adolescentes do convívio social e produz, através da intimidação, humilhação e violência, o surgimento de feridas emocionais que, em muitos casos, interferem durante toda a vida no equilíbrio psíquico ao levar o indivíduo à perda de referências quanto à sua identidade. (Alberto A. Maia)
   
Faça o seu comentário do texto acima. Em outros momentos, comente quatro considerações de seus colegas a respeito desses textos. 

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31 comentários:

  1. Boa noite à todos! Desejo que esse curso seja bastante proveitoso a todos participantes. Penso que o bullying é realmente destrutivo na vida de uma criança ou de um adolescente. Sentimentos profundos podem ser desencadeados nas pessoas que sofrem bullying e carregados por todos os anos da vida. A atenção por parte de nós, professoros deve ser redobrada, visto que vivemos em uma sociedade que se apresenta muito superficial, onde o importante é "ter" e não "ser". Os valores estão muito distorcidos e as crianças se tornam muito vulneráveis a isso.
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  2. Orientador: Alberto A. Maia1 de junho de 2012 22:49
    Olá Myrtes! Como você mesmo afirmou: "Sentimentos profundos podem ser desencadeados nas pessoas que sofrem bullying e carregados por todos os anos da vida." Concordo,plenamente!
    O impacto do bullying é devastador, comprometendo o salutar desenvolvimento da criança como pessoa segura e auto-confiante. A auto-estima é a primeira a sofrer danos e, por vezes, em situações muito graves, as consequências são irremediáveis.O corpo sofre, a mente sofre.
    Intimidação,humilhação e violência tem o poder de causar feridas que jamais cicatrizam. É a convivência constante com a dor, com o desamparo, com a solidão.
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  3. Bom dia a todos! Também desejo, a cada participante, que tenhamos ganho não somente quanto ao conteúdo do curso, mas também quanto a oportunidade de compartilhar as nossas experiências. Considerando o texto 1, creio que além de conviver com um estado constante de pavor, uma criança ou adolescente vítima de bullying sofre com a rejeição, isolamento, humilhação, a tal ponto de se verem impedidas de se relacionarem com quem deseja, de brincar livremente, de realizar um trabalho individual ou em grupo na escola.
    Também faz parte dessa violência impor à vítima o silêncio, isto é, ela não pode denunciar à direção da escola nem aos pais, sob pena de piorar as coisas. Pais e professores só ficam sabendo do problema através dos efeitos e danos causados, como a resistência em voltar à escola, queda de rendimento escolar, retraimento, depressão, distúrbios psíquicos, fobias, etc.
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    1. Acho que o medo de denunciar à qualquer um: pais, escola, enfim...faz com que a criança fique cada vez mais retraída e a atenção dos adultos nesse momento para identificar tal situação , se faz fundamental. Interessante, também, considerando o texto, é que geralmente o praticante de bullying é líder, aterroriza, mas na verdade, ele é muitas vezes alvo de bullying em sua casa ou comunidade. Portanto, penso que cada criança ou adolescente, reage de uma forma. Intimidando-se ou assumindo liderança de bullying, cada situação deve ser analisada por especialistas de acordo com suas particularidades.
  4. Boa noite!! bom início de semana a todos e bom curso para nós, esse espaço será ótimo tanto para discutirmos questões importantes de um dia a dia na escola, que nunca temos tempo discutir, assim como conhecermos mais nossos colegas de trabalho.
    Se nós adultos temos dificuldades em procurar ajuda quando estamos em dificuldades em relação a nossos sentimentos imaginem uma criança ou um adolescente que estão ainda se auto afirmando? Basta retomarmos à nossa época de criança e lembrar de algo que não nos agradou e quanto isso nos ficou marcado, imaginem uma vítima de bullying...Não é a toa que a doença do século é a depressão. O texto faz referencias a suicídios, não tenho refencias e dados sobre suicídios na infância e adolescencia, irei buscar algo na internet depois posto. Bjss a todos
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  5. Achei dois textos interessantes, um deles já li, que segue link: http://marciocandiani.site.med.br/index.asp?PageName=Suic-EDdio
    o outro li apenas uns trechos, por enquanto:
    http://www.adolescenza.org/capitao.pdf
    resumindo um pouco é o seguinte:
    Uma criança pequena não é capaz de planejar e levar adiante um plano suicida,
    porém, favorecem situações que colocam sua vida em risco, por isso na infância é raro os casos de suicídio, mas já na adolescência, principalmente a partir dos 16 anos, o planejamento e a execução se torna fácil.
    Vou buscar se tem alguma artigo relacionando Bulliyng/Suícídio.
    Acho que o livro da Ana Beatriz Barbosa Silva deve ter alguma coisa.
    Se alguém tiver essa informação, por favor compartilhe.
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  6. Orientador: Alberto A. Maia3 de junho de 2012 23:55
    Parabéns a todos pelo excelente nível das discussões! Acredito, também, que este espaço é um lugar privilegiado de troca de idéias e conhecimento mútuo.
    No primeiro texto que a Mirian indicou, o autor aponta a agressividade e desesperança como fatores mais comuns do suicídio infantil - uma atitude extrema para quem a vida já adquiriu um gosto de morte. Como escrevi na postagem anterior: "É a convivência constante com a dor, com o desamparo, com a solidão."
    Creio, então, que há motivos de sobra para que nós educadores sejamos mais sensíveis à tristeza estampada nas faces dessas crianças, procurando identificar as causas e promover ações eficazes para frear essa forma de violência, muitas vezes disfarçada em brincadeiras.
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  7. Boa tarde a todos! Eu também gostaria de desejar um bom curso para todos nós.É um prazer discutir sobre um assunto tão importante e trocarmos experiências. Como educadores,temos que estar sempre atentos a situações que caracterizam Bullying.Um ponto positivo, é que esse tema está sendo discutido mais abertamente e penso que ações conjuntas entre escola, família e comunidade na prevenção desse problema seja a melhor solução, pois as consequencias depois que a situação se instala são devastadoras, tanto psicológicas quanto físicas chegando a casos extremos como homicídio e suicídio.Dados estatísticos mostram que essa é a melhor solução.O processo é longo e lento, mas temos que começar já.
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    1. Boa-noite, Carmen! Concordo com vc. de que a abertura dada para discutirmos o tema "bullying" é mto importante para que nós possamos conhecer e diagnosticar qdo o educando está sendo vítima ou praticando o bullying. Sim, a integração entre família, escola e sociedade é primordial, pois mtas vezes a agressividade começa na família ou no círculo social frequentado pelo aluno. O processo é, realmente, longo e lento mas devemos estar sempre atentos para que possamos auxiliar, de forma positiva, qdo diagnosticarmos que um(a) aluno(a) está sendo vítima ou causador do bullying. Bjos !
  8. Oi Flávia, tudo bem? Eu também estou feliz de podermos compartilhar sobre esse assunto. Concordo com você em relação a dificuldade da vítima em expor o problema, e quando descobrimos, a situação já está bastante grave. Por isso é que eu acho que um trabalho conjunto de prevenção e conquista da confiança da vítima para poder ajudá-la, seja a melhor solução.
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  9. Sempre imaginamos que a infância e a adolescência vêm acompanhada de fantasias, sonhos, projetos e perspectivas. O bullying, desencadeado em ampla escala na sociedade atual, está fazendo com que nossos jovens percam esse brilho intrínseco dos primeiros anos de vida, levando-os a atitudes inaceitáveis como ao suicídio. Será que não há uma grande exigência por parte da sociedade adulta? Será que é omissão dos pais que não percebem seus próprios filhos? Falta de exemplos dos mais velhos? Penso muito nisso, quando percebo jovens sem a menor noção de valores, princípios e atitudes sociais. Cabe a nós professores, atenção redobrada (o que não é nada fácil, com salas superlotadas)àquelas crianças que de alguma forma estão fora da normalidade infanto-juvenil.
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  10. Olá, boa noite à todos! Obrigada pela oportunidade de poder estudar e compartilhar com o grupo da escola, nossas dúvidas, angústias e ampliar nosso conhecimento para que possamos ter um olhar mais crítico e diferenciado ao entrarmos em contato com o outro, seja ele aluno ou não! Parabéns pela iniciativa e projeto! Espero que possamos realmente amadurecer como profissionais! Vivemos num mundo que lidar com o DIFERENTE é complexo, estamos a cada dia mais individualistas e acabamos perdendo nosso foco e objetivo! Será que estamos agindo da melhor forma em nossa escola e na sala de aula? O que fazemos para evitar gozações! Vejo que esse tipo de comportamento tem se tornado comum entre adolescente e inclusive adultos, e em nossa escola! O Bullying é um comportamento antigo apesar da discussão atual, a diferença é que hoje sabemos o quanto essa prática afeta o desenvolvimento social e psicológico de uma pessoa, tendo "danos emocionais" irreverssíveis! Vivemos numa época em crise de valores! Acredito que nós como professores, podemos dar oportunidade dos alunos poderem se expressar, ter a oportunidade de ter autonomia de suas idéias, desenvolver o comportamento social melhor e mais crítico, e é sobretudo, na escola e diante dos nossos olhos que podemos dar conta dessa prática!
    Estou iniciando as leituras a respeito e volto, logo mais com as leituras e dúvidas aos colegas!
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  11. Boa-noite a todos. Reintero os votos de que possamos interagir de forma a somarmos conhecimentos e possíveis soluções para este problema, que a cada dia, mais e mais atinge os nossos adolescentes. Gostaria de salientar que, não só nós, professores, estejamos engajados nessa batalha, mas também toda a comunidade a que pertencem tanto a vítima como também o causador do bullying, pois ambos precisam ser orientados a saber respeitar o outro, fator este determinante para o convívio em uma sociedade salutar. Assim ressalto a importância de que os valores sejam enfatizados cada vez mais e mais, para que possamos extinguir este "câncer" que a cada dia nos apresenta casos e mais casos de atrocidades chamados de "bullying".
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    1. Oi, Shirlene. Concordo com seu comentário. Devemos nos atentar tanto à vítima quanto ao agressor, tentando identificar as causas do problema e agir de modo eficaz para combatê-lo. Tarefa nada fácil. Bjs
    2. Concordo Shirlene! Nós temos que tentar e conseguir somar forças, conjunto família, comunidade e escola! Essa é a principal união e meio viável de se conseguir possíveis resultados positivos nesta ação!
  12. Olá pessoal!Li os comentários dos colegas e vejo que este curso será muito produtivo. Um espaço necessário para que reflitamos sobre este problema que permeia nossa prática em sala de aula. As consequências ou traumas causadas pelo bullying são carregadas pela vida toda, sem sombra de dúvida, devemos nos atentar a ele e buscar combatê-lo.Ótimo curso a todos!!!Bjs
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  13. Percebo que todos nós estamos convictos da importância de nossa participação enquanto educadores na percepção e atuação contra a prática do bullying, com certeza saíremos mais cientes de nossas condutas quando detectarmos, no nosso dia a dia, tal prática, tão nociva aos indivíduos e a sociedade em geral.
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  14. Precisamos mostrar e conscientizar os alunos e a comunidade que bullying não é um tipo de "brincadeira" comum nas escolas e típica da idade das crianças e adolescentes, pois é este o desfarce cruel desta prática na sociedade.
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  15. Realmente, Karina, mtas vezes crianças e adolescentes dizem que é apenas uma brincadeira, mas uma "brincadeira" de mau gosto que pode trazer sequelas para a vida toda da vítima, inclusive levando-a até a cometer suicídio. É importante ressaltar que casos recentes envolvendo a comunidade escolar foram destaques nas mídias, tanto aqui no Brasil como nos Estados Unidos, onde a "defesa" da vítima foi sair atirando dentro da escola e até universidades matando dezenas de pessoas inocentes. Portanto, concordo com vc. qdo diz que mostrar e consvcientizar os alunos e a comunidade é de suma importância.
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  16. Pessoal, saiu hoje(o5.06.12) no facebook : Hoje, o Facebook e a Time Warner estão lançando na América Latina o aplicativo Chega de Bullying: Não Fique Calado. O aplicativo do Facebook tem como objetivo educar as pessoas sobre os danos que o bullying pode causar e inspirar testemunhas a levantar a voz ao presenciarem bullying. Para saber mais, visite https://www.facebook.com/chegadebullying. para os interessados é só acessar o site. Bjos!
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    1. Oi, Shirlene! Iniciativas como essas são importantes por darem força ao combate ao bullying. Vou ver o site! Bjs
  17. Desejo a todos que esse curso seja para nós um momento para nos conhecer melhor, afinal não há muitas oportunidades para expressar nossas ideias e opiniõs, até porque no HTPC não encontramos com todos os colegas.

    Bullyng é nos dias de hoje tudo aquilo que nós sofremos quando iniciamos a nossa vida escolar e/ou social, mas naqueles tempos não havia essa conotação - eu me lembro que naquela época, graças a famílias estruturadas: emocionalmente e economicamentes também, os nossos familiares ofereciam estruturas emocionais para enfrentarmos e isso nos dava o suporte para não sofrer ou entrar em crise - de outra forma, os tipos de ofensas ou provocações não eram tão agressivas e agressão física não era tão comum quanto acontece hoje. Pelo menos dentro de minha realidade, venho de uma cidadezinha pequeníssima onde todos se conhecem, o que dava um certo ar familiar.

    Hoje em dia, para qualquer fato é motivo para ofender o moral do colega de classe e se existe uma resposta atravessada o que acontece é uma briga no final da aula - já a família além de não orientar os seus entes queridos, ainda estimulam que haja o revide do tipo "NÃO LEVE DESAFORO PARA CASA, POIS VOCÊ VAI APANHAR DUAS VEZES - NA ESCOLA E EM CASA" - essa falta de estrutura familiar fomenta a prática de bullyng e ainda instiga a violência.
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    1. Realmente, Jobert a família é o principal pilar na formação de valores nas crianças e adolescentes; mas, infelizmente, parece que esta não está conseguindo cumprir seu papel social, pois mtos bullies pertencem a famílias em que há ausência de carinho, diálogo e de limites, sofrem pela falta de presença da família no seu dia-a-dia e assim tornam-se autores do fenômeno bullying , adotam atitudes agressivas, intencionais e repetitivas que ocorrem, na maioria da vezes, sem motivação evidente, para com quem não apresenta meios de defesa.
    2. Concordo com vocês!O que muda hoje é a falta de estrutura familiar, social e emocional. Sinto que a AUSÊNCIA de uma estrutura familiar e presente na vida dos alunos, é o principal origem de todos os problemas que enfretamos hoje! Muitos comportamentos inadequados, surgem porque não há adultos que tenham condições de orientar seus filhos, que jogam este compromisso para escola. Falta planejamento familiar e há a distorção do conceito de família! Antes pessoas planejavam casar-se para depois ter filhos de forma planejada e constituir uma família. Hoje as pessoas têm filhos para depois pensar em tentar construir uma família! Temos a influência da mídia e uma visão distorcida do que é autoridade e autoritarismo. Temos mais pais autoritários porque não possuem estrutura para educar seus filhos e nem paciência para ouví-los, que não possuem autoridade para educar e orientar seus filhos!O bullying é uma consequência da sociedade contemporânea! As pessoas perdem suas funções e a infância tem desaparecido!
  18. Boa tarde a todos. Estou muito feliz com a impolgação e troca do grupo.Gostaria de salientar que todos os comentários são muito pertinentes e comentar o que a Myrtes e o Jobert falam sobre o resgate de valores familiares e a atenção redobrada dos pais em estarem sempre atentos quando notarem algo de diferente com seus filhos o que infelizmente está faltando em muitas famílias.
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  19. Orientador: Alberto A. Maia - Caso Real 16 de junho de 2012 13:18
    Estamos,certamente, participando de um fórum de alto nível. Fico muito contente pela apreço com que cada um tem demonstrado em relação ao curso e às interações uns com os outros.
    Para a nossa reflexão, postarei de vez em quando alguns CASOS REAIS, para que estejamos conscientes das consequências desse tão grande mal.

    "A infância do designer Guilherme Ghilardi, 25 anos, foi marcada pela angústia de chegar à escola e ser vítima de todo tipo de brincadeira de mau gosto. Gorducho, ele era chamado de "mamute". Na sala de aula, entortavam o ferro de sua cadeira para que ela quebrasse quando ele se sentasse, como se seu peso fosse o causador do estrago. Lançavam restos de comida, cadernos e mochilas nele. “Era a classe inteira contra mim. Contava os minutos para chegar em casa e ficar longe daquele lugar”, diz Guilherme, revolvendo as memórias, "Não há nada mais solitário que o bullying" Um dia, o designer, que na época não falava aos pais nem à escola sobre o que se passava, decidiu fazer dieta e um intercâmbio na Inglaterra. "Fiz terapia e tive forças para me refazer, mas preferiria não ter de guardar esse tipo de lembrança"
    Fonte:http://www.udemo.org.br/2011/Leituras11_0083_veja_bullying.html
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    1. Olá, Alberto. Neste depoimento podemos ver um exemplo de resiliência, ou seja, a capacidade individual para se superar problemas, como a autora simplifica: "aquilo que não me mata me fortalece", entretanto nem todos os indivíduos tem condições psicológicas para agirem do mesmo modo e superar o trauma.
  20. Boa noite pessoal. Feriado, que bom. Um ótimo feriado a todos. E vamos à discussão
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  21. Além de não conseguir superar o trauma Karina,o bullying destrói a autoestima dessas crianças/adolescentes.É um momento de muito sofrimento, pois, eles não compartilham com os adultos (pais ou direção)com medo dos agressores. Simplesmente se afasta da escola e evita comentários com a família e não fala sobre a agressão sofrida.
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  22. A Professora Miriam (UERJ) aponta que o bullying deve ser tratado como uma questão psicológica e pedagógica. Ela acredita que quem o pratica necessita de atenção, assim como as vítimas.E joga para a escola, acrescentando:As escolas precisam saber o que é bullying e as formas que ele pode assumir, mas os pais devem tomar conhecimento.Acredito que as escolas devem identificar, mas primeiramente ser conhecedora de medidas preventivas, pois alguns autores sugerem que a prevenção deverá começar na educação infantil ao ensino médio porque muitas vezes essa prática ultrapassa os muros das escolas e ocorre inclusive na internet.
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  23. Orientador: Alberto A. Maia - Caso Real 28 de junho de 2012 13:37
    Boa tarde a todos! Com o relato do caso abaixo e do caso 1, gostaria de frisar o fato de que experiências traumáticas em relação ao bullying podem ser superadas, mas nunca esquecidas. As feridas emocionais provocadas nessas crianças dificilmente cicatrizam e podem comprometer a saúde física e mental e o desenvolvimento sócio educacional.
    O forte registro na memória, devido a forte carga emocional de constrangimento vivenciada, faz com que a cada novo estímulo aversivo, gerado pela presença ou lembrança do agressor, dispare na mente da vítima emoções desagradáveis e geradoras de ansiedade.

    O tormento de ir para o colégio.
    Quando L.B., 15 anos, entrou na adolescência, uma deformação em sua face direita, fruto de uma doença congênita, começou a motivar piadas por parte dos colegas, especialmente dos meninos. Elas foram se tornando mais cruéis. "Me chamam de feia, boca torta e até perguntam se eu estou grávida na bochecha", conta a menina, que sofre sem nenhum amparo do colégio estadual onde estuda desde janeiro, em São Paulo. "Aproveitam para me humilhar quando os professores não estão olhando", diz L.B., que tenta esconder seu rosto com o cabelo. Tímida e sem amigos, ela acredita que pode superar o problema submetendo-se a uma série de cirurgias plásticas, já programadas. As cicatrizes das humilhações que sofre todos os dias, no entanto, ficarão para sempre em sua memória.
    Fonte:http://www.udemo.org.br/2011/Leituras11_0083_veja_bullying.html
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